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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

14/12/2012 17:37

Com medo do lixão fechar, catadores protestam em frente ao Fórum

Defensoria Pública impetrou Ação Civil Pública pedindo o não fechamento do local

Nadyenka Castro
Catadores levaram faixas à frente do Fórum. (Foto: Nadyenka Castro)Catadores levaram faixas à frente do Fórum. (Foto: Nadyenka Castro)

Para pressionar a Justiça a impedir o fechamento do lixão localizado no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, aproximadamente 150 catadores de materiais recicláveis foram à frente do Fórum da Capital na tarde desta sexta-feira.

Segundo eles, a informação é de que o lixão será fechado a partir deste sábado e com isso não poderão entrar no lugar. Diante da situação, a Defensoria Pública foi acionada e entrou com Ação Civil Pública. “O objetivo é não deixar ninguém sem trabalhar”, declarou a defensora pública Olga Lemos Cardoso.

A defensora explica que foi pedido na ação o não fechamento do lixão até que a usina de reciclagem esteja pronta, que os catadores só saiam do lixão quando a usina estiver pronta e que, pelo menos, eles tenham acesso ao lixão no período de festas, devido ao aumento na produção de lixo nesta data. Também foi solicitada indenização de R$ 140 por dia, por catador impedido de trabalhar.

Segundo a defensora, o juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individual Homogêneos, deu prazo de 72 horas para que a Prefeitura de Campo Grande encaminhe informações sobre o fechamento do lixão. Conforme ela, neste prazo, o lixão deve continuar aberto aos caminhões coletores e aos catadores. Caso amanheça fechado, a situação será documentada e anexada ao pedido da defensoria.

Gilberto Gonçalves, 44 anos, trabalha no lixão há quatro anos. Do serviço dele dependem cinco pessoas. A renda mensal é de R$ 450. “Com esse dinheiro pago água, luz e aluguel. Se parar no lixão, não tenho onde trabalhar”, disse.

Há 10 anos no lixão do Dom Antônio Barbosa, Vera Lúcia Campos, 60 anos, recebe R$ 600 por semana e com esse dinheiro sustenta cinco menores de idade – entre filhos e netos . “Se fechar, tenho que ver o que vou fazer. Não vou ter onde trabalhar”, disse.

Os catadores do lixão poderão trabalhar na usina de reciclagem que está sendo construída no Dom Antônio Barbosa.



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