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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/08/2012 18:25

Com dívida de R$ 35 mil, associação de ex-combatentes pode perder prédio

Viviane Oliveira
Seo Agostinho mostra as fotos dos ex-combatentes que já morreram. (Foto: Viviane Oliveira)Seo Agostinho mostra as fotos dos ex-combatentes que já morreram. (Foto: Viviane Oliveira)

“Sem ajuda do poder público vamos perder parte da nossa história”. O desabafo é do presidente da ANVFEB/MS (Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira de Mato Grosso do Sul) Agostinho Gonçalves da Mota, de 87 anos. Ele é um dos ex-soldados sul-mato-grossenses que combateram o nazismo e o fascismo de Hitler e Mussolini durante a Segunda Guerra Mundial.

A associação, que mantém uma galeria com fotos dos ex-soldados e um minimuseu, pode fechar as portas por conta de uma dívida de R$ 35 mil de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).

Com um pouco de dificuldade para ouvir, mas lúcido, Agostinho conta que há 27 anos mantém a associação, no prédio que era do antigo clube da Indústria. “Na época me deram como comodato, faz três anos que requeri como usucapião”, disse, acrescentando que a maioria dos associados já morreu.

O ex-combatente relata que hoje a associação não chega a seis filiados, idosos que não têm condições de ajudar para quitar a dívida. Com os olhos lacrimejando, Agostinho relembra das festividades feitas com os companheiros de guerra.

“Além das festas que a gente fazia no salão, não podia passar em branco três datas: 21 de fevereiro - conquista de Monte Castelo - 14 de abril - a tomada de Montesi pelos brasileiros na Itália e 3 de maio - o término da segunda Guerra Mundial”, relata.

A água e a luz, afirma, são pagos com o dinheiro de aluguel do salão para festas. “Se o município não ajudar vamos fechar as portas. Fico triste porque esse lugar foi construído com sacrifício e faz parte da nossa história”, disse Agostinho com a voz trêmula que o local tem utilidade pública Federal, Estadual e Municipal.

A associação está localizada na rua 13 de Maio, nº 4.111, em Campo Grande, pode ser visitada nas terças e quintas-feiras das 13h30 às 15h30.



sr. agostinho, temos que ter fé em DEUS que alguma autoridade ira atender aos seus apelos... força, coragem......... forte abraço.
 
elias junior em 04/08/2012 12:30:14
LAMENTÁVEL, LAMENTÁVEL, a falta de civismo e o descaso das nossas autoridades municipais com os nossos ex-combatentes, carinhosamente chamados de "ex-pracinhas". A lei que regulamenta a cobrança do IPTU na nossa capital, dá IMUNIDADE aos imóveis pertencentes à: Partidos Políticos, Sindicatos, Templos de qualquer culto, para os Expedicionários, por que não à Associação dos Expedicionários?
 
EDUARDO DE SOUZA NETO em 04/08/2012 09:26:37
Bom dia sou neto de um eis combatente e ja visitei a associacao fico muinto triste em saber que nossas autoridades publica nao viza e nem reconhece augo historico de pessoas que ja lutou por todos nos.
 
cassio fernando saldanha em 04/08/2012 05:51:37
É assim que o poder público municipal, estadual e federal dá valor aos já poucos brasileiros que colocaram em risco suas vidas pelo país. Lamentável!
 
Gustavo Nadeu Bijos em 04/08/2012 05:47:01
É triste esta situação Sr Agostinho, infelizmente o brasileiro não tem o hábito de cultivar os nossos heróis e principalmente esquecer das pessoas e dos fatos marcante em nosso país. Lamentavel
 
Jose Antônio em 03/08/2012 07:30:32
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