A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

12/08/2013 07:00

Rochedinho, onde morar é "uma felicidade imensa" para 1.093 pessoas

Aliny Mary Dias
Rochedinho, onde morar é uma felicidade imensa para 1.093 pessoas

O caminho não é tão longo, pouco mais de 24 quilômetros separam Campo Grande de Rochedinho, distrito com 1.093 habitantes e 404 casas construídas. Apesar da proximidade com a Capital do Estado, os moradores cultivam uma vida pacata, porém repleta de sonhos, alegrias e angústias.

Para chegar até Rochedinho é simples, o caminho começa na avenida Tamandaré ao norte de Campo Grande, passa pelo Parque do Peão e continua pela MS-010. O trecho está em obras e até o fim desse ano a rodovia deve deixar o cascalho de lado para entrar nos tempos da pavimentação asfáltica.

A reportagem passou uma manhã na região considerada pelos moradores como “esquecida pela Capital”, já que em assunto de distrito, o primeiro a despontar na mente dos campo-grandenses é Anhanduí, com seus doces, conservas e queijos típicos vendidos na beira da estrada.

A avenida principal do distrito possui quatro bares, uma conveniência, dois comércios de ração, medicamentos animais e uma recém-inaugurada loja de roupas. A escola municipal e o posto de saúde também estão no centro. Apesar de possuir uma vila de casas afastada das chácaras e fazendas, toda a região é considerada rural, segundo o último senso demográfico de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os registros históricos do distrito são raros e a data de fundação do local não é unanimidade entre os moradores. Alguns dizem que a vila começou a ser construída há mais de 100 anos e outros contam que os funcionários de fazendas se aglomeraram e abriram o espaço na mata há 60 anos. De concreto, apenas um documento do IBGE que apresenta dados de Rochedo, cidade próxima ao distrito. O local começou a ser povoado em 1931 por imigrantes nordestinos.

“Eu não tenho do que reclamar de Rochedinho, eu me dou bem com todo mundo e é uma felicidade imensa morar aqui, diz Julio (Foto: Cleber Gellio)“Eu não tenho do que reclamar de Rochedinho, eu me dou bem com todo mundo e é uma felicidade imensa morar aqui", diz Julio (Foto: Cleber Gellio)

E foi da região nordeste do país que veio Julio Pereira de Melo, seo Julinho, de 84 anos, um dos moradores mais antigos do distrito. O chacareiro vive há 60 anos na região e após criar os 14 filhos com o trabalho de peão, hoje vive em uma chácara perto da vila. A fiel companheira é dona Rosa Silva, 72 anos.

O pernambucano de sotaque arrastado se tornou um sul-mato-grossense com coração rochedense. Julinho relembra dos tempos de trabalho e suor para derrubar árvores que deram lugar ao distrito.

"A gente trabalhava de sol a sol, às vezes, ficávamos um dia pra derrubar uma árvore grande. Quando eu cheguei aqui só tinha mato e uns barracos de madeira, hoje tem chácaras, fazendas e casas bonitas na vila”, relembra.

Rua principal da cidade tem bares, conveniência, escola e posto de saúde (Foto: Cleber Gellio)Rua principal da cidade tem bares, conveniência, escola e posto de saúde (Foto: Cleber Gellio)

Feliz e realizado com o “pedaço” de 26 hectares conquistado com o dinheiro juntado durante 14 anos, Julinho vive de uma aposentadoria retirada todos os meses em Campo Grande, da criação de porcos, galinhas e das 20 cabeças de boi que restaram da época das “vacas gordas”.

“Eu não tenho do que reclamar de Rochedinho, eu me dou bem com todo mundo e é uma felicidade imensa morar aqui. A gente trabalhou muito enquanto novo e agora consegue viver tranquilo”, conta.

Geraldo cuida da horta de casa, mas o sonho mesmo é morar em um asilo (Foto: Cleber Gellio)Geraldo cuida da horta de casa, mas o sonho mesmo é morar em um asilo (Foto: Cleber Gellio)

Os elogios e a alegria estampada no rosto do pernambucano são bem diferentes da vida levada por Geraldo Gomes de 75 anos. O aposentado vive há 50 anos no distrito e após décadas dedicadas ao desenvolvimento da região, tem como maior sonho a mudança para um asilo.

