Estiagem compromete 15% das lavouras de soja em Mato Grosso do Sul
Mesmo com seca, entidade mantém expectativa de crescimento na safra 2025/2026
Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho) projeta crescimento da safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul, mesmo após veranicos que atingiram mais de 640 mil hectares entre janeiro e fevereiro, período marcado por estiagem e altas temperaturas no Estado, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (27).
RESUMO
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A seca que atingiu mais de 640 mil hectares em Mato Grosso do Sul entre janeiro e fevereiro causou variações significativas na produção de soja. Segundo a Aprosoja, 57,5% das lavouras estão em boas condições, enquanto 26,9% são consideradas regulares e 15,5% ruins. O impacto é desigual entre as regiões, com o norte apresentando 70,2% de áreas em boas condições, enquanto no sul esse índice cai para 41,2%. A produtividade também varia drasticamente, com diferenças de até 51 sacas por hectare em uma mesma localidade, como observado em Maracaju.
Os dados indicam impacto direto na condição das áreas cultivadas. Hoje, 57,5% das lavouras estão classificadas como boas, 26,9% como regulares e 15,5% como ruins no Estado. A distribuição, porém, não é uniforme entre as regiões.
No norte, 70,2% das áreas apresentam boas condições. Já no sul, o índice cai para 41,2%, com predominância de lavouras regulares, que somam 44,2%. Esse cenário reflete o efeito da estiagem nas fases mais sensíveis da cultura.
O impacto também aparece na produtividade dentro das propriedades. Em Maracaju, há talhões com rendimento de 38 sacas por hectare e outros que chegam a 89 sacas. Em Anastácio, a variação vai de 21 a 78 sacas por hectare. Em Iguatemi, no sul, áreas registram 29 sacas, enquanto outras superam 90 sacas por hectare no Estado.
Na região oeste, 23,4% das lavouras estão classificadas como ruins, o maior índice entre as regiões monitoradas. No sul, embora o percentual de áreas ruins seja menor, há maior concentração de lavouras em condição regular, o que indica instabilidade no potencial produtivo.
Os veranicos ocorreram no período de enchimento de grãos, fase decisiva para a formação da produtividade. A falta de chuva e as altas temperaturas reduziram o potencial de parte das áreas, sobretudo nos municípios de Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.
Mesmo com os impactos climáticos, o levantamento aponta que o comportamento das lavouras varia conforme a distribuição das chuvas. Áreas com melhor regime hídrico mantêm bom desempenho, enquanto regiões afetadas pela estiagem concentram perdas e maior oscilação de rendimento.


