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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

14/11/2014 13:31

Greve continua e professores fazem "vaquinha" para pagar multa à Justiça

Filipe Prado
Os professores votaram pela continuação da greve e irão realizar uma vaquinha para arrecadar dinheiro (Foto: Marcos Ermínio)Os professores votaram pela continuação da greve e irão realizar uma "vaquinha" para arrecadar dinheiro (Foto: Marcos Ermínio)

Ainda sem acordo, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) decidiu continuar com a greve, durante assembleia na manhã desta sexta-feira (14), além de fazer uma “vaquinha” para custear a multa de R$ 25 mil por dia, por irem contra a liminar da justiça que determinou o retorno de 80% dos docentes às aulas.

De acordo com a assessoria de imprensa da ACP, ainda hoje uma comissão da associação percorrerá entidades e escolas para conversar e pedir apoio à greve.

Na segunda-feira (17) os professores farão uma passeata pelo centro de Campo Grande e simultaneamente uma arrecadação de brinquedos e doação de sangue e medula óssea.

Durante as ações, a ACP levará urnas para que seja arrecadado dinheiro para pagar à diária. De acordo com a assessoria de imprensa, a multa será cobrada 24 horas após a notificação da Justiça, o que ainda não foi feita.

Justiça - O prefeito Gilmar Olarte (PP), justificou, na manhã de hoje na Câmara Municipal, que só recorreu à Justiça porque o diálogo não acabou com a greve na Reme (Rede Municipal de Ensino). Os professores estão parados há oito dias e a paralisação ameaça arrastar o ano letivo até o início de 2015.

Ontem (13), o desembargador Romero Osme Dias, do Tribunal de Justiça, concedeu liminar, a pedido da prefeitura, e determinou o retorno de 80% dos docentes às aulas.

Olarte disse que só esperava um voto de confiança da categoria, que paralisou as atividades porque a prefeitura não cumpre a lei que prevê reajuste de 8,46% nos salários. O aumento estava previsto para outubro, mas o prefeito alega que não tem dinheiro em caixa para conceder o reajuste.

Ele acredita que em janeiro terá condições financeiras de autorizar o reajuste. E fez um apelo, destacando que a greve deve comprometer as férias de janeiro e as festas de fim de ano na rede pública municipal, já que os estudantes devem iniciar o ano de 2015 nos bancos escolares.



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