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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/10/2012 12:12

Campanha por alteração no Código Penal reúne famílias de vítimas

Elverson Cardozo
Familiares de vítimas foram ao cruzamento da Afonso Pena com a rua 14 de julho pedir fim à impunidade. (Foto: Rodrigo Pazinato)Familiares de vítimas foram ao cruzamento da Afonso Pena com a rua 14 de julho pedir fim à impunidade. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Mobilização para assinatura de abaixo-assinado que pede mudança no Código Penal Brasileiro reuniu familiares de vítimas na manhã deste sábado (27), no centro de Campo Grande. Os manifestantes, que integram o movimento nacional, pedem adoção de penas mais rígidas para crimes contra a vida.

A proposta é da UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência), que analisou sugestões da comissão de juristas. A reivindicação principal é o pedido de aumento do período máximo de prisão de 30 para 50 anos.

Para a responsável pelo movimento em Mato Grosso do Sul, Raquel Ferraro, é injustificável que no Código Penal, criado em 1940, a pena máxima prevista ainda seja de três décadas. “A estimativa de vida aumentou”, disse.

Além disso, a UDVV pede também a alteração da pena mínima para o crime de homicídio simples, de 6 para 10 anos. Completam a lista os pedidos para elevação do tempo para progressão de pena e a volta do exame criminológico para concessão de benefícios penais.

O abaixo-assinado será entregue no Congresso Nacional, a todos os senadores e deputados federais. O objetivo é coletar mais de 100 mil assinaturas. Segundo Raquel Ferraro, 20 mil pessoas já assinaram a petição “Pelo Fim da Impunidade” no Estado. “Nossa contribuição vai ser de ¼ para todo o Brasil”, mensurou.

O ato para coleta de assinaturas em Campo Grande foi realizado no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de julho e reuniu familiares de vítimas como a do segurança Jefferson Bruno Escobar, o Brunão, que morreu em março do ano passado, após ser agredido durante uma briga que ocorreu no bar onde trabalhava.

A mãe do rapaz, Edcelma Gomes Vieira, de 40 anos, foi convidada pela UDVV a participar do ato. A cozinheira ainda acredita na justiça e o que mais quer é o fim da impunidade. “Os assassinos estão soltos. A justiça precisa ser mais rigorosa”, disse.

Para Edcelma, a luta pela adoção de leis mais rígidas é uma batalha em memória do filho que não volta mais. “Acredito em mudança, nem que a gente não possa usufruir disso”, disse.

Picelli Pereira, pai da menina Rayane, que morreu após ser atropelada por um traficante. (Foto: Rodrigo Pazinato)Picelli Pereira, pai da menina Rayane, que morreu após ser atropelada por um traficante. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Também estiveram presentes familiares de John Eder, assassinado no dia 11 de setembro de 2011 em frente ao bar Vodoo; de Daniel Manoel Dudu, o taxista de Campo Grande que foi morto a tiros, em agosto de 2011, após levar um casal de jovens do Estádio Morenão ao Jardim Nascente do Segredo.

Rinaldo Picelli Pereira, de 28 anos, pai da menina Rayane, também compareceu e levou a esposa e as tias. O jardineiro pede o fim da impunidade e espera que, com a petição, alguma mudança ocorra. “Tem que mudar”, enfatizou.

Rayane Amorim Picelli Perreira morreu aos 6 anos, após ser atropelada por um motociclista no dia 28 de fevereiro, no bairro Tarsila do Amaral, em Campo Grande. O condutor era o traficante Magno Henrique Martins, que fugia da polícia. A garota estava voltando da escola.

Petição virtual - A campanha se estende na internet, no site www.pelofimdaimpunidade.com.br. Até agora, 14.466 mil pessoas assinaram a petição virtual, o que representa apenas 14% do necessário.

Para participar basta preencher um formulário simples que pede nome, e-mail, número do RG, endereço, CEP, município e Estado.



meus amigos e irmãos eu venho me manifestar a favor da mudança e cumprimento de nossas leis gostaria de um dia me orgulhar de ser brasileiro pois hoje nosso pais nos da vergonha diante de muitos talvez temos condições financeira de ter um bem mas o pais não nos da segurança então temos que nos reprimir nos esconde nos trancar enquanto os protegidos por este código penal ultrapassado estão a vontade se beneficiando com dinheiro dos nossos impostos eles deveriam trabalhar na prisão para se sustenta e sustentar suas famílias que estão aqui fora espero que estes políticos tem hão coragem de honrar o voto que nos demos a eles que deus nos ajude e nos de forças para não deixar a desesperança nos matar vamos a luta por punição aos criminosos que eles paguem presos sem progressão de pena
 
Almirando gonçalves dos santos em 16/04/2013 17:37:04
eu acredito na justiça divina meu filho foi vitima de violencia a pessoa que a tiro no meu filho nem foi preso eu tenho fe que um dia ele vai pagar em nome do meu senhor jesus cristo
 
josy lima em 28/10/2012 01:45:04
Queridos amigos campograndenses , vamos colaborar com esses irmaos qe sofrem , eles que perderam entes queridos, pois hoje sao eles, amanha podera ser um de nós chorando por algum familiar ou amigo, pois se nao mudar as LEIS vai continuar assim eles bebem , matam faz q quer e ficam soltos,,, infelismente ta assim,,, triste realidade , vamos colaborar para qe justica seja mais rigida , para que possamos sair de kasa e voltar com tranquilidade, isso direito nosso cidadao que trabalha e paga impostos, so queremos MAIS SEGURANÇA..,
 
Rosilene leonel em 27/10/2012 15:59:46
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