“Eu quero mesmo ir pra um asilo e ter com quem conversar. Aqui o pessoal arranja muita confusão por causa da bebida e eu sou muito sozinho”, desabafa o homem que vive em uma casa de três quartos e um quintal com uma horta cuidada com o amor que ele dedicaria a um filho, se tivesse se casado e encontrado a tão sonhada “companheira”.

Geraldo é o retrato da solidão, uma realidade comum vivida por idosos em grandes cidades, mas também presente nos recantos interioranos. Apesar de ser conhecido por todos, o morador do distrito aparenta viver uma profunda depressão agravada por problemas em conseguir atendimento médico, reclamação unânime entre os moradores.

“Médico só tem duas vezes por semana e é difícil marcar. Eu tenho problema de úlcera e tive que parar de trabalhar, às vezes consulto aqui no posto, mas a dor é grande”, explica.

A rotina do aposentado se resume ao pão com café nas primeiras horas do dia, o cuidado da horta, o almoço preparado por ele e algumas voltas na vila. Apesar de querer vender a casa onde mora e se mudar para o asilo, Geraldo admite que Rochedinho é um bom lugar pra viver.

“É bem tranquilo sim, a gente consegue plantar algumas coisinhas aqui no quintal e vai vivendo como dá. Bom mesmo era quando trabalhava nas chácaras como peão, hoje eu vou levando a vida e não tenho muito que esperar do futuro”, desabafa.

Flavio vive há dois anos em Rochedinho e sonha com futuro melhor para os filhos (Foto: Cleber Gellio)Flavio vive há dois anos em Rochedinho e sonha com futuro melhor para os filhos (Foto: Cleber Gellio)

Se para alguns o distrito é lugar de boas lembranças do passado, para outros é a realidade presente e a possibilidade de uma vida melhor no futuro. Flavio Wesley tem 31 anos e há 2 vive em Rochedinho. Ele se mudou de Terenos com a mulher e os três filhos pequenos para trabalhar em uma fazenda da região. Hoje o casal comanda a conveniência que fica logo na entrada do distrito.

Bem-humorado e com a esperança de poder dar um futuro repleto de estudo para os filhos, o jovem não cansa de contar os benefícios em morar perto da cidade grande, mas longe o suficiente para não se envolver com “coisas erradas”.

“É um lugar muito pacato que está se desenvolvendo bastante. Quando o asfalto da rodovia ficar pronto, tenho certeza que vai trazer muita coisa boa pra gente. O bom é que conseguimos ir para cidade bem rápido, mas bom mesmo é viver no mato”, brinca.

A pouca idade dos filhos de Wesley faz com que o comerciante não se preocupe com o futuro nos próximos anos, já que a escola do distrito oferece o ensino do 1º ao 9º ano, mas quando as crianças, que possuem entre 2 e 7 anos, atingirem a adolescência, aí o pensamento pode ser outro.

“Mesmo gostando muito de viver aqui, a gente pensa em ir pra cidade pra dar um estudo melhor para os filhos. A gente precisa pensar no futuro deles, o importante é que somos muito felizes vivendo aqui”.

Fátima morou 10 anos em Campo Grande, mas não troca a paz de Rochedinho novamente (Foto: Cleber Gellio)Fátima morou 10 anos em Campo Grande, mas não troca a paz de Rochedinho novamente (Foto: Cleber Gellio)

A maioria dos que vivem em Rochedinho imigrou do nordeste ou vivia em chácaras e fazendas do interior do Estado. Mas há quem tenha escolhido o distrito como casa apesar de possuir residência em Campo Grande e ter morado 10 anos na Capital.

Fátima Guilherme tem 63 anos e comanda um comércio de produtos animais no centro da vila. A aposentada mora com o marido em uma chácara no distrito e fala com orgulho da vida que leva no lugar. Vaidosa, a mulher explica por que deixou Rochedinho para viver em Campo Grande por uma década.

“Eu tive que sair daqui para criar meus filhos. Aqui ainda não tem ensino médio e eu fui pra cidade pra dar um estudo melhor pra eles e foi muito bom, hoje eu tenho até uma filha médica”, conta.

