Ex-marido que matou empresária vai a júri popular por feminicídio
Crime teve agravantes de violência doméstica e meio cruel; réu segue preso preventivamente
A Justiça decidiu que Leonir Gugel, acusado de matar a empresária Angela Nayhara Guimarães Gugel, vai responder por feminicídio perante o Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia mantém a acusação principal e define quais crimes seguirão para julgamento popular. O caso ocorreu em dezembro de 2025, em Campo Grande.
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Segundo a decisão, foram reconhecidos agravantes de violência doméstica e familiar. Também foi considerado que o assassinato ocorreu na presença da mãe e da filha da vítima e com uso de meio cruel, o que dificultou a defesa de Angela.
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O caso ganhou repercussão após a morte da empresária, dona de restaurante na Capital. Conforme já noticiado pelo Campo Grande News, a mãe e a filha tentaram conter o agressor antes do crime, mas não conseguiram.
Na mesma decisão, o juiz retirou acusações relacionadas a tentativas de homicídio contra duas mulheres da família. Com isso, esses pontos deixam de ser analisados como tentativa de feminicídio pelo júri.
Apesar das mudanças, a acusação principal foi mantida, e o caso segue para julgamento pelo Tribunal do Júri. O réu continuará preso preventivamente enquanto aguarda a definição da data do julgamento.
Relembre – Angela foi morta a facadas pelo ex-marido, no Bairro Taveirópolis. O crime ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes, um dia após a vítima decidir se separar. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante a agressão, a mãe e a filha de Angela tentaram impedir o ataque e também ficaram feridas. O homem usou um canivete e uma faca de cozinha e, após o crime, tentou tirar a própria vida, sendo socorrido em estado grave. Ele foi preso em flagrante por feminicídio.
O casal era dono de um restaurante na região e, segundo relatos, não havia histórico de violência. Angela foi a 38ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2025.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.


