Árvore chamada de "assassina" é incendiada pela 3ª vez no Jardim América
Figueira antiga e enorme foi apelidada pelos moradores e trabalhadores da região
RESUMO
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Uma figueira localizada no Bairro Jardim América, em Campo Grande, pegou fogo pela terceira vez nesta quarta-feira (1º). O Corpo de Bombeiros utilizou 21 mil litros de água no combate às chamas, que duraram das 18h às 22h de terça-feira e retornaram devido ao calor e ao vento. Conhecida como árvore "assassina" por danos a telhados e encanamentos, a figueira possui autorização municipal para remoção, mas o serviço, orçado em R$ 25 mil, ainda não foi realizado.
A grande figueira que ocupa uma calçada no Bairro Jardim América, em Campo Grande, amanheceu em chamas nesta quarta-feira (1º). É a terceira vez que isso ocorre. Na região, ela é conhecida como "assassina", por conta da destruição de telhados, muros e à invasão de raízes em encanamentos.
O fogo começou na tarde de ontem (31) e retornou pela manhã. O Corpo de Bombeiros usou 21 mil litros de água no combate realizado entre as 18h e 22h. As chamas voltaram devido ao calor e ao vento, segundo um dos militares envolvidos.
Duas pessoas entrevistadas no local afirmaram que não viram quem ateou fogo na árvore. A secretária Gabriela Ribeiro, 30 anos, contou ter visto as labaredas "subindo na árvore" quando ainda estava no local de trabalho.
José Siqueira tem 70 anos, é funcionário de uma oficina que fica no mesmo terreno onde a árvore está, na Rua Dr. Pacífico Lopes Siqueira, e mora na casa ao lado. Ele afirma que a figueira "pegou fogo" pouco antes das 18h.
A fumaça que sai do tronco nesta manhã toma conta do entorno. O Corpo de Bombeiros aguarda equipe da Energisa mexer com a fiação de um poste para poder voltar a combater o fogo.
"Para garantir a segurança durante o combate ao fogo, o transformador da área foi desligado temporariamente, permitindo que os militares atuassem sem riscos. Apesar da situação, não houve qualquer dano ao transformador nem à rede elétrica", informou a concessionária em nota.
Fama da árvore - Apesar de não ter provocado a morte de ninguém, a velha figueira recebeu o apelido de "assassina". Ele foi reforçado por faixa que o dono da oficina mandou fixar em seus galhos em 2023.
José Siqueira é vizinho da oficina e afirma que ele próprio foi prejudicado.
Em relação à oficina, diz que também teve prejuízos e que a árvore "desvaloriza o terreno".
Ainda segundo o funcionário, existe autorização municipal, mas a remoção ainda não foi feita. Em um dos últimos orçamentos realizados com uma empresa particular, ele afirma que o valor repassado foi R$ 25 mil. "Muito caro porque dá muito trabalho", diz.
O Campo Grande News pediu para que a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) confirme se a árvore possui mesmo autorização para remoção e se ela está no cronograma de serviços da pasta. O retorno será acrescentado à matéria.
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