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Capital

De 4 postos de combustíveis fiscalizados, 3 são autuados pelo Procon

Fiscalização será suspensa por causa da covid, já que existe temor de colocar as equipes em risco

Por Nyelder Rodrigues | 12/03/2021 15:25
No último dia de fiscalizações antes de suspensão por causa da covid, Procon autua 3 postos (Foto: Ascom/Procon)
No último dia de fiscalizações antes de suspensão por causa da covid, Procon autua 3 postos (Foto: Ascom/Procon)

Três postos de combustíveis foram autuados ontem (11) pelo Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) em Campo Grande no último dia de fiscalizações antes da suspensão dos trabalhos devido ao progresso da covid-19 em Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram quatro postos visitados.

Em apenas um deles não foram encontradas irregularidades, enquanto nos demais houve problemas até a venda de gás de cozinha. Em dois locais, segundo o superintendente estadual do Procon, Marcelo Salomão, o problema era o preço de venda.

O trabalho constatou que os tanques desses estabelecimentos, que não tiveram nome e endereço revelados, estavam cheios com combustível comprado antes do aumento nas refinarias e distribuidoras, ou seja, com o preço antigo.

Entretanto, o preço final de venda aplicado nesses postos foi feito sobre o novo preço das distribuidoras, mais caro. A prática é considerada irregular e por isso as unidades foram autuadas - uma delas fazia modificação de preço duas vezes ao dia.

Já o terceiro posto fiscalizado foi autuado por vender gás de cozinha, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) com preço abusivo, já que eles não fizeram a retirada do imposto federal para formar o preço final, conforme definido recentemente em decreto assinado e publicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Suspensão - Diante do cenário de aumento da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para covid-19 em Mato Grosso do Sul, o Procon preferiu resguardar a integridade de suas equipes e suspendeu as fiscalizações.

"Mesmo havendo necessidade de verificar possíveis irregularidades cometidas por proprietários dos postos, nada justifica expor profissionais tanto do Procon Estadual como do Municipal, da Decon e da ANP. Temos de levar em consideração que a vida das pessoas é algo que deve ser tratado com seriedade", frisa Salomão.

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