Mesmo conhecendo o conforto que as cidades oferecem, não passa pela cabeça de Fátima deixar o distrito novamente. “Eu só saio daqui quando morrer. Eu amo esse lugar, converso com todo mundo e é muito bom poder viver daquilo que a gente mesmo produz. Na cidade é uma correria, violência, acidente e as coisas são muito caras”, explica.

Apesar dos problemas da falta de médicos e da educação limitada do lugar, a aposentada tem na ponta da língua a justificativa que convence qualquer um de que mesmo com o ritmo de interior, a escolha de um distrito como casa não é coisa do passado.

“Eu posso chamar meus amigos para um almoço no fim de semana e vai ter três tipos de carne da nossa criação na geladeira, também vou preparar uma bacia cheia de salada. Se fosse na cidade e alguém falasse que ia almoçar na minha casa, eu ia começar a entrar em desespero pra ir no mercado e comprar comida pra todo mundo, ia faltar dinheiro porque tá tudo muito caro”, brinca.

Seu Julinho vive há 60 anos com dona Rosa e foi um dos primeiros moradores do distrito(Foto: Cleber Gellio)Seu Julinho vive há 60 anos com dona Rosa e foi um dos primeiros moradores do distrito(Foto: Cleber Gellio)


Temos uma pequena propriedade, no Município de Jaraguari MS.Mas felizmente estamos mais proxímos do Distrito de Rochedinho MT 445 km 09, My Ranchito Florido,Recanto da Elô, aonde fizemos Algumas amizades. Lugar pacato povoado por pessoas maravilhosas.Parabéns Rochedinho.
 
Dra. Eloiza Magna Brizuena Arcie em 23/09/2013 16:29:50
Nasci em Rochedinho, mas sai de la com 2 anos, porem sempre voltava para la, pois minha avo Maria Madalena tinha terra por la, meu tio Joaquim, goiano, casado com minha tia Olinda, meu tio Jovino, catarinense, casado com minha tia Omercinda, todos moraram la por muitas décadas. Era uma alegria pegar a jardineira do seu Godencio, la no vai ou racha e ir pra Rochedinho. Ja tinha a igrejinha e o campo de futebol. Todo sábado tinha baile no salão da igreja, meu tio Jovino era bom de dança. Domingo tinha missa e os picolezeiros de Campo Grande iam para la, vender picolé e era uma festa. Onde ficava o comercio e a igreja, o centro de Rochedinho, era chamado de patrimônio. Vou falar com meus primos que viveram por la mais tempo e pedir informações. minha prima Alda, conhece os antigos de la.
 
Adão Oliveira em 13/09/2013 14:59:57
A saudade é tão grande que apesar dos meus quase 60 anos completos em dezembro próximo, sinto uma vontade enorme de chorar de alegria misturada com tristeza, vendo comentários de todas essa pessoas, algumas citadas ja se foram, emboras mais novas que eu, sou irmão do Jose Ferreira Luiz e sobrinho do Dr. Jeova Ferreira de Oliveira, tenho na minha mente a configuração do antigo Rochedinho, a propriedade onde fui criado, nome de pessoas da época. Sugiro que combinemos com todas essa pessoas que manisfestaram sobre Rochedinho e reunimos para consolidar essas informações visando escrever um livro. Para o ano de 2014 estarei disponível para colaborar com tal tarefa. meu telefone é 9996 1173 ou 3318 5121. Muito interessante o nome do Professor Hildelbrando, citado pelo meu irmão, obrigado.
 
Oclécio Ferreira Luiz em 10/09/2013 11:04:06
Cont. Cel Quito, lá na beira do córrego. Que festa ir para a aula, na volta comíamos limas, mexericas, tomates da colônia japonesa, aliás é preciso lembrar deles( Os miyazatos, os miyashiros, simabukos e tantas outras famílias que não ora não recordo. Não posso esquecer de alguns parentes tia Maria Clara, tio João(tiquinho), quanta bondade desse casal.E os primos(Juracy, Manoel, Zezinho, quanta brincadeiras, quantas brigas. Se continuasse lembraria tantos fatos que acabaria cansando os leitores. Deixo apenas uma sugestão. Que tal se um historiador da estirpe e competência do Professor Hildebrando Campestrinim, meu dileto mestre dos tempos de faculdade, se encarregasse de resgatar e de imortalizar a história da nossa terra em uma obra literária.
 
