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Capital

Justiça nega prisão domiciliar para ex-presidente da Santa Casa

Segundo denúncia, Alir Terra Lima exerceria a chefia de esquema no hospital

Por Aline dos Santos | 22/10/2026 08:40
Justiça nega prisão domiciliar para ex-presidente da Santa Casa
Alir discursa durante cerimônia de posse na Santa Casa em 2023. (Foto: Alex Machado/Arquivo).

A 5ª Vara Criminal de Campo Grande indeferiu pedido de revogação preventiva da advogada Alir Terra Lima, de 71 anos, ex-presidente da Santa Casa. Ela foi presa na Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

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A 5ª Vara Criminal de Campo Grande negou o pedido de revogação da prisão preventiva da advogada Alir Terra Lima, de 71 anos, ex-presidente da Santa Casa. Também foram rejeitadas medidas cautelares diversas e a prisão domiciliar. Presa na Operação Antidotum, em 11 de setembro, ela é ré por organização criminosa, peculato (sete vezes) e falsidade ideológica. Segundo o MPMS, chefiava o esquema de corrupção no hospital. A operação cumpriu 36 mandados e apura contratos, como o de digitalização de prontuários, de R$ 5,4 milhões.

Além da revogação de prisão, a Justiça negou os pedidos de medidas cautelares diversas e de substituição por prisão domiciliar. Alir é ré por esquema de corrupção na Santa Casa, o maior hospital de Mato Grosso do Sul. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, peculato (sete vezes) e falsidade ideológica.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Alir Terra Lima exerceria a chefia do esquema, controlando as contratações, as informações fornecidas à fiscalização e tendo a palavra final nas decisões centrais.

A Operação Antidotum cumpriu 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). A investigação tem como foco dois núcleos de contratos. Um deles envolve a digitalização de prontuários médicos da Santa Casa. O contrato previa pagamentos de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões.

O advogado Murilo Marques, que atua na defesa da ex-presidente, informa que vai pedir habeas corpus ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

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