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Capital

Prefeitura terá 470 fiscais na rua para verificar respeito a regras no comércio

Secretário destaca que guardas municipais, fiscais da Semadur, vigilância e Agetran serão os "olhos da prefeitura"

Por Rosana Siqueira e Viviane Oliveira | 05/04/2020 11:13
Titular da Semadur informa que hábitos deverão ser modificados. (Marcos Maluf)
Titular da Semadur informa que hábitos deverão ser modificados. (Marcos Maluf)

Cerca de 470 pessoas devem sair às 7h30 da amanhã da sede da prefeitura para fiscalizar o retorno do comércio e outras atividades em Campo Grande. Será um ato simbólico, para o município mostrar mão firme em relação às regras impostas para o retorno gradual ao trabalho.

Serão 150 guardas municipais aproximadamente, 130 fiscais da vigilância Sanitária, 120 da Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana), e 70 da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), espalhados pelas sete regiões da Capital.

A informação foi repassada pelo secretário Luiz Eduardo Costa, da Semadur que esteve em reunião nesta manhã na Esplanada Ferroviária, com o prefeito Marquinhos Trad, equipes da Sesau, Vigilância, Semadur, e Agetran para definir ações do plano de contenção de riscos.

O titular da Semadur destaca que daqui para frente as pessoas vão ter que se adaptar a este estilo de vida. “A doença vai avançar e as pessoas podem morrer. A pessoa terá que manter a distância e evitar aglomerações. Isso passará a ser automático daqui a alguns meses”, salientou.

“Agora estamos no inicio do problema. Não se trata de ser alarmista mas sim atentar para uma realidade que vai acontecer. As pessoas precisam lembrar que vai ser preciso passar por isso. Não tem saída”, enfatizou.

A partir de amanhã (6), boa parte do setor de serviço e o comércio varejista de Campo Grande, que está com suas atividades suspensas desde o último dia 21 de março, voltará a funcionar, seguindo uma série de recomendações que visam evitar aglomerações e preservar o distanciamento mínimo de 1,5 metro. Além de medidas para reforçar a higienização do ambiente e disponibilidade de álcool em gel para os clientes. Na primeira semana, o horário de funcionamento vai das 9h às 16h30.

No início da semana passada foi flexibilizada a quarentena para as lojas de material de construção, lotéricas, agências bancárias, setor industrial e a construção civil. Desde o dia 27, os restaurantes voltaram a funcionar, com redução de 70% da capacidade. Não houve interrupção em setores considerados essenciais, como supermercados, farmácias e postos de combustível.

Decreto publicado nesta sexta-feira (03), em edição extraordinária do Diário Oficial, estabeleceu o plano de diretrizes para o enfrentamento da COVID-19 nas atividades econômicas e sociais de Campo Grande. O plano, com base em critérios de biossegurança, define o calendário para reabertura gradativa das atividades comerciais, classificadas numa escala de 0 a 5, levando em conta a possibilidade (por conta das suas características) sendo maior ou menor de manutenção das condições de isolamentos social.

De acordo com o secretário Luiz Eduardo, buscou-se o equilíbrio para que, gradualmente, o Município retome suas atividades, garantindo aos empregados e empregadores segurança jurídica, econômica e sanitária, e principalmente “a segurança e integridade à sua vida e de seus familiares”.

No próximo dia 13 serão reabertas as atividades classificadas com pontuação 2 e 3, em que foram incluídos o mercadão e o camelódromo. Eles terão de apresentar um Plano de Contenção de Riscos (biossegurança), que deve demonstrar como se dará a adoção de medidas eficazes para evitar a disseminação do vírus no seu funcionamento.

“As decisões da administração estão sendo tomadas, baseadas em estudos cientificamente comprovados. O prefeito está respaldado por uma grande quantidade de técnicos que estudam diariamente as orientações dos órgãos competentes”, garante o secretário.

Bancos também voltam, mas com regras de distanciamento.
Bancos também voltam, mas com regras de distanciamento.

Bom senso – O secretário voltou a reafirmar a necessidade de que a população tenha bom senso. “Sabemos que tem manicure indo atender na casa da pessoa, comerciante de bairro abrindo no fundo da loja. Mas enfim o que deve prevalecer é o bom senso dos cidadãos. Não adianta por exemplo ficar cinco dias em casa de quarentena com os filhos e chega no final de semana vai todo mundo para o mercado. Isso terá que ser de cada pessoa”, acrescentou.

A mudança de hábitos também é preconizada pelo secretário. “A população terá que aprender a trabalhar diferente e viver diferente. Essa doença não sabe por quanto tempo sem vacina, sem remédio. Então será de cada um  terá que se adaptar e adotar modo de vida diferente”, finalizou.