JSOE FERREIRA LUIZ em 03/09/2013 10:21:13
Quito, lá na beira do córrego. Que festa ir para escola, pelo caminho comíamos frutas, tomates dos japoneses, aliás temos que lembrar da colônia (os myazatos, os miyashiros, e tantas outras famílias, não posso esquecer dos primos Juracy, Manoel, Zezinho, tia Maria Clara(quanta bondade, sem esquecer do Tio João(tiquinho) que homem bom! Se eu continuasse contaria tantas coisas que acabaria cansando os + leitores. Por fim deixo apenas uma sugestão, quem sabe um historiador da estirpe e competência de um Hildebrando Campestrini, meu estimado mestre na faculdades, se anime a resgatar as memórias do nosso torrão natal e a imortalize numa obra literária. Hoje moro em Campo Grande e sou Agente Tributário Estadual.
 
jose ferreira luiz em 03/09/2013 09:48:19
Sempre pesquisava na internet algum resquício histórico sobre Rochedinho - Ms, e não encontrava nada. Parecia um lugar sem memória. Lendo esta reportagem e vendo o depoimento de tantas pessoas conhecidas e parentes fiquei muito feliz e me animei a dar a minha contribuição. Sou neto de José Luiz de Oliveira e Jesuína F. Lemes, filho de Hildo F. Luiz e Yolanda F. Oliveira, ambos falecidos. Meu pai contava muitas histórias acerca dos primórdios do distrito, dizia que os avós, bem como a família do ilustre e empeendedor Joaquim Luiz de oliveira, nosso tio, chegaram ali por volta de 1940. Dizia que naquela época era tudo Mata Virgem, caçadas e tantas coisas.... Moramos em Rochedinho até o ano de 1967, época em que mudamos para Campo Grande. pra estudarmos, todavia estudei com o professor Geraldo no Cel Q
 
JOSE FERREIRA LUIZ . em 03/09/2013 09:36:16
E uma pena não terem lembrado do meu avô Leonidio Pereira da Silva, um dos fundadores de Rochedinho, sendo que tinha pensão, restaurante foi delegado e proprietário de terras que ainda possuímos nesse paraíso, que nós traz tanta lembranças onde ainda mora meu querido Tio Mauro Pereira da Silva mas parabéns pela reportagem falando de tão belo lugar.
 
JULIANO SILVA QUIRINO em 13/08/2013 21:44:38
Que bela reportagem, não sou um dos moradores antigos como tantos comentados acima, a pouco mais de 03 anos adquiri uma pequena chacara no "Rochedinho", e gostei muito de minha aquisição, tanto pela hospitalidade das pessoas, quanto pela região com ares de "mato", e tão proximo a um grande centro, falar das inumeras amizades que fiz nesse curto espaço de tempo torna-se redundancia, pois a grande maioria foi citada nos comentarios, (Dna Fatima, Militão, Seu Agenor, Edmilson, entre tantos). E estamos ainda mais felizes com a chegada do tão sonhado "asfalto", que para eles gerou longa espera, e pra minha sorte chegou rapido. Parabens ao povo do "Rochedinho", lugar de gente séria, honesta e trabalhadora, virtudes que faz muita falta nos dias de hoje
 
juares amaral em 13/08/2013 15:02:11
A emoção é forte e me leva de volta ao passado, onde tantas coisas boas vivi, na chácara do meu avô Manoel Theodorio Delmondes e vó Maura, com os tios (as), os primos (as). Que saudades, dos banhos de cachoeira nas terras dos Felix, da casa do tio Chico Regis e da madrinha Duzinha de minha mãe, ver o tio Julinho, ai me lembro também do Sr. Lola e D. Romona que moravam na curva. E de tantas lembranças fico feliz por ter conhecido o Rochedinho, e mais ainda por hoje tão longe dai poder ler esta bela matéria. E fica a dica para uma boa tese de monografia ou tese de pós graduação de história, O Rochedinho...
Obrigado e parabéns pela reportagem.
 
