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Capital

Policial é absolvida após 3 anos de prisão por esquema de cigarreiros

Decisão reverte pena por corrupção passiva e organização criminosa

Por Aline dos Santos | 11/05/2021 18:30
Operação do Gaeco combateu a Máfia do Cigarro em MS. (Foto: Saul Schramm/Arquivo)
Operação do Gaeco combateu a Máfia do Cigarro em MS. (Foto: Saul Schramm/Arquivo)

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) absolveu a policial Maira Aparecida Torres Martins, presa desde junho de 2018 na operação Oiketicus (bicho cigarreiro). Na ação, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) investigou a Máfia do Cigarro.

A subtenente foi condenada a 12 anos e 3 meses no regime fechado por crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Porém, nesta terça-feira (dia 11) ,a 2ª Câmara Criminal, por unanimidade, absolveu Maira dos dois crimes. Atualmente, ela cumpria pena em regime semiaberto.

“Foi reparada uma grande injustiça. Ninguém vai devolver a ela os três anos de privação de liberdade e humilhação, infelizmente”, afirma o advogado Ronaldo  Franco.  A defesa fez reiterado pedido para que policial, que já estava na reserva quando  foi alvo da operação, respondesse ao processo em liberdade.

Maira Aparecida foi identificada como a “Tia” na planilha da Máfia do Cigarro. Ela foi comandante da PM (Polícia Militar) em Japorã, mas no ano da prisão já estava em Campo Grande.

“A operação tem interceptação telefônica de 106 pessoas, mas não tem nenhuma ligação dela, nem falando um boa noite”, afirma o advogado. Segundo Ronaldo, ela nunca foi chamada de tia, sendo o apelido totalmente desconhecido por pessoas que trabalharam com a policial.

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