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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

18/10/2013 07:00

Da fazenda para Capital, 1º médico oficial de MS vê evolução da profissão

Lidiane Kober e Bruno Chaves
Syrzil ganhou o primeiro certificado profissional como médico na época da criação de MS (Foto: Cleber Gellio)Syrzil ganhou o primeiro certificado profissional como médico na época da criação de MS (Foto: Cleber Gellio)

Primeiro médico oficial de Mato Grosso do Sul, Syrzil Wilson Maksoud, 89 anos, saiu há 78 anos da fazenda para começar a pavimentar o sonho de seguir a carreira. Hoje, no dia do profissional, ele destaca as evoluções que acompanhou e se orgulha de inspirar dois filhos e dois netos a seguir o mesmo destino de salvar vidas.

A trajetória começou em 1935, quando sua família decidiu trocar a fazenda em Aquidauana por uma residência em Campo Grande para Syrzil, na época com 11 anos, e seu irmão poderem cursar “o ginásio”. Anos depois, ele se formou na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro da Praia Vermelha, com especialização em radiologia.

Em 1977, na época da divisão de Mato Grosso, o Conselho Federal de Medicina determinou a criação do Conselho Regional de Mato Grosso do Sul. “Fui empossado o primeiro presidente do CRM e ganhei o primeiro registro profissional do Estado”, destacou Syrzil.

Com 62 anos de profissão, ele assistiu avanços tecnológicos e descobertas na área. “A medicina passou por grande progresso. Antes, por exemplo, não se fazia cirurgia cardíaca e todos desconheciam doenças, como de Parkinson e Alzheimer”, citou.

Apaixonado pela profissão, Syrzil despertou o desejo de dois dos cinco filhos de seguir os mesmos passos. É o caso dos médicos, também radiologistas, Sérgio Augusto Maksoude e Wilson Luiz Maksoud. Atualmente, dois netos fazem residência para dar continuidade ao legado.

“Medicina é uma vocação, desde criança admirava os médicos e falava para meu pai que um dia seria um”, contou Syrzil que, além de primeiro presidente do CRM-MS, acompanhou a organização da saúde em Campo Grande, como cofundador da Associação Médica, da Associação dos Médicos Radiologistas e da Unimed e, mais tarde, abriu a Di Imagem.

Presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), o médico anestesista Geraldo Ferreira Filho também destaca os avanços da medicina e frisa a necessidade da vocação para construir uma carreira sólida. “A medicina se tornou extremamente científica, um curso que exige 7,5 mil horas de estudo e dedicação, as outras áreas raramente passam de 2 mil horas de estudo”, comentou.

Por isso, no entendimento do profissional, “para se tornar médico é necessária muita dedicação e ter no mínimo vocação”. “Um médico tem que estudar para o resto da vida, porque a profissão exige atualização de cinco em cinco anos”, acrescentou.

Em defesa da categoria, Geraldo comentou que “pesquisa constatou que medicina está cada vez mais tecnológica e voltada à ciência, por isso, a profissão sofre com críticas, como, por exemplo, a falta de calor humano”. “Mesmo assim a profissão é respeitada e admirada”, finalizou.

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Acredito que plano de saúde não tem nada a ver com o bom profissional, em todas as profissões sempre existirá esse dilema, ainda bem que existe os bons por que senão tds ferrados.
 
jose carlos em 18/10/2013 13:52:29
Aproveito o ensejo para homenagear meu Medico Ginecologista Dr ALEXANDRE GEANINE PERES, um profissional por excelencia, um amigo, atende não só a mim mas a toda a minha familia e colegas de trabalho, no passado fez o parto de minha filha (quando a tive) e hoje ela é paciente dele, se 5/° do profissionais de medicina tiverem a competencia, dimamismo, proficionalismo do Dr Alexandre, a medicina seria uma maravilha. Mas mesmo assim, parabens a todos e que DEUS os abençõe muito, quando for fazer uma cirurgia que não seje a mão deles, mas a de DEUS!!!!!
 
Valdecí Batista Santos em 18/10/2013 11:10:39
Concordo com o Dr. Syrzil Maksoud, de que existe muitos médicos que amam a profissão. Mas também existem aqueles que amam sómente o dinheiro.
Temos muitos e muitos casos, em que os médicos cobram horrores por uma pequena cirurgia, ou por uma cosulta, principalmente aquelas que não são cobertas por planos de saúde.
Aliás, uma boa parte dos médicos estão evitando atendimento pelos planos de saúde.
Se a consulta for particular, existe vaga para o dia seguinte, se for convênio só tem vaga para daquí 30 - 40 ou 60 dias.
Eu tenho Unimed, e já tive caso de esperar até 45 dias para fazer uma consulta.
É lógico que se for advertido, o médico dirá que a secretária deu informação errada, e que ele nunca se recusou atendimento a nenhum conveniado.
O CRM precisa investigar estas situações.
 
VALDIR VILLA NOVA em 18/10/2013 10:39:09
A profissão evoluiu, mas os profissionais não
 
Sandro Lima em 18/10/2013 08:22:40
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