Neilo Batista em 13/08/2013 00:52:57
.....fiquei tão empolgada que gastei todos os caractéries, e ficaria aqui descrevendo cada momento feliz daquela infancia, me lembro muito dos moradores antigos:Sr. Agemiro Fialho e família, sr. Orlando Fialho que também foi Sub-Prefeito; sr. Elesbão e dona Dida; sr. Manoel Bispo e Família, sr, Manoel Marinho e familia;tia Catarina e familia, tio Arão Furtado e tia Negrinha, Sr, Ferrerinha e familia, sr. Manoel Lagoano e familia, sr. Julio Higa e família, sr, Passinho e família;tia Leca e tio Antonio, sr, Valdeci, dona Maria Cipriana;D. Maria gorda; sr. João de Deus;sr. Pedro Takiso; a familia Adania, nossa tantas outras......me lembro de cada casa, de todos os quintais onde se tinha diversas qualidades de frutas...., ainda temos um sitio em Rochedinho, onde passamos os finais de semana, c
 
silvia helena guimaães em 12/08/2013 21:48:13
e minha mãe dançava a noite toda, até hoje com 82 anos sua maior alegria é dançar....Estudei na Escola Estadual Capitão Emidio de Campos, onde tinha um unico professor SR. Geraldo, dava aula numa unica sala da primeira à quarta serie primária, onde as carteiras eram duplas, nossa que saudades....hoje nesta escola reside a sra. Agustinha, havia uma delegacia logo ali perto, naquela época era bem melhor de se viver...lembro que os moradores trocavam tudo, saco de arroz por saco de feijão, quando matava um porco ou uma vaca todos os vizinhos ganhavam um pedaço, levavam frutas do seu quintal pra casa do vizinho...tinha a época das fogueiras, o terço na igreja todas as noites, onde se rezavam a Ladainha "ora pro nopis", nossa que infância inesquecivel tivemos, e trabalhávamos muito também nos a
 
silvia helena guimarães em 12/08/2013 21:21:14
Nossa!!! fiquei muito surpresa com a reportagem, e achei espetacular, é como se um filme passasse pela minha vida....nasci e cresci nesse distrito de Rochedinho, me lembro de todas as famílias que lá habitavam, todas as chacaras nos arredores e seus moradores nós conhecía-mos todos, digo nós a familia do seu Telemaco da Costa Guimarães, falecido ha quase 2 anos, que se vivo estivesse teria o maior ougulho de falar ao Campo Grande News, foi um dos primeiros bolicheiros do distrito, foi leiteiro por muitos anos também, mas antes de tudo isso foi sub-prefeito por dois mandatos e juiz de Paz, tenho guardado comigo seu diploma, que muito me honrra, fez vários casamentos, e as festas de Igreja então!!! duravam 3 à 4 dias, com aquele bailão de chão batido, do tipo saibro.....e minha mae dançava a
 
silvia helena guimarães em 12/08/2013 21:00:50
Foi muito bom viver neste lugar, tenho muita saudades pois a minha família "Delmondes" também foi uns dos primeiros moradores e vale ressaltar ao meu padrinho Julinho que ainda vive neste belo lugar.
 
Neuza José Delmondes em 12/08/2013 21:00:40
Parabéns Aliny Mary Dias, excelente matéria...emocionada você me fez lembrar muito da minha infância feliz... sempre em nossas ferias escolares íamos para casa do meu querido tio Manoel Teodoro Delmondes e minha inesquecível tia Maura. E quando a noite caia sempre sobrava um tempinho para dar um dedinho de prosa com os primos queridos na casa de Seu Julinho pessoa muito querida e amada por todos os seu amigos e familiares.Assino em baixo tudo que já disse o meu primo Nelson Antonio no comentário acima...Feliz demais com esta lembrança deste queridos morados de Rochedinho!!!.
 
Laurentina Amorim dos Santos Nogueiraa em 12/08/2013 20:28:00
Moro em Jundiaí (SP) e ao ler a reportagem fiquei emocionada com o depoimento do tio Julinho. Como é bom saber que há pessoas dispostas a não deixar sua história e de todos os outros moradores cair no esquecimento. Meu avô Manoel Teodoro Delmondes foi um dos primeiros moradores , junto com tio Julinho e outros parentes citados acima em outro comentário. Tenho saudades junto com meus irmãos de momentos inesquecíveis vividos na casa do meu vozinho. Tive o prazer de levar minhas filhas para conhecer esse lugar e com minha mãe mostrar a elas lugares que fizeram parte da infância de tantas gerações da família Delmondes. Parabéns pela bela reportagem.
Neuma Batista
 
Neuma Batista em 12/08/2013 19:57:43
Fiquei muito feliz em ver que Rochedinho está recebendo um pouco de atenção por parte da mídia. Trabalho na escola municipal do distrito e vejo a carência dos moradores em diversos segmentos. Nossos alunos, moradores do distrito e das propriedades rurais do entorno, são crianças adoráveis, carinhosas, criativas, participativas e adoram a escola, todos nós da escola aprendemos muito com eles, pois eles fazem a diferença. Parabéns ao Campo Grande News pelo trabalho.
 
