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Capital

Morto no Noroeste ameaçou "amigos" e já tinha histórico de violência doméstica

Segundo a polícia, ele ameaçou jovens, resistiu ao Taser e avançou com facão contra policiais

Por Gabi Cenciarelli | 26/04/2026 15:15
Morto no Noroeste ameaçou "amigos" e já tinha histórico de violência doméstica
Casa da ex-compnaheira, onde Carlos ameaçou o enteado (Foto: Paulo Francis)

Carlos Carneiro Pinto, de 41 anos, morto na manhã deste domingo (26) em ação da Polícia Militar no Vila Rica, região do Jardim Noroeste, em Campo Grande, ameaçou matar dois rapazes antes de ser baleado ao avançar contra policiais, segundo novas informações do boletim de ocorrência.

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Carlos Carneiro Pinto, de 41 anos, foi morto pela Polícia Militar neste domingo (26) no bairro Vila Rica, em Campo Grande, após invadir a casa da ex-companheira, que possuía medida protetiva contra ele. No local, ele ameaçou de morte o filho da mulher e um amigo com um facão. A PM usou duas vezes o Taser sem sucesso, e um policial efetuou disparos de pistola. Este foi o 29º caso de morte por intervenção policial no Estado em 2025.

O caso aconteceu na Rua Esmeraldo Maluf e mobilizou viaturas durante a manhã. No primeiro relato feito à polícia, o jovem de 19 anos que acionou o 190 disse que o ex-padrasto havia aparecido na residência agressivo, quebrando objetos e aparentando estar sob efeito de drogas. Também afirmou que o homem já tinha histórico de violência contra sua mãe.

Mais tarde, em depoimento formal na delegacia, o rapaz apresentou nova versão e contou que ele e um amigo estavam bebendo com Carlos desde a madrugada em uma conveniência da região. Por volta das 4h, os três seguiram para a casa do jovem, onde continuaram ingerindo bebida alcoólica.

Morto no Noroeste ameaçou "amigos" e já tinha histórico de violência doméstica
Facão utilizado por Carlos para ameaçar policiais (Foto: Paulo Francis)

Ainda conforme o depoimento, em determinado momento Carlos passou a agir de forma paranoica, dizendo frases como “os caras querem me matar” e acusando o jovem de ajudá-los. Em seguida, ficou agressivo, pegou uma faca de serra e depois um facão, além de atingir móveis da residência.

Com medo, um dos rapazes correu para o banheiro e se trancou. O outro saiu à rua para pedir ajuda. Quando os policiais chegaram, ouviram pedidos de socorro vindos do imóvel.

Segundo a PM, os militares tentaram negociar para que Carlos largasse a arma e se rendesse. A equipe utilizou duas vezes a arma de choque Taser, mas sem sucesso. Ainda armado com o facão, ele avançou na direção dos policiais e um militar efetuou disparos. Mesmo ferido, Carlos ainda deu alguns passos antes de cair.

Morto no Noroeste ameaçou "amigos" e já tinha histórico de violência doméstica
Homem foi morto dentro de uma casa no Jardim Noroeste (Foto: Paulo Francis)


O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte no local. A perícia apontou ferimentos no antebraço, bíceps, abdômen e clavícula. O facão e a arma utilizada na ocorrência foram recolhidos.

Carlos já tinha passagens policiais no Estado, incluindo registros por violência doméstica, estupro e ato obsceno.

Este é o 29º caso registrado em Mato Grosso do Sul neste ano como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado. Horas antes, outro homem morreu em ocorrência envolvendo policiais em Rio Verde de Mato Grosso.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

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