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Capital

Plano que libera R$ 22,8 milhões à Santa Casa será entregue sexta-feira

Dinheiro ficou parado desde dezembro nos cofres da prefeitura, enquanto não houve acordo entre as partes

Por Nyelder Rodrigues | 03/03/2021 19:00
Santa Casa garante que cumprirá metas e poderá ter acesso ao recurso destinado pelo Governo Federal e parado desde dezembro (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)
Santa Casa garante que cumprirá metas e poderá ter acesso ao recurso destinado pelo Governo Federal e parado desde dezembro (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

Santa Casa e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) vão entregar na próxima sexta-feira (5) ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) o plano de trabalho que define as metas a serem cumpridas pelo hospital e é condição para que a instituição recebe os R$ 22,8 milhões parados nos cofres da prefeitura.

A verba, destinada pelo Governo Federal em dezembro, está retida até que o documento seja entregue ao MP, que fiscalizará o cumprimento do mesmo. Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, a recomendação de adoção de metas qualitativas e quantitativas veio da Sesau e a administração do hospital decidiu acatar a sugestão.

Assim que for entregue o plano, também será assinado o termo aditivo liberando o recurso para o hospital, encerrando assim mais um imbróglio entre gestão municipal de Campo Grande e a Santa Casa local, algo que é recorrente.

Entre as metas a serem cumpridas, está a criação de uma comissão com membros das pastas de Finanças e Saúde da prefeitura, além da Saúde estadual e da própria Santa Casa para "dar apoio ao processo de equilíbrio econômico-financeira" do hospital, segundo o plano. O grupo terá pleno acesso aos dados internos e pagamentos.

"Esse grupo de trabalho vem fortalecer e contribuir com a tomada de decisões em um dos momentos de maior dificuldade para os hospitais filantrópicos", destaca a Santa Casa, já em texto enviado através da assessoria de imprensa e em tom conciliador, completando ainda que a pandemia agravou a situação financeira do hospital.

Além disso, a Santa Casa terá que assumir metas quantitativas como 40 cirurgias de quadril, 100 cirurgias de catarata, 100 tomografias, 50 cateterismos e 20 consultas mensais de neuroclínica para que possa ter acesso ao recurso.

A lista fica completa ainda com 50 procedimentos neurológicas - 20 de tumor, 20 da coluna e 10 de troca de válvula. Fora da esfera financeira, a Santa Casa terá que encerrar a recusa de pacientes oriundos do SUS (Sistema Único de Saúde), regulados pelo sistema municipal, sob alegação de que não há equipes e outros recursos.

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