Sandra Vilela em 12/08/2013 18:57:48
Sou o caçula dos 9 irmãos nascidos no Distrito de Rochedinho que Alcides Luiz de Oliveira fez referência. Faz 53 anos que mudamos para C. Grande, sinto saudades dos velhos tempos, conheci todas as pessoas antigas acima citadas, muitas nascidas nesse bucólico distrito, outras oriundas de lugares distantes mas que nele fincaram raízes, tal como relatei em minha música "Adoro morar aqui", lançada no Youtube, fazendo alusão à Campo Grande onde moro e tenho um escritório de Advocacia e Administração de Imóveis, sito à rua 13 de maio nº 4.626, São Francisco. Nossa orígem é humilde mas a maioria graduou-se em curso superior e formou filhos médicos, advogados, etc. Dentre pessoas importantes ainda não citadas, nossas conterrâneas: o casal Marcos e Zinha, Pedro P. da Silva (JuIz Federal, 4ª Vara.)
 
Jeová Ferreira de Oliveira em 12/08/2013 18:07:09
Parabéns pela reportagem, ainda mais por trazer meu avô e minha avó (foto linda). minha mãe foi moradora de Rochedinho até seus 18 anos, tenho muitos tios ainda por lá, sempre ia quando criança. pena que é um pouco esquecida.
 
Jullyeth Oliveira em 12/08/2013 17:55:57
nossa que saudade, fui praticamente criada la, um pouco afastado, em uma chácara próxima,meu pai que já e falecido mas muito conhecido JOÃO MOREIRA DE ANDRADE, agora meu irmão q mora la MARIO MOREIRA MUITO CONHECIDO TAMBEM POR LA, fui em muitas festas, saudade de Rochedinho tenho muitos amigos e parente lá, já passou do tempo de rochedinho ser asfaltada, sempre vou la, parente do meu esposo mora também lá, adorei a reportagem rever vários amigos, todos esses que comentarão conheço, seu Tancredo D. Eva Militao Tio leonicio CIDA ALEMAO E MTO MAS
 
marina andrade em 12/08/2013 17:36:33
Parabéns pela reportagem... tudo isso é verídico, porem só falta uma coisa! a regularização de todos os imóveis, não temos escrituras, esta tudo irregular, isso daqui é terra de ninguém, atualmente denunciei no MP (Ministério Público Estadual) sobre vários fatores agravantes e graças a Deus foi também publicado em um veículo de comunicação de Campo Grande ontem e hoje. Vamos melhorar esse Distrito!

Adriano Pereira Santana
Presidente dos Produtores Rurais do Distrito de Rochedinho
 
Adriano Pereira Santana em 12/08/2013 17:28:48
É mesmo né Maycon Oliveira, cadê o Militão???? Cadê a Carolllllllll??? Menina da Aldeia???? O tio Demir???? rsrsrs... terra de gente boaaaaa!!! Rochedinho City!!!!
 
Denise Ferreira em 12/08/2013 16:56:20
Os bares do distritos são ótimos..eheheh..
Além da sinuca.. Bom lugar para esquecer um pouco a cidade "Grande"..
 
Carlos Netto em 12/08/2013 16:39:54
Tenho saudades de Rochedinho pois fui criada ai com meus tios Manoel Teodoro Delmondes Maria José Delmondes,um abraço para seu Julio e dona Rosa e em especial para dona Neguinha saudades de todos.......
 
Franscisca Amorim em 12/08/2013 16:37:18
Tenho saudades de Rochedinho, pois fui criada ai com meus tios Manoel Teodoro Delmondes e Maura Delmondes...............Saudades de seu Julio e de todos de Rochedinho e em especial Dona Neguinha (Franscisca Amorim)
 
Franscisca Amorim em 12/08/2013 16:33:52
Parabéns pela matéria, moro em Campo Grande a 15 anos e ainda não tive a oportunidade em conhecer o Distrito de Rochedinho.
 
