ACOMPANHE-NOS    
NOVEMBRO, TERÇA  30    CAMPO GRANDE 20º

Capital

Mulher vai parar na delegacia após agredir funcionária de UPA

Segundo a vítima, não foi a primeira vez que a paciente chegava descontrolada a unidade.

Por Adriano Fernandes | 14/07/2018 20:09
Fachada da Upa do Vila Almeida, na R. Min. José Linhares. (Foto: Arquivo)
Fachada da Upa do Vila Almeida, na R. Min. José Linhares. (Foto: Arquivo)

Mulher, de 41 anos, foi parar na delegacia, na tarde deste sábado (14) depois de agredir uma assistente social, de 33 anos, ao buscar atendimento no Upa (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Almeida, em Campo Grande.

Descontrolada, a mulher que segundo a servidora, sempre tem comportamento agressivo quando vai a unidade, hoje, quis ser atendida sem nem sequer passar pela triagem. “Foi quando eu a orientei a buscar primeiramente a enfermeira que faz a triagem. Mas ela se recusou e disse que iria reclamar na ouvidoria, então eu disse para ela ficar a vontade quanto a reclamação”, comentou.

Ainda segundo a vítima, a orientação foi o suficiente para mulher despejar todos os objetos que estavam em cima da mesa da assistente no chão e agredi-la. “Ela me empurrou contra a parede e começou a me bater”, conta. Durante as agressões a assistente explica que era xingada, ao mesmo tempo que toda a ação era filmada por outros pacientes.

Um médico é quem teria separado as duas, mas a assistente social ainda foi ameaçada. “Eu sei que você trabalha aqui. A gente vai se encontrar e eu vou voltar”, teria dito, conforme consta no boletim policial. Guardas Municipais, no entanto, deteram a mulher e a trouxeram para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. Mas ela foi liberada, no início da noite (14). 

Passado o susto e quase 4 horas de espera para registrar o boletim de ocorrência a funcionária desabafou. “Foi a primeira vez que fui agredida, graças a Deus não tive nenhuma lesão, mas as agressões verbais são diárias. É cultural da população. Não entendem o que é uma classificação de risco, o protocolo e tentam descontar nos funcionários”, conclui.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário