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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

18/09/2018 09:53

Estelionatários presos na Capital já fizeram mais de 100 vítimas em SP

Segundo o delegado Enilton Zalla, os golpistas são profissionais, artistas, dissimulados e com desvio de personalidades

Viviane Oliveira e Danielle Valentim
Da direita para a esquerda, Clésio, Juliano, Guilherme e Pedro na delegacia (Foto: Henrique Kawaminami) Da direita para a esquerda, Clésio, Juliano, Guilherme e Pedro na delegacia (Foto: Henrique Kawaminami)
Reportagem de um jornal do interior de São Paulo que mostra quando Wilian foi preso por estelionato (Foto: reprodução) Reportagem de um jornal do interior de São Paulo que mostra quando Wilian foi preso por estelionato (Foto: reprodução)

A quadrilha de estelionatários presa por volta das 17h de ontem (17) em um Café na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, já fez mais de 100 vítimas em Franca (SP). Segundo o delegado Enilton Zalla, os golpistas são profissionais, artistas, dissimulados e com desvio de personalidades. “Eles tentam enganar até a polícia”, diz. Oito vítimas de Sidrolândia foram identificadas. O bando lucrou mais de R$ 100 mil com vendas de cartas de crédito falsas no município.

Os suspeitos Clésio de Jesus Ruas, 36 anos, Guilherme Natali da Silva, 22 anos, Juliano César Pasti Marcelo, 23 anos, e Pedro Henrique Natali da Silva, 23 anos, foram autuados por estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica. Eles foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.

O quinto integrante da quadrilha identificado como Wilian Garcia Guedes ainda não foi localizado, mas o delegado já pediu a prisão dele. “A gente ainda não sabe onde ele está”, afirma Zalla. O caso será investigado pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Defraudações, Falsificações).

Como agiam - Além de usar uma pessoa para fazer propaganda, a quadrilha oferecia cartas de crédito pelas redes sociais. Eles pediam um terço do contrato, ou seja, valores de entrada que iam de R$ 7 mil a R$ 40 mil. Assista, abaixo, ao vídeo que o delegado fala sobre o caso. 

Anúncio feito na Internet para pescar vítimas (Foto: reprodução) Anúncio feito na Internet para pescar vítimas (Foto: reprodução)

Mais vítimas - A Polícia Civil chegou até Wilian depois de encontrar uma reportagem do interior de São Paulo em que o suspeito aparece preso por aplicar golpes. Os comparsas dele confirmaram que Wilian faz parte do bando.

Conforme a Polícia Civil, Clésio era o cabeça do grupo. Todos os pagamentos, depósitos e transferências eram feitos para a conta dele. A primeira vítima da quadrilha em Sidrolândia foi um homem que fazia propaganda do grupo. Após descobrir sobre o golpe, ele passou a avisar os conhecidos que tinham feito contrato com os estelionatários.

Até que ontem, as vítimas que vieram de Sidrolândia para assinar o contrato com o grupo, acionou a Polícia Militar e relatou sobre a situação. Dois dos suspeitos foram presos em flagrante. Os outros dois foram localizados em um hotel, próximo a coca-cola onde estavam hospedados. Lá, a polícia encontrou vários documentos, contratos e máquinas de cartão de crédito.

Eles admitiram a forma de agir. Mas afirmam, segundo a polícia, que a empresa vai pagar os contratos. Eles são profissionais. Se forem soltos, vão migrar para outra cidade. Ainda segundo o delegado, o grupo já passou por Curitiba (PR), Ponta Grossa (PR) e Brasília. Também há suspeita de vítimas em Dourados.



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