Foragido por matar homem a facadas na 14 de Julho é recapturado no Tijuca
Crime aconteceu em 7 de setembro do ano passado, na Rua Maracaju, região do Centro

Marcelo Luciano de Oliveira Araújo, conhecido como “Totó”, de 23 anos, acusado de matar Ismael Eliel Rodrigues de Souza, com 13 facadas em setembro do ano passado, foi recapturado nesta segunda-feira (5), no Bairro Tijuca, em Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, ele tentou mudar de direção e esconder o rosto ao perceber uma viatura da PM (Polícia Militar) fazendo rondas pela região.
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Marcelo foi abordado durante patrulhamento da 10ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar). Segundo o registro, a equipe já conhecia o rapaz por ocorrências anteriores e decidiu fazer a abordagem depois que ele mudou bruscamente de rota ao notar a aproximação da viatura.
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Durante a consulta ao sistema policial, foi constatado que Marcelo estava foragido da Justiça. Conforme o registro, ele também demonstrou nervosismo e fez movimentos bruscos durante a abordagem, tentando deixar o local.
Caso - Marcelo é acusado pelo Ministério Público de matar Ismael Eliel Rodrigues de Souza na madrugada de 7 de setembro de 2025, na Rua Maracaju, região central de Campo Grande. Segundo a denúncia, os dois estavam ingerindo bebidas alcoólicas quando a vítima teria cobrado uma dívida que Marcelo mantinha com ela.
Ainda conforme a acusação, após a cobrança, Marcelo pegou uma faca e golpeou Ismael diversas vezes. A denúncia aponta que a vítima foi atingida no pescoço, tórax e costas. O laudo detalha um ferimento no pescoço, três na região do tórax e abdômen e nove nas costas.
Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo torpe, com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Após o crime, Marcelo teria fugido do local.
Em interrogatório prestado à Polícia Civil em janeiro deste ano, Marcelo confessou ter matado Ismael, mas apresentou outra versão para o crime. Ele afirmou que tinha uma dívida de R$ 2 mil relacionada a drogas com a vítima e que havia sido ameaçado por ela.
Segundo o acusado, Ismael teria colocado a mão na cintura, onde carregava um revólver, e depois se aproximado acompanhado de outras cinco pessoas. Marcelo afirmou que pegou uma faca que carregava na cintura e deu o primeiro golpe, atingindo o pescoço da vítima.
Ele disse ainda que Ismael tentou sacar a arma enquanto caía e, por isso, continuou golpeando-o. Marcelo alegou ter agido em legítima defesa e afirmou que acreditava que seria morto.
Após o homicídio, segundo o próprio relato, ele deixou o local e dispensou a faca em uma loja na Rua Maracaju. Dois dias depois do crime, teria se apresentado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e indicado aos investigadores o local onde havia jogado a arma branca, mas o objeto não foi encontrado.
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