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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

21/01/2013 11:27

Número de áreas invadidas em Campo Grande já chega a quatro

Luciana Brazil e Paula Maciulevicius
Quarta área invadida começa a formar nova favela em Campo Grande. (Fotos Luciano Muta)Quarta área invadida começa a formar nova favela em Campo Grande. (Fotos Luciano Muta)

Mais uma área pública foi invadida em Campo Grande, totalizando quatro regiões no município em situação de ocupação. Cerca de 280 pessoas estão acampadas desde a madrugada do último sábado (19) no bairro Jardim das Hortências, na região do Aero Rancho. A maioria dos “sem-teto” diz que se está cadastrada há anos no programa de habitação da prefeitura- Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) -, mas até hoje não conseguiu uma casa.

Desde a ocupação, as famílias afirmam ter sido ameaçadas por policiais militares e por guardas municipais que passam pelo local. Segundo os invasores, a polícia teria levado uma patrola no sábado para intimidar os novos moradores. “Nós entramos na frente da patrola com as crianças para impedir que eles destruíssem nossas casas”, diz Abadia Aparecida de Souza, 32 anos.

“Eles passaram aqui apontando o revólver, xingando e dizendo para que nós voltássemos para casa”, afirma abadia.

O Campo Grande News tentou contato com a assessoria de imprensa da PM e com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda retorno.

Razões- Há 10 anos sonhando com uma casa, Abadia diz que a invasão é motivada pela falta de dinheiro. “O aluguel está caro e estamos precisando de casa. Todos estão nessa situação”.

Desde 1982, Adélia Prado, 68 anos, luta por uma casa popular. “Fiz minha primeira inscrição em 82, e todo ano renovo o pedido. Tenho muitos documentos que comprovam isso, mas até hoje não consegui”, lamenta.

Grávida de oito meses, Rafaela da Silva Martins, 22 anos, conta que a mesma área foi invadida há 20 anos e a situação terminou em confronto entre moradores e polícia. “O meu medo é que aconteça a mesma coisa com a gente. Tem muitas mulheres grávidas, muita criança. A gente não está pedindo nada, só queremos uma casa”.

Segundo ela, a área estava abandonada e muitos estavam jogando lixo e entulho no local.

Os moradores do bairro criticam a ação dos invasores, mas alguns dizem entender a necessidade das famílias. “Em um ponto eu sei que eles precisam. Tem muita mulher grávida e muita criança e eles não estariam fazendo isso por brincadeira. Mas não é necessário fazer tudo isso”, dispara Sandra Ferreira de Almeida, 29 anos, falando da movimentação e do número de pessoas.

O terreno, constantemente sujo, foi limpo apenas uma vez pela prefeitura, segundo Sandra.

Abadia mostra documento que comprova inscrição na Emha. Abadia mostra documento que comprova inscrição na Emha.

João Carlos da Silva, 57 anos, lembra que quando criança a pobreza não foi motivo para que a família usasse esse tipo de recurso, a invasão. “Eu era tão pobre e mesmo assim a minha família nunca fez isso. Todo mundo tem direito, mas existem os meios para conseguir isso”.

O presidente da associação de moradores do bairro Francismar Aparecido da Silva, 44 anos, diz que não cabe a ele julgar, mas sim à justiça. Segundo ele, 90% das famílias não são moradores do bairro e possuem casas para morar. “Ali é uma área pública e existe um projeto para o local. Na minha opinião tem alguém por trás disso. É político. Já é a quarta área invadida e o cara (prefeito Alcides Bernal (PP) só tem 20 dias de governo”.

Ele é enfático em dizer que muitos ali têm até mesmo um carro. “Eu defendo as pessoas que não têm casa, mas muitos têm casa e carro, e não dependem disso”.

Sobre a limpeza do terreno, Francismar lembra que já protocolou inúmeras vezes pedidos de limpeza na Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação).

Áreas invadidas: Em frente ao lixão do bairro Dom Antônio Barbosa, cerca de 400 pessoas estão acampadas desde o fim do ano passado. Até um relógio de água já foi instalado pela concessionária. O novo bairro já nome: Mundo Novo. os moradores dizem que não irão sair até que a Prefeitura tome providências. A invasão foi motivada pelo fechamento do lixão, que foi reaberto.

No bairro Roselândia, ocupantes ficaram por menos de dez dias em outra área pública, mas lá a Prefeitura conseguiu retirar os ocupantes.