Acir Fernandes em 12/08/2013 16:13:14
Quando for possível vão visitar Bianópolis (popularmente conhecido como Pequi), bem como o Fala Verdade, logo depois de Rochedo e Corguinho/MS. que lugares pra se viver.
 
Rinaldo Ribeiro em 12/08/2013 16:11:24
Outra familia que não deve ser esquecida é a do Sr. Orlando de Castro Fialho, cujas irmãs foram professoras e que muito contribuiram para o crescimento do povo deste distrito tão simples porem muito acolhedor.
 
lucia rohwedder guimaraes em 12/08/2013 15:20:25
Muito bacana a reportagem elucidada, sendo o distrito de Rochedinho um lugar muito importante no comércio agropecuário dos anos 60/70, onde a região era tomada pelo plantio-comercialização de café e outros grãos, momento em que certamente com a chegada da pavimentação asfáltica existe a grande possibilidade do aquecimento econômico, proporcionando à todos crescimento e melhorias.
 
Sérgio Vilela em 12/08/2013 14:12:05
Ha Rochedinho, minha terra natal, nasci la e vivi ate os meus 5 aninhos na chacara do tio Darci, nem sei se existe alguém da familia dele lá, creio que não, mas me lembro de como era bom viver, la, sossegado, tinha uma paz que hoje sinto falta, se puder tambem comprava um pedaço de chão la e iria os finais de semana para la, ainda temos pessoas conhecidas, la como a dona Ana do Sr. Mané aprigio, que mora la em Para tudo, sinto saudades.
 
Silvania Aparecida Frutuoso em 12/08/2013 14:05:11
agora sim vô julho,vou ter que ir aí para acompanhar a vinda de joelhos até campo grande,kkkkkk.....
 
valdinei regis delmondes em 12/08/2013 13:54:32
Em Rochedinho vivi dias felizes da minha infância, nas festas natalinas realizadas na chácara do Tio Manoel Teodoro Delmondes e minha tia Maura.
É muito bom ter noticias do sr. Julinho e familia.
Rochedinho foi o reino de "Tão Tão distante" da minha infância.
 
Nelson Antonio Souza em 12/08/2013 11:53:47
Cade o meu amigo professor Edivaldo... se esqueceram dele ou não mora mais por
ai...
 
Moacir Nantes em 12/08/2013 11:32:28
Conheço esse lugar. Se pudesse, compraria uma chácara para viver lá, para passar os fins de semana, feriadões e férias.
 
Osmar Felinto em 12/08/2013 11:14:46
Parabéns pela matéria. Um distrito bastante esquecido pelas autoridades, e que merece ser revitalizado para que as pessoas possam passar alguns momentos agradáveis nos fins de semana. Lembranças de épocas que íamos a Rochedinho para vender "secos e molhados" no "Para Tudo" com meu pai, o Sr. Alencar (Ceguinho) ou junto com meus irmãos Assis e Antonio de Alencar.
 
Humberto Alencar em 12/08/2013 10:53:21
Faltou o militão!
 
Maykonn Oliveira em 12/08/2013 10:00:03
Com tantas noticias ruis que se vê nos jornais,quando entro para ver as noticias de hoje ,me deparo com essa reportagem,PARABÉNS Aliny Mary Dias,excelente matéria.
 
Terea Moura em 12/08/2013 09:58:49
A familia Delmondes: Seo Manoel Theodorio Delmondes, Romao Justino Delmondes, Zé Justino Delmondes e familiares, também Pernambucanos, fizeram parte de um passado feliz em Rochedinho, minha esposa Rosemeire Delmondes fala com saudades do tempo de criança vivido lá.
 
ILSON GONCALVES FERREIRA em 12/08/2013 09:56:49
Parabéns pela matéria! Tenho muita saudade de Rochedinho, pois passava frequentemente por lá para chegar um pouco mais a frente no famoso " PARA TUDO" . Meu pai tinha uma pequena fazenda na região e sempre fazíamos uma parada para tomar uma tubaína e conversar com o povo local ou abastecer no posto de combustível que havia da "cidade" l!! Muito bom !
 
