Estudo prevê novo loteamento com 642 casas na Chácara dos Poderes
Empreendimento de alto padrão terá 184 hectares e deve abrigar 1,6 mil moradores em Campo Grande
Prefeitura de Campo Grande, por meio da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) apresentará em outubro o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) do novo loteamento fechado Hectares Park & Resort, que prevê 642 casas em área de 184 hectares na Estrada EW2, entre os bairros Chácara dos Poderes e Jardim Noroeste, na saída para Cuiabá, em Campo Grande.
RESUMO
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Campo Grande se prepara para receber um novo loteamento fechado de alto padrão. O Hectares Park & Resort, previsto para a Chácara dos Poderes, contará com 642 casas em uma área de 184 hectares. O empreendimento, voltado para famílias com renda superior a R$ 100 mil, prevê terrenos com média de 1.340 metros quadrados e infraestrutura completa, incluindo praças, salão de festas e espaços comerciais. O estudo de impacto de vizinhança, a ser apresentado em outubro, indica baixo risco de congestionamento, apesar do acréscimo de mais de 1.600 veículos na região. A previsão é de que os moradores utilizem serviços privados, minimizando o impacto na rede pública. O projeto prevê ainda a recuperação da área atualmente degradada, com atenção à permeabilidade do solo e à preservação ambiental. A implantação completa do loteamento, incluindo redes de saneamento e pavimentação, está estimada em quatro anos.
Conforme a apresentação, o empreendimento terá como público famílias de alta renda e surge após outorga onerosa que transforma área rural em urbana.
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O texto prevê terrenos com área média de 1.340 metros quadrados e infraestrutura de condomínio fechado, incluindo praças, portarias, salão de festas e dois lotes comerciais. A estimativa é de 1.643 moradores, com perfil de famílias de renda superior a R$ 100 mil por mês, adultos entre 40 e 70 anos e escolaridade de nível superior.
Na mobilidade, o empreendimento deve acrescentar 1.605 veículos à região e terá acesso pela Estrada EW2, que ganhará uma rotatória. O tráfego foi classificado com nível de serviço A, o que significa baixo risco de congestionamento.

O estudo também analisou os impactos sobre escolas, unidades de saúde e assistência social. Como o público deve usar serviços privados, não haverá pressão sobre a rede municipal, que conta com nove EMEIs (Escolas Municipais de Educação Infantil) e três unidades básicas de saúde a até 4,5 quilômetros do local.
A área atual é descrita como degradada, com solo exposto e vegetação comprometida. O estudo prevê taxa mínima de 30% de áreas permeáveis para infiltração da água da chuva e aponta que não há espécies ameaçadas de extinção na área.
O terreno fica próximo à APA (Área de Proteção Ambiental) do Córrego Lageado, responsável por 12% da água de Campo Grande, mas o estudo discorre que não haverá impacto direto sobre a unidade de conservação.
O levantamento, no entanto, aponta necessidade de ampliar redes de esgoto e abastecimento, já que a área não conta com cobertura total da Águas Guariroba. A coleta de lixo será centralizada dentro do condomínio e levada ao aterro do Dom Antônio Barbosa, sob responsabilidade da concessionária Solurb.

A operadora calcula consumo diário de 328 mil litros de água potável, geração de 262 mil litros de esgoto e produção de 1,6 tonelada de lixo por dia. A previsão é de 50 toneladas de resíduos por mês, com coleta três vezes por semana em regime centralizado.
Por fim, o condomínio terá nove áreas de uso comum, como praças, portarias, salão de festas e depósito de resíduos sólidos, além de dois lotes comerciais com acesso externo. O detalhamento técnico indica que a Estrada EW2, que dá acesso ao local, não possui pavimentação e deverá ser reestruturada.
Caso aprovada, a implantação das redes de saneamento, energia, fibra ótica, gás encanado e pavimentação será feita em quatro anos. O período mais intenso será entre o 18º e o 36º mês, quando ocorrerão simultaneamente obras de drenagem, instalação de redes e pavimentação.
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