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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

13/05/2015 10:37

Após 12 anos, polícia investiga se caseiro ajudou a matar jovem

Luana Rodrigues e Filipe Prado
Policiais passaram a manhã realizando perícia na fossa onde a ossada foi encontrada (Foto: Marcelo Calazans)Policiais passaram a manhã realizando perícia na fossa onde a ossada foi encontrada (Foto: Marcelo Calazans)

Após a confirmação de que a ossada encontrada no dia 28 de março é de Marília Débora Caballero, a polícia agora investiga as circunstâncias da morte da jovem. Na manhã de hoje(13), uma equipe coordenada pelo delegado Messias Pires dos Santos Filho, adjunto da 6ª Delegacia e responsável pelas investigações, está realizando uma nova perícia na fossa onde a ossada foi encontrada, para verificar se há novos indícios sobre a causa da morte de Marília e a participação de um funcionário do suspeito no crime. 

Conforme o delegado, há suspeitas de que a jovem tenha sido morta a tiros, mas os resultado dos laudos periciais da ossada, não mostram se ela foi atingida por projéteis. "Sabemos que o suspeito tinha duas armas, uma delas inclusive foi entregue pelo filho dele à Polícia Federal, mas não encontramos nenhum projétil junto a ossada, por isso estamos realizando essa nova perícia na fossa", explicou.

Ainda segundo Messias, há fortes indícios de que um caseiro pode ter ajudado a ocultar o cadáver na ocasião. “Ele era responsável por tudo na madeireira, inclusive nos informou que em outra fossa, ele mesmo havia enterrado vários cachorros, estamos investigando se houve participação ou não, mas como o crime ocorreu há 12 anos, tudo fica muito limitado”, afirmou o delegado.

A suspeita de que jovem estava grávida surgiu porque os peritos encontraram ossos ainda não identificados juntamente com a ossada de Marília. A perícia irá investigar se o material é de um bebê que a moça estava esperando ou se pertecem aos cachorros que o caseiro diz ter enterrado na fossa.

Entenda o caso - A ossada foi encontrada em um fossa em uma empresa no Bairro Taveirópolis. Os ossos estavam divididos em quatros sacos de ração, o que levou a polícia a suspeitar de esquartejamento.

O delegado alegou que o namorado de Marília, que morava junto com ela no endereço onde a ossada foi encontrada, é o principal suspeito do crime, mas ele morreu em 2011. Agora, os policiais irão levantar informações junto à família do acusado, além de procurar se há indícios de uma terceira pessoa, que pode ter sido a autora.



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