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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

04/11/2017 09:46

Aluno de Medicina, jovem não poderia negar socorro, diz pai de advogada

Acidente aconteceu na madrugada de quarta-feira e o suspeito estava a mais de 160 km/h

Geisy Garnes
Horas depois, ainda era possível encontrar vestígios do acidente (Foto: Marcos Ermínio)  Horas depois, ainda era possível encontrar vestígios do acidente (Foto: Marcos Ermínio)

João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 23 anos, envolvido em acidente que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos, cursa o 2º ano de Medicina em Campo Grande e ainda assim, fugiu logo após a colisão, deixando a jovem e o filho de 3 anos e oito meses sem socorro.

Em meio a dor de perder a filha, Lázaro Barbosa Machado, 63 anos, ainda lida com a impunidade. Desde a madrugada do dia 2 de novembro, o responsável pela morte de Carol está foragido. Para escapar da prisão, o universitário deixou o irmão para trás e o menino de poucos mais de 3 anos ferido, sem qualquer tipo de socorro.

“Feriu o princípio mais básico em relação ao curso dele, ele está negando o que está aprendendo no curso, não é isso que ensinam em Medicina. E se aquela criança morre, por falta de um socorro médico emergencial naquele momento?”, questionou Lázaro. “Por sorte meu neto não precisou disso, ele contou com outras pessoas que socorreram ele”.

João Pedro foi aprovado em Medicina no ano passado. Do outro lado, Lázaro se prepara para formar a filha médica em dezembro deste ano. “Conversei muito com a minha filha, falei para ela: você vê como as coisas são. Vocês ainda são estudantes, não se formaram ainda, mas sabem que vão prestar um juramento. Desse nível de cultura, com o apoio, com o dinheiro que ele tem , deveria ter um pouco mais de ética”.

O pai vai mais longe, dizendo que ética vem de berço. "A gente aprende ética em casa. Um rapaz que tinha tudo para ser uma grande pessoa na vida, vai ficar manchado para sempre por conta por falta de ética. Todo mundo tem que pagar por seus erros, rico ou pobre, assim que eu penso e acho que assim que vai ser conduzido esse processo”, defendeu.

João Pedro teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (3), mas ainda não foi localizado pela polícia.

 

O carro que Carolina conduzia ficou destruído (Foto: Direto das Ruas)O carro que Carolina conduzia ficou destruído (Foto: Direto das Ruas)

O caso - Conforme boletim de ocorrência, testemunhas relataram que a vítima conduzia um veículo Volkswagen Fox e tinha como passageiro o filho de 3 anos e oito meses, quando foi atingida por uma caminhonete Nissan Frontier, conduzida por João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, que seguia junto com o irmão, João Victor Miranda Jorge, 21 anos.

Segundo informações do BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), o condutor da caminhonete trafegava ao sentido Centro em torno de 160 km/h e bateu na lateral do veículo Fox, que, segundo as primeiras informações, teria furado o sinal vermelho para entrar na Avenida Paulo Coelho Machado. O carro de passeio parou a 110 metros do ponto da colisão.

Após o acidente, João Pedro fugiu a pé. Carolina morreu no local. A criança quebrou a clavícula. Já João Victor, que sofreu ferimento leve, foi levado para o Prontomed da Santa Casa e liberado em seguida.

Ainda conforme relatos de testemunhas, o autor apresentava sinais de embriaguez. Ele conseguiu sair da caminhonete antes do socorro chegar e após falar ao celular disse que seu pai havia o mandado fugir para não ser preso. Até o fechamento deste texto, o rapaz ainda não havia se apresentado à polícia. O caso foi registrado como homicídio na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.



Revoltante, já que o pai o mandou fugir para não ser preso deveriam processar esse pai também, tal pai tal filho, e a falta de educação e amor ao próximo, esse pai dando maus exemplos.
 
Lene Nogueira em 04/11/2017 11:46:44
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