Evandro Paes Barbosa JR em 12/08/2013 09:21:26
Eh, saudades da minha infância que ia para Rochedinho de Transmequi visitar os tios...
 
Mirian Costa em 12/08/2013 09:15:27
Não tem lugar melhor pra se viver, gente hospitaleira e agora com asfalto vai ficar melhor ainda. Parabéns ao Campo Grande News pela reportagem tenho certeza de que quem ler esta reportagem se encherá de orgulho de pertencer a este paraíso tão próximo de Campo Grande e que conserva na simplicidade de seu povo seu maior tesouro.
 
valdenei barbosa de freitas em 12/08/2013 09:11:06
Não poderia deixar de enfatizar outra pessoa de muito respeito e consideração, o qual deixou marcas profundas neste Distrito, falamos do Sr. Têlemaco da Costa Guimarães, pessoa que muito contribuiu e amava demais o local, sempre presente em todas as atividades politicas e religiosas, católico de muita fé , porém sempre respeitou todas as religiões. Este homem sabia toda a história de Rochedinho e não se cansava de contar aos filhos, genros, noras e netos toda a historia deste lugar maravilhoso. Saudades Eternas de você, Truco, seis ladrão , pois ele adorava uma festa e um bom jogo de truco com os amigos e familiares, sem contar que sua casa sempre foi cheia de amigos, e familiares.
 
lucia rohwedder guimaraes em 12/08/2013 08:46:58
Excelente reportagem, está de parabéns Aliny Mary Dias. Necessitamos muito de profissionais como você, realizando a transferência do conhecimento e de informações do homem e da mulher do campo, que produzem o alimento para que no dia a dia possamos tomar café da manhã, almoçar e jantar, são essas pessoas simples que devem receber a homenagem pelo trabalho realizado e não valorizado.
Aliny, seria importante também uma reportagem sobre a Furnas do Dionísio, localidade próxima de Rochedinho, muito produtiva e com gente simples que merece ser lembrada por profissionais como você. Na Furnas do Dionísio, se produz rapadura, melado, farinha e outros produtos da melhor qualidade para nosso consumo, tem cachoeiras lindas, trilhas para
jeep, moto e bicicletas.
 
VALDECY PEREIRA SIQUEIRA em 12/08/2013 08:36:17
Quanta surpresa, quanto orgulho. Em pleno início da semana deparar-me com uma reportagem desse quilate. O meu grande Rochedinho, minha terra natal, onde nasci, onde nasceram meus irmãos e muitos de meus parentes, de onde me lancei para o futuro com os pés bem apoiados na segurança de ter sido bem nascido. Hoje, distante fisicamente mas de vínculo sentimental muito forte, não o esqueci e jamais o permitirei, pois minhas raízes aí se encontram. Não tenho mais os pais vivos mas eles vivem em minha lembrança, estão em meu coração. Não poderiam ter feito melhor opção para criar sua família, pois o Rochedinho deu-lhes as condições adequadas para tudo que realizaram e ao que sou hoje e todos os meus irmãos. Ainda tenho ai parentes próximos .
Hoje resido em Suzano,SP.
 
ALCIDES LUIZ DE OLIVEIRA em 12/08/2013 08:31:42
Importante ressaltar uma das mais antigas moradoras dona nega, que mora próximo ao cemitério. Com quase cem anos, lícida e cativante.
 
geova paes da costa em 12/08/2013 08:15:39
E Rochedinho, cidade muito boa, como não foram visitar a Pastelaria do Sandim, um ponto da cidade, onde o ônibus normalmente fazia uma parada...Muitas recordações de minha infância quando passava por ai.. Cidade muito legal ;D
 
Igor Matos em 12/08/2013 07:49:02
Não é atoa que o CampoGrandeNews é líder na preferencia dos internautas.
 
Marcos Wild em 12/08/2013 07:48:58
CAMPO GRANDE NEWS É A DIFERENÇA. PARABÉNS!
 
paulo souza brasil em 12/08/2013 07:22:11
se esqueceram de falar de outros ilustres moradores da vila. dona eva e sr tancredo pessoas amabilíssimas.
 
ildicene maria da silva em 12/08/2013 07:17:23
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions