Prefeitura abre atendimento na Sala do Migrante e ofertará vagas do Primt
Diretor-presidente da Funsat diz que parceria será formalizada por meio de termo de cooperação com o MTE

Com o aumento do número de imigrantes em Campo Grande, a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) vai instalar, ainda neste mês, uma unidade de atendimento dentro da Sala do Migrante, na região central da cidade. No local, serão ofertadas vagas pelo Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho), com oportunidades na própria prefeitura, além de encaminhamento para empregos no mercado formal.
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A Funsat instalará em abril uma unidade de atendimento na Sala do Migrante, em Campo Grande, para ampliar a inserção de estrangeiros no mercado de trabalho. O espaço concentrará vagas do programa de inclusão e do mercado formal, funcionando como ponto de triagem e auxílio documental. A iniciativa cumpre a Lei nº 7.473/2025, que destina 5% das vagas ao público migrante. Além do emprego, a fundação oferece cursos de português e suporte jurídico para apoiar os imigrantes na capital.
A informação foi compartilhada nesta quarta-feira (1º) pelo diretor-presidente da fundação, João Henrique Bezerra da Silva, durante prestação de contas semestral na Câmara Municipal.
Segundo ele, a parceria será formalizada por meio de termo de cooperação com a superintendência regional do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), com assinatura prevista no estande da prefeitura durante a Expogrande, entre os dias 9 e 18 de abril. "Assim que o termo for assinado, iremos começar os atendimentos", explica o diretor-presidente da Funsat.
A Sala do Migrante já funciona na sede regional do MTE, na Rua 13 de Maio, e oferece acolhimento, regularização documental e emissão de Carteira de Trabalho. Com a entrada da Funsat, o espaço passa a concentrar também vagas do Primt e do banco de empregos da fundação. A proposta é transformar o local em ponto de triagem para inserção de imigrantes no mercado de trabalho.

“Por lá, faremos o filtro dos imigrantes que possam ser integrados ao Primt, encaminharemos ao emprego formal aqueles que já estiverem aptos e daremos a eles todo o subsídio necessário na cidade”, explica João Henrique.
A medida acompanha alterações recentes no programa, estabelecidas pela Lei nº 7.473/2025, sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) em outubro do ano passado. A norma ampliou cotas sociais, flexibilizou critérios de acesso e criou novas regras de participação.
O Primt passou a reservar 5% das vagas para imigrantes, incluindo refugiados e solicitantes de refúgio, e 3% para pais e mães de filhos com deficiência. As cotas se somam às já existentes para pessoas com deficiência, negros e indígenas.
Entre as mudanças, o tempo mínimo sem vínculo formal de trabalho caiu de seis para três meses. A legislação também incluiu novas funções, como auxiliar de intérprete de espanhol e auxílio operacional, e limitou a participação a um integrante por núcleo familiar.
Segundo o diretor-presidente da Funsat, a fundação mantém parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para oferecer curso de português a imigrantes, etapa considerada essencial para o ingresso no programa e no mercado de trabalho. Ele afirma que também há articulação com a Defensoria Pública para encaminhamento de trabalhadores a unidades como o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Zé Pereira e o Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua).
Atualmente, 17 imigrantes participam do Primt. O número ainda é considerado baixo, mas a expectativa é de crescimento com a nova estrutura. Entretanto, segundo João Henrique, o atendimento na Sala do Migrante deve funcionar de forma contínua, com encaminhamento tanto para o programa quanto para vagas formais. “Das duas áreas a gente vai conseguir atender”, afirmou.
Dados do Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que Campo Grande tem 1.964 moradores nascidos em outros países. A maioria é da Venezuela, com 830 pessoas, enquanto a menor comunidade é de Uganda, com 18. Em Mato Grosso do Sul, são 17.704 estrangeiros.
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