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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

12/07/2013 10:08

Delegado diz que dossiê não interessa à investigação sobre Paulo Magalhães

Aliny Mary Dias
Magalhães foi morto a tiros em frente à escola da filha  (Foto: Marcos Ermínio)Magalhães foi morto a tiros em frente à escola da filha (Foto: Marcos Ermínio)

A execução do delegado aposentado Paulo Magalhães ocorrida há 17 dias em Campo Grande é tratada como prioridade pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Apesar de o delegado Edilson dos Santos afirmar que diligências continuam sendo feitas diariamente, a existência de um dossiê com denúncias feitas por Magalhães não interessa à polícia.

Já confirmada pela CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a existência de um dossiê com denúncias feitas por Magalhães para a Justiça não irá ajudar a polícia a esclarecer o caso, pelo menos na primeira fase da investigação, afirma o delegado. 

“Esse dossiê não nos interessa porque não há necessidade. Todos falam dessas denúncias, mas não chegou nada na minha mesa. Se alguém tiver esse dossiê, que me traga”, afirma Edilson.

Questionado sobre a requisição dos documentos junto à Justiça, o delegado afirma que não procurou os órgãos, porque as denúncias não devem esclarecer o crime. “Se tivessem 100 denúncias, nós iríamos ouvir os 100, o problema não são os depoimentos e sim a necessidade disso”, diz o delegado.

Edilson confirma que se os documentos realmente existirem, eles podem fazer parte das próximas fases da investigação. O delegado afirma que não existem suspeitos pela execução de Paulo Magalhães e que não há prazo para encerrar o inquérito.

“Já ouvimos familiares, conhecidos e amigos, agora precisamos descobrir quem matou e porquê”, completa.

Em entrevista ao Campo Grande News na manhã desta sexta-feira (12), Edilson afirma que o caso é considerado prioridade para que as informações coletadas pela polícia não ”esfriem”.

Sem revelar a quantidade de depoimentos já coletados, o delegado explica que todas novidades que surgem são levadas em conta na investigação. “Nós tratamos como prioridade, mas todos os outros casos também são. Por ser um caso novo e para não esfriar as informações, nós priorizamos este”, afirma Edilson.

OAB discorda - O advogado Luiz Carlos Saldanha, presidente da comissão formada pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) para acompanhar a investigação, afirma que a posição dos defensores é contrária a apresentada pelo delegado.

“Entendemos que o delegado é o presidente do inquérito, mas temos um posicionamento conservador de que toda peça de investigação deve ser esgotada antes de ser afastada”, afirma Saldanha.

Na prática, a comissão acompanha as investigações desde o início, mas a entidade aguarda uma autorização do Delegado-Geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas, para que o acompanhamento seja oficial.

A OAB também solicitou que o MPE (Ministério Público Estadual) faça parte da investigação, mas aguarda um posicionamento do órgão. “Nós acreditamos que quando o ministério público entrar na investigação, esse dossiê fará parte do inquérito”, completa o advogado.

Caso - Um dos amigos de Paulo, que preferiu não se identificar, disse, no dia do velório, que o delegado aposentado teria deixado 11 dossiês com amigos, inclusive fora do Estado. Os documentos contém informações sobre denúncias apuradas pelo delegado aposentado.

Segundo o amigo de Paulo, ele temia ser morto e queria evitar que as denúncias acabassem se perdendo com sua morte.

Paulo foi morto com cinco tiros, no dia 25 de junho, em frente à escola da filha, na rua Alagoas, em Campo Grande. Entre várias investigações, o delegado chegou a publicar um livro que denunciava a instalação de câmeras clandestinas no presídio federal.

No livro “Conspiração Federal”, censurado após a publicação, cinco agentes penitenciários denunciavam a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.



Lamentável a justiça neste país! Gente de bem morrendo enquanto pistoleiros tomam sorvete. Vai trabalhar delegado, deixa a preguiça de lado e mostra serviço de homem grande, parece que estas de corpo mole neste caso. Já pensou ouvir 100 pessoas?? É muito serviço...
 
ADRIANA TORRACA em 28/07/2013 02:35:48
Ah!!! "MARIO ANDRADE"... VC FALOU BEM . "ALGUM TEMPO ATRÁS ERA SÓCIO". Meu professor nunca escondeu de ninguém essa antiga sociedade. Mas vc deveria se perguntar porque acabou?? Meu caro , vc nunca se enganou com alguém???? Me diga vc, com quem andas ou quem vc defende?????Eu sei quem eu estou defendendo... Não estou defendendo aqui nenhum vagabundo, nenhum corrupto, nenhum pistoleiro, nenhum mandante de assassinato. Estou defendendo a memória de um HOMEM que respirava JUSTIÇA sim, e expirava que as grandes autoridades desse país o ouvisse, e não que o tratasse como louco. Pois é meu caro... "350 mil ações e 6 resultados" como vc mencionou. Responda-me, quantas ações vc ja entrou para mudar esse país??? Nenhuma né? Pois o seu resultado é "ZERO".
 
