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Capital

Júri presencial volta, mas réu só pode contar com apoio de 2 membros da família

Além da máscara, que é item obrigatório, também está sendo aferida a temperatura de quem entra no tribunal

Por Kerolyn Araújo e Bruna Marques | 16/09/2020 09:43


Depois de seis meses de pausa devido à pandemia do novo coronavírus, a Justiça retomou nesta quarta-feira (16) os julgamentos de réus presos no Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande. Para que os trabalhos fossem retomados, foram criadas regras de biossegurança.

Segundo o juiz Aluísio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, o protocolo adotado é do mínimo de pessoas possíveis dentro do plenário. "Só podem entrar dois familiares do acusado e da vítima. O réu vai prestar depoimento na frente dos jurados e depois vai acompanhar o julgamento através de videoconferência", disse.

Os sete jurados foram retirados da "caixa de vidro", que mantinha o júri isolado no plenário, livre de possíveis contatos com os réus ou advogados. Agora, eles também sentam com distância de dois metros de distância um do outro.

Ainda conforme as regras, fica a critério do promotor e da defesa participar presencialmente dos júris. Já as testemunhas prestarão depoimento, preferencialmente, pelo Google Meet ou por videoconferência em outra sala do Fórum.

Sem plateia, julgamentos foram retomados nesta quarta-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)
Sem plateia, julgamentos foram retomados nesta quarta-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)


Acadêmicos de direito só poderão acompanhar os júris mediante indicação da universidade, sendo apenas um por vez. Policiais que fazem escolta só podem ficar no plenário enquanto o réu estiver prestando depoimento.

Além da máscara, item obrigatório para ter acesso ao tribunal, também está sendo aferida a temperatura de quem entra no prédio. Álcool em gel também foi disponibilizado na portaria.

De acordo com o magistrado, com a volta dos julgamentos, a expectativa é de que em dois meses os trabalhos sejam colocados em dia. "Por ser júris apenas de acusados presos, vamos manter a mesma quantidade de 4 julgamentos por semana", disse.

Júri - Na retomada dos julgamentos, senta no banco dos réus nesta quarta-feira, Gilberto Ricardo Moreira Júnior, 37 anos. Em 2012, ele tentou matar o ex-patrão a tiros depois de ser demitido.