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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/08/2013 09:09

Lei existe, mas poucos sabem como descartar medicamento sem serventia

Luciana Brazil
Destino de muitos medicamentos é o lixo.Destino de muitos medicamentos é o lixo.

Sem local adequado (ou pelo menos divulgado) para descarte de medicamentos vencidos ou já sem serventia, quem mora em Campo Grande acaba não tendo opção e muitos jogam no lixo o que poderia ter outro destino. 

Segundo dados do CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul), 80% dos remédios vencidos estão nas residências. A incineração dos medicamentos é a forma correta de eliminá-los, mas tem de ser feita em locais com estrutura para isso.

Ainda que a maioria não se preocupe com a destinação final desses produtos, o risco de jogá-los no lixo é imenso, como explica o presidente regional do CRF/MS, Ronaldo Abrão.

Além dos medicamentos poderem ser reutilizados por pessoas sem instrução, gerando males à saúde, a contaminação do meio ambiente é uma dos fatores mais preocupantes.

“Jogar esses medicamentos no lixo é um risco enorme. Esses remédios se infiltram no solo, contaminam a água, e voltam para nossas casas. Claro que a água é filtrada, tratada, mas nenhum tipo de agrotóxico ou de produtos químicos, como os remédios, são retirados da água, nem mesmo parcialmente”.

Ronaldo explica que as bactérias que circulam nos córregos, na água suja, entram em contato com os antibióticos, já diluídos na água, que então chegam até os canais depois de serem lançados pelas torneiras, por exemplo. Esse contato torna algumas bactérias resistentes aos antibióticos, o que pode causar contaminações generalizadas de super bactérias.

“Existe uma previsão da OMS (Organização Mundial de Saúde) de que surgirão doenças não tratáveis com antibióticos, caso nada seja feito”.

Em 2003, a super bactéria “Pseudomonas aeruginosas” multirresistente gerou pânico no Hospital Regional Rosa Pedrossian de Campo Grande.  

Como se livrar deles?Conforme o CRF, as farmácias não têm obrigação de recolher os medicamentos de descarte. Porém, mesmo assim, a orientação do conselho é que os clientes devolvam os remédios nos estabelecimentos onde foram comprados.

Ao contrário do CRF, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que todos os estabelecimentos que comercializam medicamentos estão obrigados, por lei, a receber os remédios vencidos.

Ainda segundo a secretaria, a população pode descartar os medicamentos nas farmácias das unidades de saúde do município. 

Empresas privadas, especializadas em recolher estes medicamentos, prestam serviço para algumas farmácias na Capital, como a rede São Bento. Porém, como o serviço de descarte é pago, de acordo com a quantidade arrecadada pelas empresas, a divulgação não é feita com tanto vigor.

Consciência -   A servidora pública Janaína Laura Moreira, 35 anos, é uma das raridades quando o assunto e o destino certo. Para ela, descartar no lixo é uma irresponsabilidade.

“Eu e minha mãe temos vários remédios, mas não queremos jogar no lixo. Nem comprimidos e nem os líquidos gosto de jogar na pia”, relatou.

Janaína diz que há um ano tenta se livrar de remédios que não usa mais ou que já até venceram. “A gente compra um medicamento para um problema específico e nunca mais usa. O remédio acaba ficando guardado”.

Há algum tempo, Janaína procurou uma farmácia para fazer o descarte, mas foi informada que o local adequado seria a Casa de Saúde. “Quando cheguei lá me disseram que era para eu voltar até a farmácia”.

Ela chegou a fazer uma pesquisa sobre o assunto, mas não encontrou nada como referência na Capital. “Geralmente as pessoas não se preocupam com isso, mas agente sempre se importou”, frisa.

Lei - Em 2010, por indicação do CRF, foi criada a lei 168/10, que autoriza o poder Executivo a implantar pontos de coletas de medicamentos vencidos. A lei foi sancionada, mas nunca saiu do papel, segundo o Conselho.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda uma política reversa, que determinaria as próprias indústrias a recolherem os medicamentos. Porém, os trâmites de recolhimento não foram definidos.

 

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A rede Drogasil não recebe medicamentos vencidos. Tentei hoje na rede mas não quiseram receber. Acho que as farmacias devem serem obrigadas a recolher esses medicamentos pois é nelas que nós compramos.
 
Aparecida Pereira da Silva em 26/12/2013 19:07:26
Boa noite,
Sempre que necessário entrego os medicamentos vencidos e inutilizados em uma rede de farmácias que sempre recebe e que possui uma quantidade de lojas grande na cidade.
 
Caruliny Beatriz Lopacinski em 27/08/2013 00:33:41
Recentemente, desenvolvi um TCC-(trabalho conclusão de curso) relacionado com o mesmo tema, e comprovei com trabalho de campo, que é necessário a conscientização da população em relação ao descarte correto do medicamento vencido, e assim precisamos de maiores informações e muita orientação, porém também necessário os pontos de coleta que quase não existem e mesmo os que temos não existe divulgação!
Sendo assim foi sugerido postos de saúde como posto de descarte. A população precisa ser conscientizada a respeito da contaminação de lençóis freáticos, de que as bactérias vão criando resistências, enfim precisamos um foco muito grande a esse respeito!
 
Marlene Gama em 26/08/2013 10:44:25
Pena que a maioria não tem informação sobre este assunto e nem se preocupam em obter tais informações.
Portanto deixo aqui meus parabéns ao Campograndenews pela veiculação da matéria.
Poderia sugerir-se uma campanha de esclarecimento a população, pois seria uma verba muito bem gasta principalmente se utilizada verbas de publicidade dos governos que são muito mal utilizadas...
 
Antonio Marques em 26/08/2013 10:07:45
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