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Campo Grande, Sábado, 20 de Janeiro de 2018

08/09/2013 07:50

Após 20 anos casados, ex-marido transforma vida de babá em "inferno"

Viviane Oliveira
Edinir diz que já registrou vários boletins de ocorrência contra o ex-marido. (Foto: João Garrigó)Edinir diz que já registrou vários boletins de ocorrência contra o ex-marido. (Foto: João Garrigó)

Há 4 anos a vida da babá e salgadeira Edinir Moura Vieira, 43 anos, se transformou em um inferno após separar do marido Paulo Marques dos Santos, 54 anos. No último sábado (31), o ex-marido tentou matá-la durante um show no Parque Jacques da Luz, no bairro Moreninha, em Campo Grande. 

A salgadeira conta que viveu com Paulo durante 20 anos com quem teve quatro filhos, hoje com idades de 19, 18, 10 e 7 anos. A família morava em São Paulo, quando decidiu vender tudo o que tinha para tentar a vida em Campo Grande, onde moram os familiares de Paulo.

Depois de dois meses, que estavam na Capital, Edinir disse que pediu a separação, pois o homem que sempre foi violento havia piorado porque passou a beber. “Além de bater em mim, ele agredia também as crianças”.

Desde então, Edinir passou a viver sob ameaças. “Ele não aceita a separação. Eu não saio para lugar nenhum e ninguém pode se aproximar de mim”, reclama, acrescentando que já mudou quatro vezes de lugar por causa do marido.

O primeiro boletim de ocorrência contra o ex-marido foi registrado em janeiro de 2010 e de lá para cá foram vários registros de violência doméstica, mas as ameaças e as agressões continuaram.

Edinir construiu uma casa  e mora há pouco tempo em um terreno que era do casal no bairro Moreninha, onde o ex também mora. “Vivo com medo desse homem, só construí a casa aqui porque não aguentava mais pagar aluguel e era a única coisa que eu tinha”, lamenta.

A casa de três cômodos foi construída, conforme Edinir, com 8 meses economizando o salário que recebe como babá. “Ele não me dá um tostão, não ajuda com nada”, reclama ela, que ainda mora com três filhos.

Em uma mala, em casa, a mulher mostra os boletins de ocorrência que já registrou contra o marido e as medidas protetivas que lhe foi concedida. “Não sei até quando vou ficar assim, se escondendo da vida e do mundo por causa dele [Paulo]”, desabafa a mulher na frente dos dois filhos menores.

A delegada titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Rosely Molina, disse que em dois registros de boletim de ocorrência, Edinir não quis representar contra o ex-marido.

Ainda segundo a delegada, em dezembro de 2012 foi solicitada a prisão preventiva de Paulo. “No último domingo (1º) foi cumprida a prisão dele por violência doméstica”, afirma Rosely. Paulo foi detido após tentar matar Edinir no show da cantora Roberta Miranda.  

Estatísticas da Sejusp/MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) apontam que do dia 1º de janeiro até hoje foram registrados 3.179 casos de violência doméstica, desses, 11 foram convertidos em mandado de prisão e apenas seis foram cumpridos.

A Mulher que sofre violência doméstica pode entrar em contato com a delegacia da mulher pelo telefone 3384-1149 ou ir até o local, que fica na Rua Sete de Setembro, nº 2421, no Centro.



Triste ver que essas denúncias não levam a nada, que o cara só fica preso mesmo, depois que acontece o pior.
 
Janaina Vieira em 09/09/2013 08:46:57
Com a palavra a "digníssima" lei, Maria da Penha !
 
Marcos Figueiredo em 08/09/2013 21:32:12
Sinceramente,não sei para que existe Delegacia da mulher e a tão famosa Lei Maria da Penha.Uma mulher trabalhadeira viver uma vida dessa diante dos filhos e da sociedade e por causa de um canalha, pau d'água,ter que viver se escondendo é ruim não?Mulher nenhuma merece um desse naipe ou você acha que merece?Um covarde desse tinha é que ficar um bom tempo na cadeia em trabalho forçado (comendo do que produzisse) para que valorizasse a mulher e os filhos.Tudo isso é porque nossas leis são frouxas demais e a impunidade prevalece.Vamos torcer para que esta mulher não seja mais uma no noticiário dos jornais dessa cidade vítima (morta)da canalhice desse homem.É de dar dó sabermos de uma triste situação como essa.E o pior é que existe muitas mulheres vivendo esse inferno no país.
 
João Alves de Souza em 08/09/2013 15:43:23
Ela pode entrar com ações contra o estado por danos morais, materiais e físicos, para cada filho e ela própria ja que afimou que o mesmo era e é violento contra os 4. Essa ação visa penalizar o estado que apartir do momento que se registra o boletim de ocorrência passa a ter a cautela do acusado, onde se o mesmo violar a medida protetiva deveria ir a cadeia sem direito de responder em liberade por ser considerado de alto risco. Com isso o estado irá tomar as medidas corretas(não só as suas como de outras) para não ter de arcar com os custos futuros(já outras podem fazer o mesmo) e com o dinheiro da indenização a mesma pode junto com os filhos viver em melhores condições em uma outra cidade sem que amigos e familiares do acusado saiba.
 
Alexandre de Souza em 08/09/2013 13:49:09
É brincadeira essa delegacia da mulher,já são quatro anos de sofrimento e tortura e ainda não colocaram esse cara na cadeia tão esperando o que? ela ser mais uma vitima da violência entre casais,espero que isso mude e ainda fazem propaganda dizendo que as mulheres teêm que denunciar,prá que ? pra não ser feito nada,conversa essa lei Maria da penha existe só no papel e nos discursos de autoridades querendo auto promover a si proprio...indignação!!!!
 
Odevair de Brito Oliveira em 08/09/2013 12:08:42
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