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Capital

Com prejuízo de R$ 20 mil, hortifrúti só teve luz religada após ordem judicial

Juiz deu prazo de quatro horas para que a energia elétrica fosse restabelecida

Por Aline dos Santos | 18/10/2021 10:56
Hortifrúti armazena centenas de produtos resfriados e congelados. (Foto: Paulo Francis)
Hortifrúti armazena centenas de produtos resfriados e congelados. (Foto: Paulo Francis)

No "apagão" desde a tempestade de sexta-feira (dia 15) e com prejuízo de R$ 20 mil, o Hortifrúti M&S só voltou a ter a energia elétrica às 21h30 de ontem, horas depois de conseguir liminar na Justiça contra a Energisa.

De acordo com a decisão do juiz plantonista Deni Luis Dalla Riva, o prazo de quatro horas para cumprimento da liminar seria contado a partir da intimação da distribuidora. O magistrado impôs multa de R$ 500 por hora de descumprimento.

“No caso dos autos, apesar de notórios prejuízos causados pela forte chuva ocorrida no dia 15/10/2021, nesta capital, a qual deixou vários bairros sem o fornecimento de energia, não se mostra razoável o consumidor aguardar por quase 48 (quarenta e oito) horas a religação dos serviços”

Ainda segundo o juiz, o serviço de energia elétrica se caracteriza por ser considerado essencial e que, em se tratando de comércio, os prejuízos causados poderiam ser imensuráveis. A liminar foi concedida na tarde de domingo (dia 17).

Na ação de fornecimento de energia elétrica, o advogado Abner Samha Santos destacou que o local armazena centenas de produtos resfriados e congelados, como frutas, verduras, iogurtes, carnes, queijos, bebidas, sorvete. “Que vêm, a cada hora que passa, degelando e se tornando impróprios para venda e consumo”.

O Campo Grande News mostrou as dificuldades dos comerciantes que estão perdendo estoque. De acordo com a proprietária Inez Shirado, o prejuízo foi calculado em R$ 20 mil na sexta-feira. Agora, o valor ainda será atualizado. “Vamos fotografar as mercadorias danificadas e entrar com outro processo”, afirma.

Na tarde de sexta-feira (dia 15), Campo Grande foi atingida por uma tempestade de areia, que deixou o céu vermelho e veio acompanhada de ventos de até 94 km/h. O resultado imediato foi a queda de 624 árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

A Energisa informou que, antes da decisão judicial, já havia feito o atendimento ao cliente. "É importante reforçar que, quando ocorre um evento climático extremo como o ocorrido na última sexta-feira (15/10) a concessionária prioriza atendimentos a hospitais, unidades de saúde e situações que coloquem a segurança da comunidade em risco, como presídios. Além disso, priorizamos o atendimento ao cliente sobrevida, ou seja, pessoa que necessita de algum equipamento vital para sobrevivência", diz nota encaminhada à reportagem. (Matéria alterada para inclusão da resposta da Energisa)

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