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Capital

Mulher atacada durante corrida na Capital é policial civil

Homem deixou esposa grávida em casa e afirmou que saiu com a intenção de fazer sexo com alguma mulher

Por Gabi Cenciarelli | 02/01/2026 09:31
Mulher atacada durante corrida na Capital é policial civil
Faca encontrada no local no ataque (Foto: Direto das Ruas)

A mulher atacada enquanto corria na Avenida Rita Vieira de Andrade, na região do Bairro Universitário, em Campo Grande, é policial civil, conforme apurado pela reportagem do Campo Grande News. Ela foi ameaçada com uma faca por Entony Victor Xavier Martins, de 24 anos, e só não foi levada para uma área de mata porque a situação foi interrompida por um policial militar do Batalhão de Choque que retornava de um culto acompanhado da família.

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Uma policial civil foi atacada durante corrida na Avenida Rita Vieira de Andrade, em Campo Grande. O agressor, Entony Victor Xavier Martins, de 24 anos, tentou conduzi-la para uma área de mata sob ameaça de faca. A situação foi interrompida por um policial militar que passava pelo local. O suspeito, que portava gel lubrificante, confessou ter saído com a intenção de manter relações sexuais forçadas. O caso, registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, reforça a vulnerabilidade das mulheres em espaços públicos, lembrando ataque similar ocorrido em novembro no Parque dos Poderes.

Segundo apuração da reportagem, a vítima fazia atividade física quando foi abordada pelo suspeito. Em um primeiro momento, acreditando se tratar de um assalto, ela tentou entregar o celular, mas o homem recusou o aparelho e passou a exigir que ela o acompanhasse.

Ainda conforme apurado, o agressor tentou conduzir a mulher em direção a uma área de mata e, depois, para um terreno baldio próximo, sempre sob ameaça com a faca. A movimentação chamou a atenção do policial militar que passava pelo local logo após sair do culto. Ao perceber a situação, ele interveio.

A Polícia Militar ordenou que o homem parasse. O suspeito largou a faca e tentou fugir, mas foi alcançado e contido pelo policial, com ajuda de pessoas que estavam nas proximidades. Em seguida, uma equipe do Choque foi acionada para dar encaminhamento à ocorrência.

A vítima, bastante abalada, foi orientada a procurar a DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde o caso foi registrado. Durante a abordagem, os policiais encontraram com o suspeito um gel lubrificante, além da faca usada na ameaça, localizada perto do ponto onde ele foi detido. Também foi constatado que ele havia chegado ao local em uma motocicleta Honda CG 160 Fan.

Mulher atacada durante corrida na Capital é policial civil
Policiais com o suspeito detido em área de mata (Foto: Divulgação)

Ainda segundo informações apuradas pela reportagem, o homem não portava documentos e não apresentava sinais de embriaguez ou uso de drogas. Em conversa informal, ele deixou a esposa grávida em casa e afirmou que saiu com a intenção de manter relação sexual com alguma mulher que encontrasse durante o trajeto, mesmo tendo consciência de que a conduta era ilegal. Ele foi preso e encaminhado à delegacia, e a motocicleta foi levada ao pátio do Detran-MS.

Recorrente - O episódio reforça que situações de violência sexual podem atingir qualquer mulher, independentemente da profissão. Em novembro do ano passado, uma corredora de 33 anos foi atacada durante um treino no Parque dos Poderes, também em Campo Grande, enquanto se exercitava sozinha no início da manhã.

Naquele caso, a mulher foi agarrada e tentou ser arrastada para uma área de mata por Gleindon Barbosa da Silva, de 33 anos. Os gritos de socorro chamaram a atenção de outros frequentadores do parque, que conseguiram impedir o ataque e acionar ajuda.

Assim como no caso mais recente, não houve tentativa de roubo, o que reforçou a interpretação de que a abordagem tinha motivação sexual. A vítima desta ocorrência, mesmo sendo policial civil e já tendo atuado no atendimento de mulheres vítimas de violência, acabou surpreendida durante uma atividade cotidiana, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por mulheres em espaços públicos da Capital.

A equipe de reportagem do Campo Grande News tentou contato com a policial, que informou não se sentir confortável para conversar sobre o assunto.

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