A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/05/2016 08:35

Contratadas por convênios negam ser fantasmas e pedem concurso

Maioria dos trabalhadores é recreador e merendeira nas creches do município

Mayara Bueno e Guilherme Henri
Contratados via Omep e Seleta estão na Praça do Rádio para mostrar que não são fantasmas. (Foto: Marcos Ermínio)Contratados via Omep e Seleta estão na Praça do Rádio para mostrar que não são fantasmas. (Foto: Marcos Ermínio)
Funcionários levaram cartazes e intenção é ir à Prefeitura. (Foto: Marcos Ermínio)Funcionários levaram cartazes e intenção é ir à Prefeitura. (Foto: Marcos Ermínio)

Pelo menos 200 contratados na Prefeitura via Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar) e Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária estão na Praça do Rádio, em Campo Grande, nesta terça-feira (17). O protesto é para mostrar que eles não são funcionários fantasmas e não recebem salários exorbitantes, a despeito das irregularidades apontadas pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

O inquérito que apurou as irregularidades resultou na determinação, por parte da Justiça, de demissão dos 4,3 mil funcionários.

A ideia é se reunir na Praça e de lá seguir para a Prefeitura de Campo Grande, onde tentarão chamar a atenção do prefeito Alcides Bernal (PP). Segundo a presidente do Senalba (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social e Formação Profissional), Maria Joana, se hoje a manifestação for tímida será em virtude de que muitas funcionárias estão sendo coagidas pelas diretoras. A maioria dos trabalhadores atua nos Ceinfs (Centro de Educação Infantil). 15 das 99 creches estariam com os setores de merenda e recreação paralisados.

A intenção da manifestação, diz, é chamar atenção dos órgãos públicos envolvidos no impasse e pedir por um novo concurso público, para que os demitidos possam ter uma chance de se colocar no mercado novamente. “Queremos mostrar que não somos fantasmas, que nós existimos e trabalhamos”, afirma. O último concurso aconteceu em 2013. Ao Executivo Municipal, os manifestantes pedem bonificação para os servidores de carreira.

Há quatro anos trabalhando como recreadora, Jéssica Mendes, 29 anos, também demonstrou preocupação se a Prefeitura conseguirá pagar a rescisão de todos os funcionários. A primeira lista com 500 nomes que serão cortados foi entregue as duas entidades, na semana passada. Ambas farão um levantamento de quanto isto custará aos cofres públicos.

Para Rita de Cássia, recreadora há 10 anos, o movimento é para pedir mudanças e sensibilizar o MPE e Prefeitura. “Muitas pessoas vão pagar pelo erro de algumas”. Ela acredita que, para ser justo, o certo seria desligar somente as pessoas que se enquadram nas situações irregulares.

Irregularidades - A suspeita do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), que impetrou com uma ação na Justiça, é de que os contratos estão recheados de irregularidades, como salários diferentes de pessoas que exercem a mesma função e até gente contratada, recebendo salário, mas sem trabalhar.

Nos autos do processo, a Justiça já identificou preso há mais de dois anos, mas que foi contratado como vigia da Seleta, por exemplo. Também há moradora e trabalhadora de outro município admitida como coordenadora de cursos. Na própria decisão, o magistrado diz que estes são apenas alguns dos casos ilegais. O Ministério Público, por sua vez, promete seguir com as investigações e pedido de punição dos possíveis envolvidos.



O concurso de 2013 está vigente até 2018, por que não fizeram concurso antes! Pedir concurso agora! E as pessoas que estão aprovadas aguardando suas convocações, enquanto esses contratados ocupam há anos, irregularmente, vagas em órgãos públicos! Eu no lugar deles teria vergonha de sair pra protestar! Pessoas honestas entram em cargos públicos por concurso, não por indicação ou apadrinhamento! Dizer que estão há anos como contratados, só mostra que estavam acomodados, enquanto muitos ralavam estudando pra concurso e não eram convocados, depois de aprovados, por causa dessas contratações irregulares! Vergonha essa é a palavra certa para descrever esse manifesto ridículo!
 
Vini em 17/05/2016 11:17:05
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions