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Capital

Com balões azuis, apoiadores da causa autista vão às ruas lutar por inclusão

Em 2 de abril é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Por Izabela Cavalcanti e Mileny Barros | 02/04/2026 09:35
Com balões azuis, apoiadores da causa autista vão às ruas lutar por inclusão
Pessoas seguram cartaz "Em defesa da causa autista" enquanto caminham na  Rua 14 de Julho (Foto: Osmar Veiga)

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado nesta quinta-feira, 2 de abril, o mundo se une em torno de uma causa que convida à empatia, ao respeito e à inclusão.

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No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, Campo Grande realizou a Caminhada pela Causa Autista na Praça Ary Coelho, organizada pela Câmara Municipal com apoio de entidades como a Associação Juliano Varela. O evento reuniu famílias, apoiadores e instituições, com expectativa de 150 participantes, além de brinquedos adaptados e apresentações de crianças autistas, promovendo inclusão e combate ao preconceito enfrentado por autistas de todas as idades.

Em Campo Grande, a mobilização ganha as ruas com a Caminhada pela Causa Autista, realizada na Praça Ary Coelho. A concentração reúne famílias, apoiadores e instituições.

O trajeto percorre pela Rua 14 de Julho, seguindo pela Barão do Rio Branco, Rua 13 de Maio e retorna à praça. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Campo Grande, com apoio de entidades como a Associação Juliano Varela e o Instituto Social, entre outras.

Além da caminhada, o evento conta com brinquedos infláveis e apresentações realizadas por crianças e adolescentes autistas, promovendo inclusão e protagonismo.

A coordenadora da Associação Juliano Varela, Michele Cruz, destaca que a expectativa é reunir cerca de 150 pessoas. Segundo ela, além da caminhada, ontem foi realizado um seminário sobre o assunto.

“Estamos mostrando que existimos. Se o autista existe, a pessoa com deficiência e a família também existem. Estamos aqui lutando pelos nossos direitos, por qualidade de vida e, o melhor de tudo, pela autonomia”, disse.

Com balões azuis, apoiadores da causa autista vão às ruas lutar por inclusão
Apoiadores da causa autista fazendo caminhada no Dia Mundial de Conscientização do Autismo (Foto: Osmar Veiga)

Para a psicopedagoga Maria Oliveira, do Instituto Social, a ação vai além da data comemorativa e serve para mostrar às mães de crianças atípicas a importância de estarem todas juntas.

“Mães que sofrem diariamente, talvez com preconceito ou talvez com a ausência do seu parceiro. Muitas vezes, as mães são abandonadas por conta disso, por conta de ter um filho atípico. Então, as mães, são mães e pais ao mesmo tempo. Essa causa tem que falar sobre isso, sobre essa jornada. É difícil de lidar, as mães sofrem, estão mais cansadas e sofridas, e em prol disso, nos juntamos numa mesma luta”, pontuou.

A assistente de educação infantil Rosa Maria de Souza, de 50 anos, participa da caminhada com a família. Ela é mãe de uma adolescente autista, de 15 anos, e avó de uma criança de 7 anos.

Com balões azuis, apoiadores da causa autista vão às ruas lutar por inclusão
Menino usando abafador de som decorado com quebra-cabeça colorido, que representa o autismo (Foto: Osmar Veiga)

“É uma causa nobre. A gente leva tanto ‘não’, é uma causa para lutar pelos nossos direitos, ninguém sabe como nossa correria é difícil.”

Já a aposentada Daniela Matos, também de 50 anos, acompanha a filha de 24 anos, que tem autismo. Ela foi diagnosticada aos 15 anos.

De acordo com a mãe, a caminhada é fundamental para dar visibilidade e combater o preconceito.

“Precisa mostrar a realidade sobre o que os autistas sofrem, não só as crianças, os adolescentes e adultos, porque eles crescem, se tornam adultos e continuam sofrendo muito mais na fase adulta, principalmente com preconceitos diários”, destacou.

A filha de Daniela, Georgia Reis, de 24 anos, sonha em seguir carreira artística, especialmente no teatro musical. No entanto, relata ter interrompido os estudos por conta de situações de preconceito.

Com balões azuis, apoiadores da causa autista vão às ruas lutar por inclusão
Georgia fez uma apresentação na Praça Ary Coelho (Foto: Osmar Veiga)

“A caminhada é extremamente importante para combater o preconceito diário, que nós autistas enfrentamos na sociedade. Eu sofri preconceito na faculdade recentemente e estou impedida de estudar. Foi um professor. Agora, tenho pânico de chegar perto da faculdade, não consigo mais, então, é extremamente importante lutarmos contra isso”, finalizou.

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