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Pet com caroço na mama? Esperar nódulo desaparecer é erro fatal

Doença aparece com maior frequência em Pastor Alemão, Yorkshire e Boxer, mas também nos cães sem raça

Por Natália Olliver | 15/03/2026 07:10
Pet com caroço na mama? Esperar nódulo desaparecer é erro fatal
Pet com caroço na mama? Esperar nódulo desaparecer é erro fatal (Foto: Inteligência artificial)

Você sabe qual erro pode literalmente matar seu pet? Esperar que qualquer caroço no corpo dele desapareça sozinho. Muitos não sabem, mas esse é o comportamento mais comum dos tutores que não fazem ideia de que aquilo pode ser um câncer de mama. Quando o assunto é esse, o atraso em procurar ajuda ainda é o maior responsável pelo fracasso no tratamento.

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O câncer de mama em cães e gatos é uma das doenças mais frequentes, principalmente devido à influência hormonal. A castração precoce é fundamental na prevenção: quando realizada antes do primeiro cio, reduz o risco para 0,5%, após o primeiro cio para 8% e após o segundo para 26%.A doença pode ser curável se diagnosticada precocemente, mas muitos tutores cometem o erro de esperar o desaparecimento espontâneo dos nódulos. O tratamento geralmente inclui cirurgia, quimioterapia e terapia paliativa, sendo crucial buscar atendimento veterinário ao primeiro sinal de alterações nas mamas.

Assim como nos humanos, quanto mais cedo a doença for descoberta, maior a possibilidade de cura. Segundo a médica-veterinária Mariana Pinheiro Alves Vincenzi, o tumor mamário é um dos cânceres mais frequentes em cadelas, principalmente por causa da forte influência hormonal, especialmente dos hormônios reprodutivos estrogênio e progesterona.

Ela explica que a própria fisiologia do animal contribui para esse risco ao longo da vida. “A glândula mamária sofre estimulação hormonal repetida ao longo da vida, o que aumenta a proliferação celular e o risco de mutações, favorecendo a transformação neoplásica”.

Além do atraso em buscar atendimento, a veterinária aponta que muitos mitos ainda confundem os tutores. Um deles é acreditar que a textura do caroço indica se ele é perigoso ou não. “Se o caroço for mole, não é câncer”. Segundo ela, isso não é verdade. “Tumores malignos podem ser moles, firmes ou mistos”.

Outro engano comum é pensar que o problema só deve preocupar se houver crescimento rápido. “Se não está crescendo, não é grave.” A veterinária alerta que isso pode enganar: “Alguns tumores podem crescer lentamente no início e depois acelerar”.

Há ainda o medo de que a cirurgia possa espalhar o câncer. “Depois que tirar o tumor ele espalha.” Mariana reforça que isso também é mito. “Esse é um mito muito comum. Na realidade, a cirurgia precoce é justamente o que reduz o risco de disseminação”.

Uma das coisas que não é mito é a castração e a redução do risco da doença. Quanto mais cedo o procedimento é realizado, maiores são os benefícios preventivos. De acordo com ela, “castração antes do primeiro cio reduz o risco para 0,5%. Castração após o primeiro cio reduz risco para 8%. Castração após o segundo cio, risco de 26%”.

Depois de vários ciclos reprodutivos, o efeito protetor diminui. “Após vários ciclos, a proteção da castração diminui significativamente, porque o tecido já foi exposto aos hormônios por tempo prolongado”. A evolução da doença pode variar bastante. “Pois irá depender do tipo do tumor. Alguns podem crescer lentamente e outros dobrar de tamanho em pouco tempo”, explica.

O Lado B perguntou aos leitores neste sábado (14) se eles sabiam qual era o erro que poderia matar o pet deles. A resposta foi a seguinte:

Pet com caroço na mama? Esperar nódulo desaparecer é erro fatal


A chance é igual para todas as raças?

Algumas raças aparecem com maior frequência nos estudos veterinários, entre elas Poodle, Cocker Spaniel, Dachshund (Teckel), Yorkshire Terrier, Boxer, Pastor Alemão e Maltês. No entanto, Mariana destaca que, na rotina clínica, os animais sem raça definida também apresentam alta incidência.

A predisposição pode estar ligada tanto à genética quanto ao ambiente. “Algumas raças podem ter maior sensibilidade e receptores hormonais da glândula mamária”. Mas fatores externos também pesam. “Fatores ambientais como castração tardia, idade, alimentação e uso de anticoncepcional podem também predispor”.

Apesar de assustar, o diagnóstico não significa necessariamente uma sentença definitiva. A especialista ressalta que a descoberta precoce faz toda a diferença. “O tumor mamário em cadelas pode ser considerado potencialmente curável, principalmente quando é diagnosticado precocemente. Tumores pequenos, ausência de metástase, baixo grau de malignidade e remoção cirúrgica completa são fatores positivos para a cura”.

O tratamento costuma envolver mais de uma abordagem. “Geralmente, a terapia é multimodal e inclui a cirurgia, quimioterapia e, dependendo do caso, a terapia paliativa”.

Ainda há situações em que a cirurgia pode não ser recomendada. Isso ocorre quando há presença de metástase em outros órgãos, em tumores muito grandes e com alto grau de inflamação.

Por isso, o acompanhamento veterinário continua sendo o principal aliado na luta contra a doença. “O importante é sempre dar conforto e qualidade de vida ao paciente, sem esquecer que quanto mais precoce o diagnóstico maior a chance de cura. A qualquer nódulo, caroço, inflamação e alteração das mamas, procure seu médico veterinário de confiança”.

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