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Capital

Baleado em festa na piscina tentou matar rapaz em briga por bicicleta

Davi Marques Marinho da Silva, o "Caverinha", foi atingido por três tiros e socorrido pelo Samu

Por Ana Paula Chuva | 09/10/2026 07:09
Baleado em festa na piscina tentou matar rapaz em briga por bicicleta

Baleado no ataque em um espaço de festas na tarde de quinta-feira (8), Davi Marques Marinho da Silva, o “Caverinha”, 24 anos,, estava com mandado em aberto por tentativa de homicídio contra um rapaz de 27 anos. O crime aconteceu no dia 31 de janeiro na Rua Anselmo Selingardi, Parque do Lageado, em Campo Grande, após uma discussão por avarias em uma bicicleta.

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Davi Marques Marinho da Silva, o Caverinha, 24 anos, baleado em ataque a um espaço de festas em Campo Grande na quinta-feira (8), tinha mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio contra um homem de 27 anos, em janeiro. Réu, ele violou a área de exclusão da vítima e deixou a tornozeleira eletrônica descarregar. No ataque, Lucas Henrique Santos Vieira, 25 anos, morreu. A ordem judicial foi cumprida após o atentado.

Davi foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pela tentativa de homicídio qualificada e virou réu pelo crime em fevereiro. Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada por moradores por volta das 16h20 do dia 31 de janeiro após a vítima ser atingida por disparos de arma de fogo.

Quando os militares chegaram ao local, perto de um supermercado, encontraram o rapaz com três ferimentos de tiros, mas consciente e orientado. Ele foi socorrido e contou que o autor dos disparos havia fugido na garupa de uma motocicleta.

Pouco tempo depois,  Davi foi encontrado em atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Aero Rancho com ferimentos na mão e no abdômen. Ele confessou a tentativa de homicídio e afirmou que momentos antes havia discutido com a vítima porque havia danificado uma bicicleta e não pagou pelo reparo. O rapaz ficou internado na ala vermelha da Santa Casa por um tempo.

Em 18 de maio, Davi teve a prisão preventiva revogada e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Na ocasião, a Justiça também proibiu que ele se aproximasse da vítima, devendo manter distância mínima de 300 metros.

Porém, dias depois, a UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) informou sobre várias incursões do acusado na área de exclusão da vítima entre 26 de maio e 15 de agosto. A central tentou contato por telefone durante as violações, mas ele não atendeu as ligações.

Em junho, Davi justificou as primeiras violações, alegando que procurava uma casa para locação na região, assegurando que os eventos “foram isolados e não voltaram a ocorrer”. A justificativa foi acolhida, mas o acusado continuou as violações em junho e agosto.

A partir do dia 22 de agosto, a tornozeleira do jovem ficou sem bateria e ele não retornava o contato quando a equipe tentava contato. No dia 1º de setembro, o equipamento foi desativado e a Justiça intimou o acusado para justificar as violações, mas “o acusado quedou-se inerte”.

O juiz reconheceu a insuficiência das medidas cautelares e decretou a prisão preventiva no dia 18 de setembro, quando o mandado foi expedido.

Atentado - A ordem judicial foi cumprida depois do atentado na tarde de quinta-feira, na Rua Coxilha, região do Bairro Jardim Tarumã. Na ocasião, Lucas Henrique Santos Vieira, 25 anos, o “Gato Preto”, acabou morrendo.

Segundo o registro policial, os dois rapazes participavam de uma confraternização no local que foi invadido por dois homens. Lucas Vieira tentou escapar, mas foi alvejado com tiros na nuca e nas costas, caindo sem vida dentro da piscina. Já Davi foi atingido por três disparos nas pernas e nas nádegas.

Equipes da PM e do Batalhão de Choque estiveram no local. Davi foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Perícia e Polícia Civil foram acionadas no espaço de festas, onde Lucas já estava morto. O caso foi registrado como homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Davi também tem passagens por tráfico de drogas, receptação e  porte ilegal de arma de fogo.

Baleado em festa na piscina tentou matar rapaz em briga por bicicleta
Equipes policiais e peritos no local do crime desta quinta-feira (Foto: Paulo Francis)


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