Maria Silva em 16/07/2013 09:20:26
MARIA SILVA - Poderia até respirar justiça, só não sei o que expirava. Não falei que todas as denúncias dele eram falsas, apenas algumas. Só acho estranho ter entrado com "350 mil" tipos de ações e 6 dúzia deu resultado. Ainda mais que há um tempo atrás era sócio do "carvalinho" (me digas com que andas...). Ou esse respirava justiça também?! Também não falei aqui que merecia morrer. Mas enfim, não vou discutir com você, haja vista que, sendo uma aluna dele, possui um sentimento mais amigável, as vezes pode cegar.
 
Mario Andrade em 15/07/2013 16:55:56
Se os dossiês não interessam na investigação porque logo que o CNJ confirmou que existiam, o delegado decretou segredo de justiça??? Que Segredo de Justiça que nada, nós queremos saber tudo. Desvendar essa morte é interesse da NAÇÃO! Vamos lá Justiça passe a navalha na carne! Doa a quem doer!
 
Maria Silva em 15/07/2013 12:17:56
"MARIO ANDRADE"... Não fale do que não sabe, vc acha que alguém iria colocar sua vida em risco... falando mentiras,caluniando autoridades? É tão verdade tudo que ele denunciava que a prova tá ai.. foi executado!!! Se fosse tudo mentira simples ações de indenização bastaria !!!! Não seria necessário uma morte tão triste... Quem mandou matar tinha... muito, muito , muito a perder... se Dr. Paulo Magalhães estivesse vivo!!! Meu Deus ! que podre será esse que faz alguém sujar as mãos de sangue???? Sabe aqueles enredos de Novela que quando se descobre o assassino fica todo mundo de boca aberta!!! Então cara, fecha a sua matraca pois meu professor não era homem de inventar mentiras. Dr. Paulo Magalhães respirava Justiça !!!! Emesmo do Céu, ele vai continuar vivo,pois só deixou sementes boas.
 
Maria Silva em 15/07/2013 12:01:20
A verdade é o seguinte; falava mal de quase todo mundo, e das muitas vezes, sem provas. A verdade e o certo era o que estava na cabeça dele. Falava mal do judiciário, MP, delegados e até da própria OAB. Não estou dizendo que merecia morrer, mas a fila de "suspeitos" é grande!
 
Mario Andrade em 13/07/2013 10:25:06
Aposto que o delegado, tomou um chá de ''cala boca'' ou vamos preparar a tua cova também! isso é fato ne galera.
 
Lucas Fernandes em 12/07/2013 23:40:58
Pessoal, isso é brasil..!!! desde casos antigos (caso motel), não foram apresentados a sociedade autores e mandantes de assassinatos no estado, seja de alcinopolis a ponta porã, passando pela capital...Mas presta atenção com quem vc fala, toma um sorvete, pistoleros andam por ai, livres e impunes na nossa sociedade...
 
eduardo alves em 12/07/2013 22:58:29
quem mandou mata o ex delegado e peixe grande e por isso que a policia ta fazendo corpo mole pois a qui e o brasil pais da impornidade, ser fosse os estados unidos garanto que o assaninos ja estvaos presos,,,,,,,,,,
 
marcos antoino fernandes ferreira em 12/07/2013 19:36:52
Concordo com a joilce, mas ocorre que o MP não precisa juntar-se a policia, ele pode investigar e apresentar o autor e domonstrar a todos porque queria tanto investigar. Lembram do caso motel investigaram e nada.
 
Edmundo Calado em 12/07/2013 16:38:32
Concordo com a Joilce, mas a verdade é que o MP so quer investigar políticos, tai uma boa opotunidade deles mostrarem que investigam mesmo, é so apresentar o autor, todos vão ver que eles tinham razão em querer investigar.
 
Edmundo Calado em 12/07/2013 16:22:33
Lógico que evidencias que poderiam levar aos mandantes do crime não vai interessar ao delegado! Isso que é competência e profissionalismo. Logo, vai pedir mais tempo para as conclusões finais, poderão até prender um coitado, digo um suspeito mas depois vai arquivar o processo.Essa historia é velha! Na era da informática, só o delegado pensa que o cidadão é burro. Crime que mais parece coisa da Máfia Italiana...
 
samuel gomes-campo grande em 12/07/2013 16:10:10
Tem coelho nesta moita!
O delegado diz que o dossiê não interessa na investigação?
Mas não foram os dossiês que causaram a execução do Paulo Magalhães?
Ou eu estou errada?
 
Elviria Santos Ferreira em 12/07/2013 15:09:21
Porque os dossies não interessam?o delegado falou demais e alguem se incomodou.
 
Lucas da Silva em 12/07/2013 14:16:59
Eu só não entendo o porquê da OAB, que diz que o MP não pode investigar, querer que o MP investigue. Quer dizer que quando morre um coitado, que se dane, já se o morto for importante, um advogado, aí a OAB quer todo mundo investigando. Vergonha, OAB
 
Ismael Vargas em 12/07/2013 14:15:31
Eu só não entendo uma coisa, se o Ministério Público brigou tanto pelo poder de investigação criminal, pq a OAB tem que solicitar que eles façam parte desse caso? O próprio MP de imediato deveria ter se juntado a policia e iniciado as investigações.
 
Joyce Alves em 12/07/2013 11:18:43
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