No bairro Taguarussu, na rua Abolição, esquina com a avenida Ernesto Geisel, em frente ao shopping Norte Sul, outra área pública foi invadida. A ocupação tem revoltado os moradores da região.

E no bairro Panorama, no cruzamento da rua Três Poderes com a Tibagi, mais de 20 famílias ocupam uma área, onde até uma igreja está sendo construída. O local é particular e está em litígio.

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Se estas pessoas estão ai e por que elas tem coragem de lutar por aquilo que querem e não são descansadas que nem outras pessoas que acham que Deus vai sentir pena delas e vai mandar do céu!!!! por que cada um deve preparar os seus campos para que Deus mande a chuva.
 
Ana Kerolin de Oliveira em 23/01/2013 21:19:48
Me dá muito medo do que pode ser esses 4 anos de mantado desse despreparado infantil no poder da capital. Nem se passou um mês e a cidade está se tornado "terra de ninguém'. É lixão, favela, crateras em vias urbanas, epidemia..... ai, se elencar toda desgraça da vontade de chorar. Após o término de um mandato onde foram conquistados 42 prêmios de gestão pública chegar onde chegamos é trágico, degradante e humilhante. E o cidadão tem a coragem de falar em herança maldita... Piada maldita é o que estamos presenciando no executivo da capital, só que não tem graça nenhuma!
 
Felizarda Lacerda em 21/01/2013 22:24:51
"A gente não está pedindo nada, só queremos uma casa", Chega a ser cômico a afirmação dessa mulher, que usa a gravidez como álibi para invadir propriedade dos outros. Realmente a solução é a patrola e acabar com essa política de conseguir as coisas no grito.
 
Gustavo Ribeiro em 21/01/2013 21:40:05
Pedro Alcantara Machado,vc disse tudo em poucas palavras.
 
CARLOS MACEDO em 21/01/2013 21:02:57
Olá senhores sem teto, da para arumar uma vaga para a camara dos vereaores, eles tambem são seus colega, e colega e para essas horas. Tem pena deles.
 
Felipe carvalho em 21/01/2013 20:54:16
Nossa cidade tem melhorado muito com o Bernal voltaram o lixão e agora as favelas grande progresso.
 
joão afonso pereira em 21/01/2013 17:38:05
Portanto...como eu já disse ninguém me contou eu ouvi...Uma pessoa disse que foi orientado a invadir a área próxima ao Shopping Norte Sul...MPF investigação rápida!!
Ouvi muito mais coisa, Mas ....
 
Etiene mendonça em 21/01/2013 17:09:42
Prestem atenção! Quando o ANDRÉ FOI PREFEITO ele tirou todas as favelas da cidade e o ex prefeito só levou fama por causa de um trabalho arduo e bom do ANDRÉ !! hoje os campo grandesse estão difamando um TRABALHADOR que foi um exelente prefeito e GVERNADOR!! Assim pagamos pelo que falamos agóra Campo Grande vai voltar a ter favelas!!!
 
Renato Filho em 21/01/2013 16:51:50
O que esta parecendo é que o que não se via em Campo Grande eram favelas, e elas estão voltando muito rápido, será que essa é a mudança que o Secretário Semy Ferraz disse que vai haver em Campo Grande.
 
Elizangela Moreira em 21/01/2013 16:27:01
Como sempre eles invadem e conseguem tudo o que querem ..poxa tanta família ai que necessitam de uma moradia digna e não estão invadindo terra estão pagando aluguel,isso sim me revolta agora este povo vai ganhar casa da Emha e Agehab e os outros pais de família que realmente precisam vão continuar esperando......
 
rosangela de melo em 21/01/2013 16:03:21
tem gente que realmente precisa mas eu sei que tem alguns espertinhos la se valendo desta artimanha para ganhar uma casa ou um terreno e ja tem casa carro e emprego ganhando bem basta a prefeitura averiguar
 
claudio viana em 21/01/2013 13:05:50
se deixarem isso vai virar uma bola de neve tem chegar e passar a patrola vi gente de carrão descarregando ad coisas la
 
claudinei braz em 21/01/2013 11:40:59
Podem averiguar, todas estas familia spossuem casas, o que querem é ganhar alguma coisa sem esforço algum, é o mesmo caso dos sem terra. Se deixarem vão invadir mais áreas e vai chegar mais gente principalmente de outros Estados, pois isto virou um grande negócio para grupos sindicais, !ongs" e igrejas. Abram o olho, Não existe coitado nesta história.
 
Pedro Alcantara Machado em 21/01/2013 11:37:02
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