Pastor é exonerado dois meses após acusação de estupro
Homem de 35 anos era coordenador do Centro de Convivência do Idoso na Vila Piratininga
Aproximadamente 60 dias após jovem de 21 anos procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar boletim de ocorrência de estupro, pastor de 35 anos, coordenador do CCI Piratininga (Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso “Edmundo Scheuneman") foi exonerado.
RESUMO
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Pastor de 35 anos que coordenava o Centro de Convivência do Idoso Piratininga, em Campo Grande, foi exonerado do cargo após ser acusado de estuprar uma jovem quando ela tinha 15 anos. A demissão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (31) e tem efeito a partir de 1º de abril. O suspeito já havia sido investigado por outro caso de estupro de vulnerável.
A demissão foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande desta terça-feira (31), mas foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pela secretária municipal de Administração e Inovação Andréa Alves Ferreira Rocha. A portaria tem efeito a partir de 1º de abril.
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O boletim de ocorrência foi registrado pela vítima no final de janeiro; no entanto, o caso só veio à tona no começo de março. Segundo a jovem, o estupro aconteceu em julho de 2019, quando ela tinha 15 anos.
À polícia, a vítima contou que estava na residência do irmão, durante o período de férias escolares, quando o suspeito, pessoa conhecida da família e frequentador da mesma igreja, foi até o imóvel. Conforme o relato, o irmão e a cunhada teriam saído, deixando a adolescente sozinha na casa.
Minutos depois, o homem teria entrado no imóvel e, segundo a denúncia, levado a adolescente para um quarto, onde ocorreu o abuso. A vítima relatou que houve dor intensa e sangramento.
Ainda conforme o registro policial, após o ato, o suspeito deixou o local e, posteriormente, retornou para entregar um comprimido, dizendo que seria contraceptivo de emergência. A jovem também afirmou que foi ameaçada para que não contasse o ocorrido, sob risco de sofrer represálias contra familiares.
Segundo o boletim, o investigado tinha livre acesso à residência por ser pessoa de confiança da família. A vítima relatou que, em razão do trauma e do medo, desenvolveu problemas psicológicos ao longo dos anos.
Ela pediu medidas protetivas contra o pastor que também atua como coordenador de um Centro de Convivência do Idoso. O acusado já foi investigado por outro estupro de vulnerável.
Afastamento - No dia seguinte ao caso virar notícia, o homem pediu afastamento da diretoria do CONSEPACG (Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande). O comunicado oficial foi publicado pelo conselho na terça-feira (3) em um perfil no Instagram.
Segundo a nota, o pastor integra o Conselho de Ética da entidade e pediu o afastamento enquanto os fatos são esclarecidos. O pedido foi apresentado de forma espontânea e analisado em reunião regularmente convocada, sendo aceito pelo colegiado.
No mesmo dia, ele foi afastado pela Prefeitura de Campo Grande da coordenação do CCI. Através de nota, o Município alegou que ele permaneceria fora do cargo até a conclusão das apurações dos fatos.
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