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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/09/2014 17:51

Conselho de Saúde surpreende e veta criação do Hospital da Criança do SUS

Ludyney Moura e Alan Diógenes
Reunião na manhã de hoje do conselho que rejeitou proposta da prefeitura (Foto: Marcelo Calazans)Reunião na manhã de hoje do conselho que rejeitou proposta da prefeitura (Foto: Marcelo Calazans)

O Conselho Municipal de Saúde vetou o projeto da Prefeitura de Campo Grande, que prevê o arrendamento do Hospital Sírio Libanês para transformá-lo em Hospital da Criança do SUS, como ficou conhecido o Centro Municipal de Atendimento Pediátrico.

A aprovação do conselho é imprescindível para que o chamado projeto de criação do Hospital da Criança do SUS saia do papel. “Foi uma surpresa. Não esperava por essa posição, porque na realidade estava tudo encaminhado, de acordo com o que eles tinham pedido”, revelou o secretário municipal de saúde, Jamal Salém (PR). “Pode até ser que a questão política influenciou alguma coisa, mas acredito que faltou diálogo. Amanhã (25) vamos iniciar o diálogo com o conselho e readequar os pontos questionados”, emendou.

Presente à reunião do órgão que vetou o projeto, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), explicou que os conselheiros não concordam com a forma como a criação do Hospital da Criança foi conduzido. Eles reclamam de terem sido “esquecidos” pelo prefeito Gilmar Olarte (PP).

“Eles alegam que o prefeito vai remunerar os pediatras do novo hospital pagando três vezes mais do que é pago nas UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) e nos Centros Regionais. Também apresentaram um levantamento que mostra que Campo Grande não tem falta de leito para crianças, mas sim para outras especialidades como cardiologia, ortopedia e psiquiatria”, disse Luiza.

Já a representante do Fórum dos Usuários do SUS na Capital, Cleonice Alves Albres, afirmou que a Secretaria de Saúde não poderia dar andamento ao projeto e às contratações de profissionais da saúde sem a aprovação do conselho.

“Nós queremos o serviço, mas de forma correta. E eles já contrataram pessoal e marcaram a inauguração. Queremos leitos para adultos, pacientes de saúde mental, usuários de drogas e não apenas para crianças”, disse a conselheira.

Já o secretário de Saúde apresenta argumentos que rebate o conselho, e mesmo diante do veto mantém a inauguração do Hospital da Criança para o dia 12 de outubro, segundo ele um “presente” para as crianças campo-grandenses.

Segundo Jamal, a pediatria vai ocupar apenas 35 leitos da nova unidade. “Nós precisamos do Hospital da Criança, porque temos deficiência de cirurgias pediátricas. Temos aproximadamente 400 crianças aguardando para cirurgia pequenas, como fimose e hernia. Vamos ocupar os outros andares para doenças de infectologia, 20 leitos, outro andar para mutirões de cirurgia, e mais 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensivo)”, finalizou.



Esse hospital não vai ajudar as crianças! O prefeito tinha que investir nos UPAs e nas UBS nos bairros e nao gastando o dinheiro em um hospital particular de família que tem ligações diretas com politicos. Ele tem que remunerar melhor os médicos da upas e ubs e nao pagar três vezes mais pra quem vai trabalhar nesse hospital. Ele nem fez licitação e já escolheu o hospital Sirio Libanes porque sera. Se o prefeito continuar com essa palhaçada vou fazer uma denuncia ao MPF.
 
Cesar Benites Junior em 25/09/2014 09:05:39
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, o prefeito de primeira viagem agora agiu como seu companheiro Bernal, enfiou os pés pelas mãos, não pode, não se toma uma decisão de uma magnitude destas sozinho, tá certo o conselho, tem que ver certinho o que tá acontecendo, quando a pessoa já fecha tudo sozinho e só apresenta a noticia, é porque tá desviando e não quer que ninguem veja, vamos analisar, vamos brigar pelo preço do aluguel, vamos prestigiar os médicos que já atendem em condições precárias e colocar os novos médicos nas UPAs, enfim, vamos colocar ordem na casa.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 25/09/2014 08:48:40
Estão pagando uma fortuna de aluguel antecipadamente e sem utilizar, programam finalidade e agora se sabe de outras necessidades, pagam três vezes mais a profissionais e marcam a inauguração sem se quer consultar o conselho que representa a população. Este é o retrato da gestão pública brasileira. Milhares de projetos e papéis atravancando a vida de todos e nenhum com eficiência em uma coisa tão séria.
 
João Carlos Marchezan em 25/09/2014 08:35:36
Toda melhora tem um inicio, vetaram.
Pessimistas.
 
Vilton Vera em 25/09/2014 08:21:46
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