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Capital

Prefeitura prevê desapropriar áreas para asfalto e drenagem em 4 bairros

Terrenos somam cerca de 2,1 mil m² e ficam entre a Rua Matheus Lescano e o Córrego Lageado

Por Kamila Alcântara | 11/10/2026 17:56
Prefeitura prevê desapropriar áreas para asfalto e drenagem em 4 bairros
Área impactada pelo decreto; ponto em azul é a Rua Matheus Lescano e a faixa amarela é a Avenida Guaicurus (Imagem: Reprodução/Sisgram)

A Prefeitura de Campo Grande pretende usar partes de terrenos particulares para obras de asfalto e drenagem no complexo que reúne Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. Um decreto assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP) declara essas áreas de utilidade pública, etapa para que o município possa desapropriá-las.

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A Prefeitura de Campo Grande declarou de utilidade pública, por decreto da prefeita Adriane Lopes (PP), cerca de 2,1 mil metros quadrados de terrenos particulares no Bairro Centenário, região do Anhanduizinho. As áreas, entre a Rua Matheus Lescano e o Córrego Lageado, serão usadas em obras de asfalto e drenagem no complexo do Aero Rancho. A medida é etapa para a desapropriação, sem votação na Câmara. O decreto não informa valores, prazos nem os proprietários.

Os terrenos somam cerca de 2,1 mil metros quadrados e ficam entre o final da Rua Matheus Lescano e o Córrego Lageado. Segundo a prefeitura, as obras precisam ocupar essas áreas particulares para executar a pavimentação e a rede destinada ao escoamento da água da chuva.

A medida foi tomada por decreto do Executivo, sem votação na Câmara Municipal. O documento não é um projeto de lei submetido aos vereadores.

São quatro porções de terrenos no loteamento Vila Aimoré II, no Bairro Centenário, região do Anhanduizinho. Duas ficam de frente para a Rua Matheus Lescano e somam aproximadamente 186 metros quadrados. As outras duas fazem divisa com o córrego e totalizam cerca de 1.963 metros quadrados. O decreto indica que parte dos imóveis permanecerá com o proprietário.

A declaração não significa que os terrenos já pertençam à prefeitura. O documento estabelece a finalidade da desapropriação, mas não informa quanto o município pretende pagar pelas áreas nem quando ocorrerá a transferência.

Também não há previsão de início ou conclusão das obras, valor do investimento ou identificação dos proprietários.

O decreto cita o processo administrativo nº 084079/2026-61, mas a reportagem não teve acesso aos documentos para consultar os detalhes da intervenção e da desapropriação, pois não estão disponíveis em nenhuma das ferramentas do Portal da Transparência municipal.

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