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Capital

No 3º júri, comparsa de Nando é acusado de matar rapaz estrangulado

Julgamento foi desmembrado e "Nando" juntamente com outra comparsa serão julgados em outra data

Por Guilherme Henri e Danielle Valentim | 21/09/2018 10:29
Lessandro Valdonado de Souza em tribunal do júri (Foto: Henrique Kawaminami)
Lessandro Valdonado de Souza em tribunal do júri (Foto: Henrique Kawaminami)

A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande julga na manhã desta sexta-feira (21) Jean Marlon Dias Domingues. O réu é acusado de ser comparsa de Luiz Alves Martins Filho, o “Nando” e Talita Regina de Souza, na morte do adolescente Lessandro Valdonado de Souza.

Este é o terceiro julgamento que envolve o serial killer “Nando” sobre as mortes no bairro Danúbio Azul.

Inicialmente também seriam julgados hoje “Nando” e Talita. No entanto, o julgamento foi desmembrado já que a mulher entrou com recurso e por divergências nos depoimentos o defensor público Gustavo Henrique Pinheiro Silva pediu que o júri de Nando seja remarcado.

Durante depoimento, Jean negou a participação no assassinato de Lessandro e acusou Nando e Talita de matarem o adolescente, fato que gerou divergência nos depoimentos, a qual o defensor público se referiu.

"Nando" em vídeo conferência no tribunal (Foto: Henrique Kawaminami)
"Nando" em vídeo conferência no tribunal (Foto: Henrique Kawaminami)

“Na verdade, desde o início Jean sempre negou. A novidade hoje é que no plenário do júri ele passou a dizer que Nando estava no local do crime. Por isso, Nando tem direito que a defesa seja plena então por questão de ética, eu requeri uma nova data para o julgamento dele”, explica o defensor.

A comunicação sobre que o julgamento será remarcado foi passada a "Nando" por meio de vídeoconferência.

Assassinato – O crime ocorreu em agosto de 2016. Segundo consta na denúncia, a vítima teria visto Talita traindo seu marido. Por isso, a mulher com a ajuda de Jean e “Nando” mataram o adolescente estrangulado com uma corda.

Além disso, eles enterram o corpo do menino no cemitério clandestino criado pelo serial killer. Os restos da vítima foram encontrados meses depois quando “Nando” foi preso e confessou os assassinatos.

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