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Capital

Marquinhos promete medida emergencial para removidos de favela

ONG "sem teto" tina convênio de R$ 3,6 milhões para construir casas

Por Aline dos Santose Mayara Bueno | 02/01/2017 10:28
ONG sem sede deixou casas inacabadas no Pedro Teruel (Foto: Simão Nogueira)
ONG sem sede deixou casas inacabadas no Pedro Teruel (Foto: Simão Nogueira)
"Desejamos a continuidade de construção das casas", diz Marquinhos. (Foto: Fernando Antunes)
"Desejamos a continuidade de construção das casas", diz Marquinhos. (Foto: Fernando Antunes)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) afirma que vai adotar medida emergencial sobre a situação dos removidos da favela Cidade de Deus, que foi transferida em 2016 para quatro loteamentos. “Vou adotar alguma medida emergencial para resolver o mais rápido possível. Desejamos a continuidade de construção das casas”, afirma o prefeito, que foi empossado ontem.

Segundo ele, ainda não como detalhar o que será feito em relação a esse programa de habitação porque a fase é de levantamento sobre a prefeitura. Marquinhos afirma que houve problema de repasse de informações na fase de transição.

Em 30 de dezembro, a dois dias do fim do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), a administração informou o fim do convênio 175, firmado em junho do ano passado com a ONG Morhar Organização Social, e abertura de tomada de contas especial. Segundo a nota de esclarecimento da prefeitura, das 300 casas , somente 42 foram concluídas. O valor total era de R$ 3,6 milhões.

OCampo Grande News mostrou que a ONG tinha uma situação peculiar. Apesar de contratada para construir imóveis, não tinha nem mesmo um teto para si. Na ocasião, a reportagem consultou endereços e telefones disponíveis na consulta por CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e na internet, mas não conseguiu localizar a sede da ong (organização não governamental).

Conforme o ex-titular da área de finanças, planejamento e controle, Disney Fernandes, foram liberados recursos em duas fase. A primeira correspondeu a 53% do convênio, portanto R$ 1,9 milhão. A convenente prestou conta e foi liberado mais recursos. Porém, desta vez, não houve a prestação de contas. A reportagem não conseguiu contato com a Morhar.

Mudança para pior – No dia 29 de dezembro, o Campo Grande News foi aos loteamentos e os moradores relataram que “a vida piorou muito”. Em março de 2016, as famílias foram removidas da Cidade de Deus, no bairro Dom Antônio Barbosa, para o Vespasiano Martins, Pedro Teruel (região do Dom Antônio), Jardim Canguru e Bom Retiro (região Vila Nasser). Somente as casas do Vespasiano foram concluídas.

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