Polícia Civil libera volta de investigador preso em caso de contrabando
Decisão no Diário Oficial desta quinta-feira encerra afastamento de Célio Monteiro, o "Manga Rosa"

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil revogou o afastamento compulsório do investigador Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como "Manga Rosa", preso em março durante a Operação Iscariotes. O DOE (Diário Oficial do Estado) desta quinta-feira (29) traz a decisão, que passa a valer a partir da publicação.
RESUMO
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A Corregedoria-Geral da Polícia Civil revogou o afastamento compulsório do investigador Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa, preso em março na Operação Iscariotes. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (29), sem explicar o motivo nem a situação dele quanto à prisão ou ao procedimento disciplinar. Lotado em Sidrolândia, ele e o investigador Edivaldo Quevedo da Fonseca foram afastados em 20 de março. A operação da Polícia Federal apura contrabando e lavagem de dinheiro com suspeita de envolvimento de policiais.
O ato determina: “Revogar o afastamento compulsório do policial civil CÉLIO RODRIGUES MONTEIRO”. Na sequência, identifica o servidor como investigador de Polícia Judiciária lotado na Delegacia de Polícia de Sidrolândia e faz referência à portaria de 20 de março que determinou seu afastamento.
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A publicação encerra essa medida administrativa, mas não informa o motivo da revogação nem apresenta decisão sobre a investigação criminal ou o procedimento disciplinar. O texto também não esclarece a situação atual de Célio em relação à prisão ou a eventuais restrições judiciais ao exercício da função.
Em março, a Corregedoria afastou Célio e o investigador Edivaldo Quevedo da Fonseca em razão da decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos dois. A publicação desta quinta trata apenas de Célio.
Na ocasião do afastamento, a Corregedoria também determinou o recolhimento de armas funcionais, carteiras policiais e outros itens institucionais, além da suspensão dos acessos aos sistemas internos da Polícia Civil. O órgão instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta dos investigadores. Dias antes, os dois haviam perdido as funções de confiança de chefe de seção.
A PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Iscariotes em 18 de março para investigar um esquema de contrabando de mercadorias e lavagem de dinheiro com suspeita de participação de policiais civis e militares, da ativa e aposentados.
Segundo a investigação divulgada na época, Célio e Edivaldo teriam fornecido informações sigilosas extraídas de sistemas policiais e participado do transporte de mercadorias, com aparente uso da função pública para favorecer o grupo.
Durante a operação, cerca de 200 policiais federais cumpriram ordens judiciais que incluíam 31 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. A ação também alcançou bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somavam aproximadamente R$ 40 milhões.
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