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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

17/09/2019 18:28

Prefeitura recua e vai ampliar debate sobre uso do Hotel Campo Grande

Mas o presidente da Emha alerta para o risco de perder recurso federal caso debate demore

Tainá Jara
Projeto para adequação do prédio do Hotel Campo Grande para receber moradias faria homenagem ao poeta Manoel de Barros (Foto: Divulgação)Projeto para adequação do prédio do Hotel Campo Grande para receber moradias faria homenagem ao poeta Manoel de Barros (Foto: Divulgação)

Diante das polêmicas, a prefeitura de Campo Grande recuou no projeto para implantação de moradias populares na região central. A ideia é adquirir o prédio do antigo Hotel Campo Grande, localizado na rua 13 de Maio, e transformar os 84 aposentos do local em 117 apartamentos, no entanto, como não foi bem recebida por lojistas e gerou questionamento dos vereadores, o processo foi paralisado para debater o assunto.

O diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação), Enéas José de Carvalho, explicou que foi necessário “dar uma freada” nos trâmites para aquisição de recursos e também nas negociações com os proprietários do prédio. “A discussão tomou outro caminho. Um caminho distorcido que não deveria ter tomado”, lamentou.

Para evitar novas polêmicas, o projeto será apresentado novamente ao governo Federal apenas depois de passar por discussão no CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização) e por audiência na Câmara de Vereadores. “Nós optamos em levar por outra linha de discussão para não sermos objeto de críticas infundadas”, explicou Carvalho.

O risco, conforme o diretor, é reduzir as chances de viabilizar recursos federais para o projeto, já que a distribuição no Pró-Moradia se dá por ordem de apresentação de propostas. Em agosto, o prefeito Marquinhos Trad foi até Brasília (DF) tentar viabilizar R$ 38 milhões do programa, que tem a linha chamada Retrofit, para execução da reforma.

Na época, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) emitiu nota criticando o projeto. O principal alvo dos questionamentos era o custo para tornar o antigo hotel habitável. A entidade estima que valor seria 42% maior do que o divulgado pela prefeitura.

O município calcula que R$ 13 milhões para compra e outros R$ 25 milhões para obras seriam suficientes para executar o projeto. Já nos cálculos da CDL, só a reforma ficaria em torno de R$ 29 milhões e a compra do imóvel é de R$ 25 milhões, totalizando 54 milhões.

 

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