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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

25/02/2019 14:35

Com 17 crianças matriculadas, “creche” é denunciada por maus tratos

Dona de local diz que oferece os cuidados em casa há três anos e que acusações foram inventadas por funcionárias temporárias

Danielle Valentim e Mirian Machado
Na última quinta-feira funcionárias fizeram fotos do lugar sujo e desorganizado.Na última quinta-feira funcionárias fizeram fotos do lugar sujo e desorganizado.

Uma “creche” no Bairro Paraty é alvo de denúncias de maus tratos e de ambiente insalubre para crianças. A proprietária do local nega as acusações e garante que a confusão foi criada por funcionárias temporárias que exigem receber acerto por 57 dias trabalhados.

A história ganhou notoriedade após publicação de uma ex-funcionária no Facebook. A jovem de 26 anos relatou que o local funciona sem alvarás ou qualquer tipo de licença. Ela conta que além da sujeira, a dona do local ameaça e castiga as crianças o tempo todo.

A jovem trabalhou no local de 27 de novembro a 23 de janeiro e relata que neste período viu até agiotas entraram no local para fazer cobranças. Segundo ela, uma das crianças que tem Síndrome de Down passa o dia todo na cadeira de papinha e as funcionárias são proibidas de tirá-la.

“Ela não tem alvará e nenhum tipo de licença. Ela contrata as pessoas e não deixa limpar a casa. Várias crianças adquiriram doenças, tiveram pneumonia e infecção intestinal. Ela bate e coloca as crianças no cadeirão de papinha como castigo. Uma das crianças tem síndrome de down e passa o dia todo no cadeirão. Dependendo do que as crianças fazem ela ameaça: 'vou colocar no cadeirão!'. Ela também faz as crianças dormirem com o chinelo na mão. Os pais mandam Danoninho e ela não dá, guarda para a filha dela. Leite a mesma coisa. Fralda ela tira da mochila para os pais acharem que foi usada. Na última quinta-feira chegamos de surpresa e fizemos as fotos, mas o local é sempre sujo”, relatou.

As ex-funcionárias e algumas mães procuraram o Conselho Tutelar Sul na última quinta-feira (21), mas como não se tratava de um flagrante foram orientadas a procurar a Polícia Civil. Durante a visita das ex-funcionárias ao local, houve confusão e a Polícia Militar foi acionada. Até a última sexta-feira (22) as denúncias não haviam chegado à delegacia.

Roupas espalhadas pelo creche.Roupas espalhadas pelo creche.
E lixo também acumulado, com fraldas sujas.E lixo também acumulado, com fraldas sujas.

Outro lado - A proprietária, que pediu para não ter a identidade revelada, nega as acusações de maus tratos e conta que cuida de crianças em casa há pelo menos três anos, com a ajuda de três funcionárias fixas. Até a data da ocorrência 17 crianças estavam matriculadas e a prestação de serviços contava com a ajuda de três funcionárias fixas.

Ela explica que a demanda aumenta durante as férias e, por isso, contrata temporários. Desta vez, as quatro contratadas são da mesma família. A microempresária garante que todos os salários foram pagos.

“Eles trabalharam dezembro e janeiro. Mas elas querem acerto e eu disse que não tenho condições. Foi combinada uma coisa de boca. Tudo está acontecendo por causa disso. Elas vieram aqui me agrediram, quebraram tudo da minha casa e alguns pais até presenciaram essa discussão. Elas fotografaram, justamente no dia estava tendo vazamento no banheiro. Eu dei banho nas crianças e chamei os pais para buscarem antes, por isso estava tudo sujo. O Conselho Tutelar não encontrou irregularidades e polícia também não. Eu fiz um boletim de ocorrência depois da invasão e agora a investigação vai seguir”, disse.

A dona do local pontua que o local não é creche. “Não é uma creche clandestina, apenas cuido de crianças. Tenho MEI (Micro Empresário Individual) porque alguns pais precisam de nota. As funcionárias só eram responsáveis pelo banho e pelos cuidados. Depois da confusão tive informações de alguns pais que elas, agora, montaram um grupo para anunciar a abertura de uma creche e estão chamando os pais. Elas expuseram meu endereço, minha foto, foto da minha filha e vou continuar nesse processo até o fim. Tudo isso não foi pelas crianças, mas por questões financeiras”, disse.

Segundo funcionária. uma das crianças que tem Síndrome de Down passa o dia todo na cadeira de papinha e as funcionárias são proibidas de tirá-la.Segundo funcionária. uma das crianças que tem Síndrome de Down passa o dia todo na cadeira de papinha e as funcionárias são proibidas de tirá-la.
Ex-funcionárias também dizem que crianças sEx-funcionárias também dizem que crianças s


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