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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

10/09/2015 18:05

Ruas são tomadas por "crateras", mas Bernal suspende tapa-buraco

Alan Diógenes
Buracos em avenida movimentada se torna armadilha para condutores. (Foto: Fernando Antunes)Buracos em avenida movimentada se torna armadilha para condutores. (Foto: Fernando Antunes)

Com a ideia de economizar para amenizar o déficit de R$ 30 milhões, deixado pela administração passada, o prefeito Alcides Bernal (PP) cancelou serviços menos essenciais, entre eles, a operação tapa-buracos. O problema é que a chuva que atingiu Campo Grande durante a semana fez surgir buracos surgirem nas ruas. A preocupação dos motoristas é com o risco de acidentes e com os danos materiais causados nos veículos.

Avenidas importantes e consideradas mais movimentadas da Capital, como a Ernesto Geisel e a Bandeirantes, já começam a somar buracos pequenos. Condutores precisam frear bruscamente, mudar de faixa repentinamente ou até mesmo fazer “zigue-zague” para conseguir escapar dos obstáculos.

A auxiliar administrativa Suely Silva, 45 anos, que trabalha há nove na Avenida Bandeirantes, disse que o trânsito é intenso durante todo o dia e ela sempre ouve o som de carros caindo nos buracos. “Os clientes que chegam na empresa onde eu trabalho às vezes reclamam. O pior é que estraga os carros e a pessoa tem prejuízos”, comentou.

O vendedor Reginaldo Santos, 44, trafega rotineiramente pela mesma avenida. Ele contou que já teve as rodas do carro amassadas devido às buracos. “A gente tem que tirar do próprio bolso para arrumar. Aí complica”, destacou.

Crateras surgem no Bairro Santa Fé. (Foto: Fernando Antunes)Crateras surgem no Bairro Santa Fé. (Foto: Fernando Antunes)
Motoristas fazem manobras para escapar dos buracos. (Foto: Fernando Antunes)Motoristas fazem manobras para escapar dos buracos. (Foto: Fernando Antunes)

Reginaldo tem a opinião dividida quanto a operação tapa-buraco. Para ele o serviço é essencial para “amenizar” o surgimento de buracos, mas o ideal seria o recapeamento de toda a via.

“O tapa-buraco ajuda por uns três meses, depois desse período é preciso refazer o serviço, ou seja, a medida paliativa é um desperdício de dinheiro público. O certo era recapear”, apontou Reginaldo.

Já o comerciante Denivaldo Rosa, 55, é a favor da suspensão do tapa-buracos. “O serviço é só para inglês ver. Para mim não passa de uma forma de lavar dinheiro, só isso que político sabe fazer”, concluiu.

As ruas do Bairro Santa Fé, por exemplo, a Piratininga e a Euclides da Cunha possuem buracos. O fato incomoda os motoristas e moradores, já que a região é repleta de bancos e comércios, onde a circulação de pessoas é maior.

O secretário municipal de Governo Paulo Pedra informou, na tarde desta quinta-feira (10), que o prefeito já assinou o cancelamento dos serviços menos essenciais, incluindo o tapa-buraco. O decreto foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial de Campo Grande. “Pedimos paciência à população até colocarmos a casa em ordem. No momento precisamos economizar e essa foi a saída. O Bernal vai dar uma posição sobre o assunto nos próximos dias”, finalizou.

Condutores reclamam de prejuízos com carros ao cair em buracos. (Foto: Fernando Antunes)Condutores reclamam de prejuízos com carros ao cair em buracos. (Foto: Fernando Antunes)


É difícil encontrar um trecho com bom asfalto em Campo Grande. Lembro de ter visto uma notícia a respeito de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público para investigar essa situação, mas nada mais foi dito sobre isso. É apenas mais um absurdo, mais um exemplo do péssimo retorno dado pelo governo à população, mesmo que todos paguemos muito caro por meio de impostos de toda sorte. Logo alguém terá a ideia de "privatizar" as ruas da Capital, e teremos que pagar mais ainda por uma coisa que é direito de todos. Isso é só mais uma prova da ineficiência do poder público no atendimento dos interesses da população. Alguém pode dizer "problema de quem usa carro". No entanto, os ônibus do transporte coletivo usam essas mesmas ruas. Quem paga os consertos é quem usa os ônibus.
 
Dean_Winchester em 11/09/2015 07:50:43
Campo Grande tem o pior asfalto do Brasil, por conta da tapação de buracos, uma herança do continuísmo de poder, na mão do mesmo grupo politico a muitos e muitos anos.
Um serviço que deveria ser considerado emergencial, foi transformado em rotineiro, substituindo a recapagem que seria o serviço correto, por um serviço que tem pouca durabilidade e custa mais caro para os cofres públicos, ou seja, a população paga mais caro por um péssimo serviço. Por que isso ocorre? Provavelmente, quem instituiu o tapa buraco como rotina, levou e leva muita vantagem com isso, senão jamais ocorreria. Afinal, quem se suja com lama asfáltica, quer receber muito dinheiro, pra poder comprar mais terno com colarinho branco.
Agora melhorou,mas precisamos de uma lei restritiva pra proibir abusos futuros.
 
Flavio em 10/09/2015 19:32:53
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