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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

02/09/2013 22:09

Prefeitura retira "fraldão" de defunto, mas vai encarecer serviço funerário

Vinícius Squinelo e Lidiane Kober

A Prefeitura de Campo Grande não cedeu e vai manter a licitação das funerários com regras que vão pesar no bolso de quem necessitar do serviço. Após nova reunião, realizada na noite desta segunda-feira (2), o edital para a escolha das empresas que vão explorar a área nos próximos cinco anos foi aprovado e será publicado, novamente, em Diário Oficial. O único avanço foi a retirada do "fraldão" em todos os caixões 

A licitação chegou a ser aberta em junho, mas foi cancelada a pedido dos empresários. Quem atua no setor garante que o preço do enterro vai ficar mais caro em Campo Grande. Hoje, um enterro “básico” custa em média R$ 700, valor que deve passar para R$ 1.060 com a nova licitação, um aumento de 51,4%, segundo cálculos de representantes das funerárias.

Mesmo com o aumento no custo, a conversa com o Executivo foi considerada ótima pelos empresários do setor. “Estamos contentes, houve um grande avanço buscando um padrão de qualidade maior, e agora podemos ter uma relação boa com a nova administração”, afirmou Ilmo Cândido, representante dos empresários do setor funerário.

“Não houve nenhum avanço, só tiraram a obrigação do ‘fraldão’, o resto vai tudo ficar mais caro”, discordou Haroldo Borralho, coordenador de Meio Ambiente do Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares, que esteve presente na reunião, que contou também com empresários e a Associação Brasileira da Cidadania e Consumidor. Ele citou a retirada do manto funerário, conhecido como "fraldão", que custa mais de R$ 80.

A Prefeitura também se negou a realizar uma audiência pública sobre o tema. A criação de um serviço 0800 para informação do cidadão também não foi aceita.

A diretora da Agereg (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados), Ritva Vieira, que coordenou a reunião, não comentou o caso e informou, via assessoria de imprensa, que vai emitir uma nota oficial amanhã.

Custos - O encarecimento do serviço é resultado de novas taxas que a prefeitura pretende passar a exigir. Além da outorga de R$ 20 mil para as funerárias participarem da concessão, a administração municipal quer 2% dos lucros das empresas e aumentou para R$ 150 a taxa de sepultamento por corpo.

No edital, a prefeitura promete que o custo do enterro de um adulto será de R$ 840 a no máximo R$ 2,1 mil, sem contar o gasto com a capela para o velório, que deve variar de R$ 280 a R$ 560.



É um absurdo isso. Hoje só um túmulo com duas gavetas no Santo Amaro não sai por menos de R$ 2 mil reais. E olha que ela é simples, sem nada além de um buraco com cimento. E quando você vai na sede da empresa que cuida do cemitério, se depara com a fachada de uma locadora de veículos. No mínimo curioso isso. Já me falaram que esse preço é exorbitante, uma vez que o cemitério é público. Teria uma máfia por detrás disso tudo? Seria um valor cobrado ilegalmente? E quanto ao crematório pq uma cidade como a nossa ainda não tem? Muita coisa contada pela metade... Deve ter gente lucrando indevidamente com a dor alheia. O Santo Amaro e o Cemitério do Cruzeiro ficam às moscas e a prefeitura cobrando taxas? Sei não...
 
ana britez em 03/09/2013 10:56:00
Não bastasse a precariedade da saúde publica de nosso município, ainda vem a Prefeitura com esse aumento exorbitante. Acho que tem alguém da Prefeitura ganhando em cima, pois sem assistência hospitalar o cidadão morre, morrendo e obrigado a realizar o funeral e fazer o enterro a um preço elevadíssimo, estranho isso. Acorda Campo Grande.
 
Marcos Ferreira em 03/09/2013 08:52:41
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