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Capital

Além de manutenção precária, projeto de ciclovias emperra por falta de dinheiro

Capital conta com 85 quilômetros de faixas para ciclistas e pelo menos outros 15 dependem de recursos para serem implantados

Por Liniker Ribeiro | 16/07/2020 11:33
Ciclofaixa na Avenida Cônsul Assaf Trad termina em trecho de acesso ao Centro da cidade; ciclistas precisam andar pela rua, ao lado de veículos (Foto: Marcos Maluf)
Ciclofaixa na Avenida Cônsul Assaf Trad termina em trecho de acesso ao Centro da cidade; ciclistas precisam andar pela rua, ao lado de veículos (Foto: Marcos Maluf)

A comerciante Bruna Pires, de 33 anos, diz que trocou o carro pela bicicleta para cumprir, pelo menos 70% das tarefas do dia. Mas queria ficar só com a bike.  "Ainda não é total porque nem sempre me sinto segura em andar por trechos sem ciclovia”, comenta.

O médico Odilon Kelvis Reis de Souza, de 31 anos, também gostaria de levar a sério essa alternativa. Na avaliação dele, a cidade já deveria há muito tempo ter estrutura para o trabalhador que depende das bicicletas ou gente que pensa no meio ambiente. “Acho que as ciclovias deveriam ser estimuladas e feitas em vários locais. Tem muita gente, mas muita gente mesmo, pedalando, seja por lazer ou de forma profissional”, destaca.

Sem interligação, o militar Luiz Carlos Alves, de 57 anos, diz que precisa se dividir entre as duas rodas e a caminhada. “Faltam algumas interligações. Se eu saio do Parque dos Poderes, vou até o Sóter por uma ciclovia, mas depois disso preciso sair e andar pela rua”, relata.

Andréa Figueiredo, diretora-adjunta da Agetran, mostrando projeto que prevê implementação de faixas para ciclistas (Foto: Marcos Maluf)
Andréa Figueiredo, diretora-adjunta da Agetran, mostrando projeto que prevê implementação de faixas para ciclistas (Foto: Marcos Maluf)




Sem dinheiro - Projeto desenvolvido pela Agetran (Agência Municipal de Trânsito), em parceria com a Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), tem a intenção de implantar pelo menos mais 15 quilômetros de ciclovias e cliclofaixas pela cidade, interligando, finalmente, toda a malha cicloviária.

A intenção é estimular o uso das bicicletas e dar mais segurança aos usuários para que possam circular por espaços exclusivos, longe do perigo de andar pelas ruas, muitas delas movimentadas, dividindo espaço com veículos.

“A prefeitura ainda tenta captar recursos para implantação dessas interligações. Mas já temos projetos que estão ligados a outras obras, como o da Calógeras e Cônsul Assaf Trad, que fazem parte das obras de transporte previstas para estes locais”, explica a diretora-adjunta da Agetran, Andréa Figueiredo.

Parceria com empreendimentos particulares devem garantir outros acessos. “Em Campo Grande a gente não trabalha só com o poder público, temos parcerias com empreendedores que, através de compensações por grandes empreendimentos, a gente faz essa parceira para que eles possam implantar ciclovias, ciclofaixas e rotas cicloviárias”, explica Andréa.

Ainda de acordo com ela, apesar dessa parceira já ter estabelecido trechos para implementação das faixas, a realização das intervenções deve depende da conclusão dos prédios levantados pelas empresas que vão bancar as compensações. “Temos alguns empreendimentos demandados para fazer essas interligações, mas como eles executam as obras deles dentro de 4, 5 e até 6 anos, isso leva um pouco mais de tempo”.

Ligações - Conforme o projeto, trechos na região da Vila Sobrinho, no entorno da Vila Militar, vão ganhar ciclovias e ciclofaixas, interligando as Avenidas Ernesto Geisel, Euler de Azevedo e Duque de Caxias.

Os novos trechos devem passar pela Avenida Euler de Azevedo, Rua Barnabé Mesquita, Avenida Presidente Vargas, Rua Fernando de Noronha, Avenida Tamandaré, Rua Alfenas e Plutão, por onde passará a primeira rota cicloviária completamente interligada da Capital.

“Ali temos uma movimentação muito grande de ciclistas em direção a Avenida Tamandaré. Então teremos a primeira rota cicloviária, que se trata de uma indicação no pavimento dizendo que se ele for por ali vai sair em uma ciclovia ou ciclofaixa e que, naquele trecho, os veículos, sabendo que é uma rota, tem que dar prioridade para eles”, explica Andréa.

Implementações

Na região norte, a Avenida Rodoviária deve receber ciclofaixa, ligando a Heráclito de Figueiredo – prolongamento da Avenida Ernesto Geisel – com a Cônsul Assaf Trad. Ainda falando na Assaf Trad, ciclofaixa irá ligar a avenida até a região do Parque Ecológico do Sóter, pela Rua Antônio Rahe.

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Já no trecho da Avenida Antônio Maria Coelho, a partir da Avenida Professor Luis Alexandre de Oliveira, contornando o Parque das Nações Indígenas, uma ciclovia deve chegar até a entrada do Parque dos Poderes.

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Saindo da Fábio Zahran, ciclovia na Rua Lago do Amor servirá de ligação para outra ciclovia que será implementada na Avenida Manoel da Costa Lima, permitindo que o ciclista vá até a Avenida Gunter Hans com mais segurança.

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Ciclofaixa também deve ser implementada na Avenida Costa e Silva, assim como a Calógeras deve ganhar uma calçada compartilhada.

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