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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/05/2012 08:47

Antigo albergue noturno tem projeto estrutural e obra já devia ter começado

Luciana Brazil
Homens instalaram novos tapumes para provável início de obras. (Foto:Simão Nogueira)Homens instalaram novos tapumes para provável início de obras. (Foto:Simão Nogueira)

Durante aproximadamente um ano, o prédio do antigo Albergue Noturno de Campo Grande, na avenida Afonso Pena, ficou totalmente abandonado. Atraindo bêbados e usuários de drogas, o lugar se tornou um fardo para comerciantes e moradores da região. O problema começou no ano passado, quando o prédio foi demolido parcialmente pela prefeitura.

Porém, a instalação de tapumes apontava que uma obra estaria por vir, o que resolveria o problema do abandono.

Um ano se passou e a nova construção, que, a princípio, abrigará um projeto da Prefeitura, até agora não saiu do imaginário daqueles que esperam uma mudança drástica na paisagem.

Nesta semana, homens da empreiteira VP Monteiro, que presta serviço para a construtora Plaenge, estavam colocando novos tapumes no local, pois segundo eles, a tão esperada reforma está prestes a começar.

De acordo com o vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB), que esteve envolvido com a implantação do projeto no local, o prédio será um centro de qualificação profissional do município. “Já existe um projeto estrutural definido que será realizado pela Plaenge”, afirmou o vice.

Edil informou que as obras já deveriam ter começado, mas segundo ele, a necessidade de manter algumas partes da estrutura com o objetivo de preservar o local, atrasou a reforma. “Nós íamos demolir tudo e reconstruir, mas como algumas partes da estrutura precisaram ser mantidas, e a gente não contava com isso, acabou atrasando”.

Moradora conta que local abriga muitos usuários de droga e bêbados. (Foto:Simão Nogueira)Moradora conta que local abriga muitos usuários de droga e bêbados. (Foto:Simão Nogueira)

O albergue não funciona há anos, mas o problema, segundo os moradores, se instalou depois que a Prefeitura resolveu mexer no prédio sem finalizar a ação. Com os tapumes e a demolição parcial, o lugar se tornou ponto frequente de marginais.

Comerciante afirma que a melhor maneira de se manter segura é se tornar amigaComerciante afirma que a melhor maneira de se manter segura é se tornar amiga

Problemas: “Eu moro aqui há quatro anos e o abandono traz muitos problemas. Desvaloriza a região e, além disso, é perigoso. No ano passado, quando eles (prefeitura) quebraram tudo piorou muito. Antes tinha uma grade, era limpo. Tinha um homem que morava lá e cuidava do lugar”, contou a dona de casa Ana Maria Manchieri.

O homem ao qual a dona de casa se referiu era zelador do lugar, empregado pela Associação das Abnegadas de Mato Grosso do Sul, que administrou o imóvel. Joelson Corrêa da Silva, 58 anos, morou no prédio durante 11 anos com a esposa e as três filhas. Ele foi despejado no ano passado quando a intenção de obra começou.

Desespero-“Já briguei, já cansei, já fiquei amiga dos bandidos, já fui roubada e continua assim”. Essa é a declaração bem humorada da comerciante Joceli Peruzzo, 32 anos, dona de uma clínica veterinária e uma loja de roupas na Afonso Pena, ao lado do albergue. Com bom humor, mas sem esquecer da gravidade, ela disse que a situação é crítica.

“De fato, a gente tenta ser amigo dessas pessoas que frequentam o lugar porque é a única forma de ter segurança. Eu já fui roubada, entraram na loja de madrugada e levaram muita coisa. Medicamentos, ração, computador, aparelhos de uso veterinário, e nós sabemos que foi gente que fica ali direto. Mas se a gente se indispuser com eles, é pior. Eu conheço todos eles. Chamo pelo nome mesmo”, afirmou.

“O prédio abandonado desvaloriza o ponto e o local não é referência para ninguém. Qualquer coisa que seja construída que traga segurança e que fique bonito, para mim está ótimo”, concluiu.

Projetos anunciados: Após uma audiência pública em 2008, realizada para definir a destinação do lugar, iniciaram-se as apostas. Inicialmente o prédio seria um Centro Especializado na Saúde do Homem, que hoje funciona no bairro Coronel Antonino. Em seguida sugeriram que o local abrigasse um pronto socorro infantil, mas a proposta não foi adiante, já que há necessidade de pediatras.

O Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) informou que o prédio não é patrimônio histórico da cidade.



CAMPO GRANDE PRECISA DE UM HOSPITAL INFANTIL COM URGÊNCIA E A PREFEITURA FAZENDO CENTRO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL , POR FAVOR FAÇA UMA VISITA NOS POSTO DE SAÚDE QUE TEM PEDIATRA ,QUE SÃO POUCOS PRA VER O CAOS , E ESPERAM POR ATÉ 4 HORAS ,MAIS DE 100 CRIANÇAS AGUARDANDO SER ATENDIDOS, O HOSPITAL SÃO LUCAS É UMA TRAGÉDIA LOTADO DA RECEPÇÃO AOS APARTAMENTOS ,AS ELEIÇÕES ESTÃO AÍ E MEU VOTO É NULO
 
ana paula oliveira em 26/05/2012 10:32:19
Esse abandono não é de hoje. Eu mudei para Campo Grande em 1960 e já existia essa "obra inacabada". Esse abrigo nunca funcionou 100%, sempre foi uma vergonha para a cidade. Nem sequer pintado foi. Só com umas tábuas na entrada ele passou uns 20 anos. Tá na hora de se investir naqueles que necessitam um teto 'a noite. Prefeito Nelsinho, tenha piedade e misericórdia, dos que não deram certo na vida.
 
Gilberto Ozuna em 26/05/2012 04:41:19
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