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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

29/04/2019 11:59

Escola que prometia 1º emprego é interditada por propaganda enganosa

Menores eram induzidos a comprar um curso de capacitação para que fossem encaminhados para vagas de jovem aprendiz, porém a escola não tinha convênio com órgãos

Tatiana Marin
Fiscais do Procon Municipal em vistoria na escola de capacitação profissional. (Foto: Tatiana Marin)Fiscais do Procon Municipal em vistoria na escola de capacitação profissional. (Foto: Tatiana Marin)

Em uma sala sem identificação, num prédio comercial localizado na avenida Afonso Pena, foi interditada uma escola uma escola de capacitação para jovens por propaganda enganosa. A ação foi desenvolvida pelo Procon Municipal e a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e aconteceu na manhã desta segunda-feira (29).

Usando o nome “Aprendiz” nas redes sociais, o estabelecimento prometia o primeiro emprego, mas os jovens eram convencidos a fazer um curso para serem encaminhados para as vagas, o que não acontecia ao fim do curso.

Sem identificação, escola funciona em sala de prédio comercial. (Foto: Tatiana Marin)Sem identificação, escola funciona em sala de prédio comercial. (Foto: Tatiana Marin)

Em vistoria na sala de um prédio comercial da avenida Afonso Pena, os fiscais não encontraram qualquer documentação de funcionamento da escola. Não havia inclusive registros de alunos que passaram pelo estabelecimento ou quadro de instrutores dos cursos oferecidos.

A operação começou às 8h da manhã e até às 10h30 nenhum proprietário ou responsável jurídico ou financeiro compareceu ao local para prestar informações. Ao chegarem, havia apenas uma mulher no local que negou ser a responsável pela empresa. Sem documentos pessoais, ela apresentou cópia de documento sem foto que, em verificação no sistema, o nome não foi encontrado no banco de dados.

Investigador da Decon durante operação. (Foto: Tatiana Marin)Investigador da Decon durante operação. (Foto: Tatiana Marin)

Segundo a equipe, em busca de emprego, os jovens chegavam à escola onde eram induzidos a comprar um curso de especialização com custo de 18 parcelas de R$ 220,00. A empresa oferecia inclusive descontos que baixavam a mensalidade para R$ 90,00. Ao final a empresa não garantia a vaga. Os fiscais não encontraram documentos que comprovem convênio com órgãos autorizados para destinar vagas para menores, como Sesc, Senai e Sebrae.

De acordo com a administração do prédio, a sala estava alugada desde 15 de novembro do ano passado.

Os fiscais têm o nome de um suspeito de estar a frente da empresa, que já estaria envolvido em outro caso semelhante.

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