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Cidades

Plano de Flávio Bolsonaro cita DOF como modelo para acabar com tráfico no Brasil

Sistema integrado de operações de fronteira foi citado durante apresentação do "Brasil sem Medo"

Por Guilherme Correia, de São Paulo | 18/06/2026 11:56
Plano de Flávio Bolsonaro cita DOF como modelo para acabar com tráfico no Brasil
Flavio Bolsonaro e Sérgio Moro durante apresentação do plano (Foto: Guilherme Correia)

O pré-candidato presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou nesta quinta-feira (18) plano de segurança pública "Brasil sem Medo" e colocou o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) de Mato Grosso do Sul como um dos principais exemplos para acabar com o tráfico em nível nacional.

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Flávio Bolsonaro apresentou o plano de segurança pública "Brasil sem Medo", que cita o DOF de Mato Grosso do Sul como modelo nacional. O programa propõe um Sistema Nacional de Fronteira integrando Forças Armadas e polícias. Sérgio Moro e Guilherme Derrite participaram do evento em São Paulo. O plano inclui 12 medidas contra o crime organizado e referências ao modelo de El Salvador.

O programa propõe a criação de um Sistema Nacional de Fronteira baseado na integração entre Forças Armadas, Polícia Federal e polícias estaduais. O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), coautor do plano, mencionou o DOF como sendo esse modelo a ser seguido.

"Na negligência do governo federal, os estados criaram departamentos especializados. O DOF, o Departamento de Operações de Fronteira de Mato Grosso do Sul, faz um grande trabalho", afirmou Derrite, que será candidato a senador, durante o evento realizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo (SP). O ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) também citou o BPFron (Batalhão de Fronteira do Paraná) como referência a ser integrada ao sistema nacional.

O senador Sérgio Moro (PL-PR), governador do Paraná e terceiro integrante da mesa, reforçou o argumento com base na própria experiência como ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro. "No governo do presidente Bolsonaro, eu criei o sistema integrado de operações de fronteira, colocando a Polícia Federal, polícias estaduais de vários estados e a Receita Federal trabalhando juntos, com compartilhamento de dados. Estava funcionando muito bem. Neste governo, foi paralisado", alegou Moro.

A fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia é considerada uma das principais rotas de entrada de cocaína e maconha que abastecem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e outras facções. Flávio Bolsonaro disse que o estado de calamidade nas divisas nacionais é resultado direto do que chamou de "liberou-geral do Lula e do PT": hoje, segundo o pré-candidato, há um policial para cada 100 quilômetros de fronteira seca.

Plano de Flávio Bolsonaro cita DOF como modelo para acabar com tráfico no Brasil
Deputado federal Guilherme Derrite, Flavio Bolsonaro e Sérgio Moro durante apresentação (Foto: Guilherme Correia)

O plano prevê tropas de elite do Exército, Marinha e Força Aérea equipadas com armas de guerra, inteligência e batalhões de drones para fechar as fronteiras por terra, ar e pelos rios. Derrite também defendeu a asfixia financeira do tráfico, citando o uso da Lei Antifacção, da qual foi relator na Câmara, para o perdimento de bens e fechamento de CNPJs usados na lavagem de dinheiro do crime organizado.

Flávio apresentou durante a manhã o plano que contém 12 medidas para combater o crime organizado em território brasileiro, incluindo várias menções a gestão de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, regime que tem sido criticado por especialistas em segurança pública sob alegação de autoritarismo, prisão de inocentes, tortura, dentre outros desvios. O pré-candidato inclusive tem repetido várias vezes que aprovou a determinação por parte do governo dos Estados Unidos de reconhecer as facções brasileiras como sendo terroristas; o que foi criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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