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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/09/2012 18:13

Greve dos Correios e bancos gera transtorno e deixa clientes sem opção

Elverson Cardozo
Funcionários dos Correios passaram a tarde descansando. (Foto: Pedro Peralta)Funcionários dos Correios passaram a tarde descansando. (Foto: Pedro Peralta)
E as agências bancárias continuam com as portas fechadas. (Foto: Pedro Peralta)E as agências bancárias continuam com as portas fechadas. (Foto: Pedro Peralta)

A paralisação dos Correios ocorre na mesma época que a greve dos bancários e a situação já causa transtornos em Campo Grande. As alternativas diminuíram e a “dor de cabeça” aumentou.

Quem necessita de serviços simples como o pagamento de boletos, por exemplo, está praticamente sem saída. Ou resolve a situação nos caixas eletrônicos ou se arma de paciência para procurar agências de Correios, que estão operando com efetivo reduzido em todo o Brasil.

Ainda há opções como a internet, serviços de celular, telefone, além dos correspondentes bancários: lotéricas, supermercados e outros estabelecimentos comerciais, que, diante dos bancos e Correios fechados, ficam com filas maiores.

O problema é quando a situação passeia pela burocracia e depende do trabalho de funcionários para ser resolvida. O empresário Patrick Lopes, de 32 anos, deixou de pagar uma conta porque o valor ultrapassa o limite permitido em transações realizadas no caixa eletrônico.

Pelo mesmo motivo, não conseguiu realizar depósito. “Isso eu acho um absurdo, está prejudicando muita gente. A gente depende dos bancos”, lamentou.

Para a servidora pública Rosalia Martins, de 38 anos, a greve dos Correios deixou a população “na mão” porque veio junto com a dos bancos. Acabou diminuindo ainda mais as alternativas, destacou.

Os Correios eram uma alternativa para quem usava o banco, comenta a servidora pública Rosalia Martins. (Foto: Pedro Peralta)"Os Correios eram uma alternativa para quem usava o banco", comenta a servidora pública Rosalia Martins. (Foto: Pedro Peralta)

Jorcelino Barbosa Arantes, de 36 anos, sabe o que isso significa. Precisa abrir conta-salário para começar no novo serviço, mas perdeu viagem ao procurar uma agência do Itaú na região central da cidade na tarde desta quarta-feira (26).

É a única coisa que falta para voltar a trabalhar após 2 meses desempregado. Mas, mesmo prejudicado, Jorcelino defende os trabalhadores. “Isso aí é um transtorno para nós, mas eles têm que correr atrás dos objetivos deles”, disse.

Patrick Lopes também não é contra. Só não acha certo que as paralisações afetem os serviços oferecidos aos clientes. “O certo seria entrar em greve, mas liberar os caixas eletrônicos para qualquer tipo de pagamento”, sugeriu.

Correios Secretário geral do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul), Alexandre Takashi, de 30 anos, explicou que a greve é por tempo indeterminado, até que as reivindicações da classe sejam atendidas ou um acordo seja firmado.

Mas nenhum serviço foi totalmente interrompido, isso porque as agências estão operando com 40% do efeito total, explicou. O que pode haver é lentidão e atraso na entrega de correspondências, boletos, sedex ou sedex 10, por exemplo. “Mas os serviços estão garantidos”, disse.

Mato Grosso do Sul aderiu à paralisação nacional – que começou no dia 11 – nesta terça-feira (25). Os trabalhadores reivindicam reajuste de 43,7%, aumento linear de R$ 200 e piso salarial de R$ 2,5 mil.

Desempregado há 2 meses, Jorcelino Barbosa não conseguiu abrir conta-salário para começar no novo emprego. (Foto: Pedro Peralta)Desempregado há 2 meses, Jorcelino Barbosa não conseguiu abrir conta-salário para começar no novo emprego. (Foto: Pedro Peralta)

A empresa oferece reajuste de 5,2%, mas não concorda com o aumento linear de R$ 80 oferecido pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). A audiência de conciliação, entre os Correios e o sindicato, está marcada para amanhã (27).

Segundo o Sintect, há 1,5 mil funcionários da empresa trabalhando em Mato Grosso do Sul.

Bancos - A greve dos bancários completou uma semana na segunda-feira (24), com mais de 150 agências fechadas no Estado. A paralisação, segundo o sindicato da categoria, atinge 20 municípios.

A greve nacional foi deflagrada no dia 18, depois que os bancários rejeitaram o aumento de 6% oferecido pelos empresários, o que representaria um aumento real de 0,58%. Os trabalhadores pedem um reajuste de 10,25%, com aumento de 5%.

De acordo com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Mato Grosso do Sul tem 282 agências e 679 postos de atendimento bancários.



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