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Capital

Pastor é exonerado dois meses após acusação de estupro

Homem de 35 anos era coordenador do Centro de Convivência do Idoso na Vila Piratininga

Por Ana Paula Chuva | 31/03/2026 10:53
Pastor é exonerado dois meses após acusação de estupro
Fachada do CCI onde pastor atuava como coordenador (Foto: Arquivo)

Aproximadamente 60 dias após jovem de 21 anos procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar boletim de ocorrência de estupro, pastor de 35 anos, coordenador do CCI Piratininga (Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso “Edmundo Scheuneman") foi exonerado.

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Pastor de 35 anos que coordenava o Centro de Convivência do Idoso Piratininga, em Campo Grande, foi exonerado do cargo após ser acusado de estuprar uma jovem quando ela tinha 15 anos. A demissão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (31) e tem efeito a partir de 1º de abril. O suspeito já havia sido investigado por outro caso de estupro de vulnerável.

A demissão foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande desta terça-feira (31), mas foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pela secretária municipal de Administração e Inovação Andréa Alves Ferreira Rocha. A portaria tem efeito a partir de 1º de abril.

O boletim de ocorrência foi registrado pela vítima no final de janeiro; no entanto, o caso só veio à tona no começo de março. Segundo a jovem, o estupro aconteceu em julho de 2019, quando ela tinha 15 anos.

À polícia, a vítima contou que estava na residência do irmão, durante o período de férias escolares, quando o suspeito, pessoa conhecida da família e frequentador da mesma igreja, foi até o imóvel. Conforme o relato, o irmão e a cunhada teriam saído, deixando a adolescente sozinha na casa.

Minutos depois, o homem teria entrado no imóvel e, segundo a denúncia, levado a adolescente para um quarto, onde ocorreu o abuso. A vítima relatou que houve dor intensa e sangramento.

Ainda conforme o registro policial, após o ato, o suspeito deixou o local e, posteriormente, retornou para entregar um comprimido, dizendo que seria contraceptivo de emergência. A jovem também afirmou que foi ameaçada para que não contasse o ocorrido, sob risco de sofrer represálias contra familiares.

Segundo o boletim, o investigado tinha livre acesso à residência por ser pessoa de confiança da família. A vítima relatou que, em razão do trauma e do medo, desenvolveu problemas psicológicos ao longo dos anos.

Ela pediu medidas protetivas contra o pastor que também atua como coordenador de um Centro de Convivência do Idoso. O acusado já foi investigado por outro estupro de vulnerável.

Afastamento - No dia seguinte ao caso virar notícia, o homem pediu afastamento da diretoria do CONSEPACG (Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande). O comunicado oficial foi publicado pelo conselho na terça-feira (3) em um perfil no Instagram.

Segundo a nota, o pastor integra o Conselho de Ética da entidade e pediu o afastamento enquanto os fatos são esclarecidos. O pedido foi apresentado de forma espontânea e analisado em reunião regularmente convocada, sendo aceito pelo colegiado.

No mesmo dia, ele foi afastado pela Prefeitura de Campo Grande da coordenação do CCI. Através de nota, o Município alegou que ele permaneceria fora do cargo até a conclusão das apurações dos fatos.

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