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Capital

Com venda ilegal de pneus, centros automotivos são alvos da Polícia Federal

Um dos locais visitados pela PF nesta manhã foi uma loja localizada na Avenida Marechal Deodoro

Por Viviane Oliveira e Antonio Bispo | 28/11/2023 08:15
Pneus que foram aprendidos pela Polícia Federal e Receita Federal nesta manhã (Foto: divulgação / PF)
Pneus que foram aprendidos pela Polícia Federal e Receita Federal nesta manhã (Foto: divulgação / PF)

A operação Wrong Tires, que significa pneus errados, foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal na manhã desta terça-feira (28), para combater a comercialização ilegal de pneus. As equipes cumpriram mandados de buscas e apreensão em três centros automotivos: em um galpão e na residência dos proprietários das empresas, em Campo Grande.

Conforme a PF, os pneus eram trazidos do Paraguai, armazenados em um depósito localizado na capital sul-mato-grossense e, posteriormente, distribuídos a empresas do mesmo grupo para comercialização.

Durante a investigação, foi apurado também que os pneus são transportados um dentro do outro, técnica conhecida como “bola de pneus”, o que causa deformações nas estruturas e compromete a segurança na utilização. Os objetos foram apreendidos.

Funcionário fechando a empresa depois da batida da Polícia Federal e Receita Federal (Foto: Paulo Francis) 
Funcionário fechando a empresa depois da batida da Polícia Federal e Receita Federal (Foto: Paulo Francis)

Um dos locais visitados pelas equipes nesta manhã foi a Auto Center Dcar, na Avenida Marechal Deodoro, em frente ao Terminal Bandeirantes. A reportagem tentou falar com alguém responsável pela empresa, mas não conseguiu contato. Por enquanto, não foi informada a quantidade de pneus apreendidos.

Além da baixa qualidade, foi constatado que os pneus não possuem garantia e não há informações sobre sua procedência, o que coloca em risco a segurança do condutor do veículo e de terceiros.

A importação irregular de mercadorias provoca impactos negativos na arrecadação tributária, prejudica a atividade empresarial em função da concorrência desleal gerada no setor econômico, uma vez que é possível ter um diferencial de preços praticados no mercado ao se comercializar produtos de descaminho.

Movimentação de policiais em frente à empresa, um dos alvos da equipes nesta manhã (Foto: Paulo Francis)
Movimentação de policiais em frente à empresa, um dos alvos da equipes nesta manhã (Foto: Paulo Francis)

Foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande cinco mandados de busca e apreensão a serem cumpridos na Capital. Participaram da operação 4 auditores-fiscais, 10 analistas tributários da Receita Federal e 20 policiais federais. Veja, abaixo, como funcionava a comercialização.

(Reprodução / Receita Federal)
(Reprodução / Receita Federal)

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