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Capital

Prefeitura repara rua que virou cachoeira e atolou carros no Parque do Sol

Buracos foram aterrados nesta terça, com serviço paliativo de compactação após cratera prender veículos

Por Jhefferson Gamarra e Kamila Alcântara | 20/10/2026 16:35

A Prefeitura de Campo Grande realizou, nesta terça-feira (20), reparos na Rua Professor Antônio Teófilo Cunha, no Parque do Sol, região sul da Capital, onde uma cratera aberta pela enxurrada deixou carros e um caminhão atolados e chegou a servir de cachoeira para crianças. O serviço foi paliativo, com aterramento dos buracos e compactação do material para melhorar as condições de tráfego no trecho.

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A Prefeitura de Campo Grande fez, nesta terça-feira (20), reparos paliativos na Rua Professor Antônio Teófilo Cunha, no Parque do Sol, com aterramento e compactação de buracos. A erosão provocada pelas chuvas da semana passada deixou carros e um caminhão atolados e serviu de cachoeira para crianças. Moradores afirmam que o problema se repete a cada chuva e cobram uma solução definitiva. A Sisep informou que as chuvas somaram 86,8 milímetros em 24 horas.

O problema ganhou repercussão na semana passada, depois das fortes chuvas que atingiram Campo Grande e provocaram uma erosão profunda na via. Moradores relataram dificuldades para entrar e sair de casa e cobraram providências para evitar novos transtornos.

Na tarde de quinta-feira (15), um caminhão carregado com refrigerantes ficou preso em uma vala na esquina com a Rua Leia Maria Barbosa Marques. O motorista tentou retirar o veículo, mas precisou de um guincho para conseguir sair do local.

Na manhã seguinte, sexta-feira (16), foi a vez de um Fiat Uno ficar com a parte dianteira presa na cratera, nas proximidades do número 415. O motorista, Gustavo Falcão, de 21 anos, contou que fazia uma entrega quando percebeu o buraco, mas não conseguiu frear a tempo. A família precisou acionar um guincho para retirar o carro.

Além dos dois veículos, moradores afirmaram que um Corsa e um Prisma também caíram na vala. A erosão deixou terra exposta e dificultou a passagem pela rua, que tem trechos asfaltados, mas apresenta pontos com buracos, lama e vegetação avançando sobre a pista.

A situação também chamou atenção por um vídeo gravado na quarta-feira (14), que mostra crianças brincando na cratera enquanto a água da chuva escorria pelo local, como uma cachoeira. As imagens foram divulgadas em meio às reclamações sobre os riscos e a falta de condições adequadas de circulação.

Na semana passada, moradores relataram que os transtornos se repetem sempre que chove. Daiane do Carmo Oliveira, de 31 anos, afirmou que os alagamentos dificultam a entrada e a saída de veículos das residências.

“Toda vez que chove é esse alagamento, a gente que tem carro não consegue sair nem entrar em casa. A rua toda está abandonada, toda esburacada e com um matagal na frente. Toda chuva tem carro atolando, moro há anos aqui e sempre é essa situação”, relatou.

O prestador de serviços Sérgio da Silva Prestes, de 46 anos, também cobrou uma intervenção capaz de resolver o problema. Segundo ele, reparos anteriores não foram suficientes para garantir o escoamento da água e impedir que a enxurrada provocasse novos danos.

“Tem que fazer algum serviço aqui e fazer um serviço que presta, não meia-boca”, afirmou. Ele também relatou que os moradores já haviam pedido alterações para direcionar o excesso de água e reduzir os estragos provocados pela força da enxurrada.

Edilson da Costa, de 51 anos, que mora na região há seis anos, disse que a vala em frente à residência impede a passagem de seu carro e o obriga a recorrer ao transporte por aplicativo para sair de casa.

“Eu pago o Uber para sair de casa porque eu não tenho condições de sair com meu carro”, relatou.

Chuva provocou transtornos em outros bairros - Os problemas no Parque do Sol ocorreram durante um período de chuva intensa em Campo Grande, que também provocou alagamentos e enxurradas em outros bairros, principalmente na região sul.

Dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), divulgados na ocasião, apontaram acumulados de até 83,8 milímetros de chuva em 24 horas no Jardim Panamá. Na região do Córrego Anhanduizinho, o volume chegou a 80,4 milímetros no mesmo período.

Após os primeiros incidentes, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que as chuvas haviam acumulado 86,8 milímetros em 24 horas e provocado transtornos em diferentes pontos da cidade, incluindo a Rua Professor Antônio Teófilo Cunha. Na ocasião, a pasta afirmou que os serviços para melhorar as condições de tráfego na via deveriam começar nos dias seguintes, assim que o tempo permitisse.